A galinha está a um passo de destronar o cão como melhor amigo do Homem. Apesar do seu aspecto pouco apelativo e da sua relação com o dono estar pouco desenvolvida este animal detinha já alguns trunfos a seu favor.
O primeiro deles é claro a quantidade de ovos que nos oferece ao longo da sua vida. Ovos indispensáveis especialmente para aqueles com pouco jeito para cozinhar (como eu) e que se contentam com uma omelete para saciar a fome. Além dos ovos podemos comer a galinha e fazer uma sopa com ela, ao passo que o cão além de não ser "comestível" ainda devora a taça da ração a uma velocidade assustadora. Até aqui poderia parecer um empate sem fim à vista mas eis que a galinha chega com um argumento de peso para resolver o impasse.
Os tais "restos" que se dão às galinhas são uma importante medida de redução na produção de lixo. Basta verificarmos que praticamente todos os materiais são já recicláveis (papel, vidro, plástico, pilhas, electrodomésticas, móveis, etc.) sobrando os resíduos orgânicos. Estes podem ser colocados num compustor para produzir adubo mas apenas uma parte serve para esse efeito, sendo a galinha menos selectiva nos resíduos que consome conseguindo assim uma maior taxa de redução.
Esta teoria foi já posta em prática em Mouscron, Bélgica e parece estar a ter bons resultados. 50 pares de galinhas foram distribuídos por vários habitantes com moradias para que possam assim deixar produzir praticamente lixo algum. As idas ao caixote do lixo para despejar os sacos são coisa do passado. O futuro passa por dar o "lixo" à galinha.
Uma medida natural e cuja importância deve ser valorizada como mais uma boa ideia para o "cabaz" de soluções de reaproveitamento e reciclagem de produtos e resíduos.
É caso para dizer que é preciso acrescentar uma galinha ao lado de cada ecoponto.
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segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Vinhos - para beber e vender
A vinicultura e viticultura são actividades extremamente importantes para o nosso país. O vinho é, em vários sentidos, um símbolo de Portugal e dos portugueses.
O vinho conta de certa forma a história do nosso país, faz parte da tradição, faz parte do "ser" português. Do Norte ao Sul, do continente às ilhas, praticamente todas as regiões produzem vinhos de qualidade que deliciam não só os consumidores portugueses, mas apreciadores de vinho do mundo inteiro. A arte de fazer vinho está no sangue dos portugueses e, actualmente, nos seus laboratórios também.
Se pensarmos no conjunto de indústrias que "giram" à volta do vinho apercebemo-nos da sua grande importância económica e social. E compreendemos que é um sector onde podemos e devemos apostar com vista a alcançar um futuro de sucesso. O vinho gera emprego e riqueza um pouco por todo o país contribuíndo para o desenvolvimento regional e para a diminuição das assimetrias regionais. É uma fonte de exportação não só de produtos mas da própria imagem de Portugal. A exportação da imagem do país é tão forte que potencia a criação de um segmento específico de turismo (Enoturismo). Apesar de ser uma área com uma história de vários milénios existe ainda um grande potencial no desenvolvimento de novos e melhores vinhos. É este potencial que leva a um crescente investimento em investigação e desenvolvimento, uma componente cada vez mais importante no vasto mundo dos vinhos e aquela cuja futuro parece mais promissor.
Ao olharmos para esta vastidão reparamos que o vinho emprega muitas pessoas com vários graus de qualificação e de ínumeras áreas de formação. Uma aliança entre o saber do passado e a tecnologia do futuro é a chave para expandir o sucesso deste campo e agarrar todo o seu potencial. A investigação vai ter um papel cada vez mais importante pelo que a aposta na viticultura é extremamente importante. Esta investigação além de possibilitar melhores e mais variados vinhos tem também outras aplicações como por exemplo para fins medicinais. O enoturismo é também uma área que poderíamos desenvolver mais já que este tipo de turismo está muitas vezes interligado à história de uma determinada região. Além de um melhor aproveitamento destas áreas devemos também fomentar um aumento na exportação dos nossos vinhos. Tendo em conta a disseminação da produção mundial de vinho e a entrada de novos "players" o preço é algo em que não podemos, ou raramente podemos competir. O mesmo não se passa em relação à qualidade onde temos as armas necessárias para nos conseguirmos impôr e penetrar cada vez mais no mercado global. As relações privilegiadas que mantemos com "meio mundo" podem ser uma porta de entrada bastante significativa especialmente se tivermos conta que são países com um desenvolvimento económico acelerado sendo espectável que o consumo de vinho nos mesmos aumente, focando a nossa atenção para os vinhos "gourmet" e de qualidade. A forte componente turística do nosso país associada ao facto de produzirmos vinho em praticamente todas as regiões pode ser também um pólo de difusão dos vinhos. A comunidade de emigrantes pode também funcionar como um catalisador nos mercados dos seus respectivos países, especialmente nos novos destinos de emigração (por exemplo o crescente número de portugueses que se está a fixar em Angola). Temos vinhos de qualidade capazes de competir a nível mundial e temos várias ferramentas para os promover e difundir.
Em suma acredito que esta área historicamente importante para o nosso país pode desempenhar um papel ainda maior na construção do nosso futuro com os benefícios económicos, sociais e culturais associados. Vinho made in Portugal - para beber e vender.
O vinho conta de certa forma a história do nosso país, faz parte da tradição, faz parte do "ser" português. Do Norte ao Sul, do continente às ilhas, praticamente todas as regiões produzem vinhos de qualidade que deliciam não só os consumidores portugueses, mas apreciadores de vinho do mundo inteiro. A arte de fazer vinho está no sangue dos portugueses e, actualmente, nos seus laboratórios também.
Se pensarmos no conjunto de indústrias que "giram" à volta do vinho apercebemo-nos da sua grande importância económica e social. E compreendemos que é um sector onde podemos e devemos apostar com vista a alcançar um futuro de sucesso. O vinho gera emprego e riqueza um pouco por todo o país contribuíndo para o desenvolvimento regional e para a diminuição das assimetrias regionais. É uma fonte de exportação não só de produtos mas da própria imagem de Portugal. A exportação da imagem do país é tão forte que potencia a criação de um segmento específico de turismo (Enoturismo). Apesar de ser uma área com uma história de vários milénios existe ainda um grande potencial no desenvolvimento de novos e melhores vinhos. É este potencial que leva a um crescente investimento em investigação e desenvolvimento, uma componente cada vez mais importante no vasto mundo dos vinhos e aquela cuja futuro parece mais promissor.
Ao olharmos para esta vastidão reparamos que o vinho emprega muitas pessoas com vários graus de qualificação e de ínumeras áreas de formação. Uma aliança entre o saber do passado e a tecnologia do futuro é a chave para expandir o sucesso deste campo e agarrar todo o seu potencial. A investigação vai ter um papel cada vez mais importante pelo que a aposta na viticultura é extremamente importante. Esta investigação além de possibilitar melhores e mais variados vinhos tem também outras aplicações como por exemplo para fins medicinais. O enoturismo é também uma área que poderíamos desenvolver mais já que este tipo de turismo está muitas vezes interligado à história de uma determinada região. Além de um melhor aproveitamento destas áreas devemos também fomentar um aumento na exportação dos nossos vinhos. Tendo em conta a disseminação da produção mundial de vinho e a entrada de novos "players" o preço é algo em que não podemos, ou raramente podemos competir. O mesmo não se passa em relação à qualidade onde temos as armas necessárias para nos conseguirmos impôr e penetrar cada vez mais no mercado global. As relações privilegiadas que mantemos com "meio mundo" podem ser uma porta de entrada bastante significativa especialmente se tivermos conta que são países com um desenvolvimento económico acelerado sendo espectável que o consumo de vinho nos mesmos aumente, focando a nossa atenção para os vinhos "gourmet" e de qualidade. A forte componente turística do nosso país associada ao facto de produzirmos vinho em praticamente todas as regiões pode ser também um pólo de difusão dos vinhos. A comunidade de emigrantes pode também funcionar como um catalisador nos mercados dos seus respectivos países, especialmente nos novos destinos de emigração (por exemplo o crescente número de portugueses que se está a fixar em Angola). Temos vinhos de qualidade capazes de competir a nível mundial e temos várias ferramentas para os promover e difundir.
Em suma acredito que esta área historicamente importante para o nosso país pode desempenhar um papel ainda maior na construção do nosso futuro com os benefícios económicos, sociais e culturais associados. Vinho made in Portugal - para beber e vender.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Masdar
Esta é a cidade do futuro, Masdar. Localizada perto de Abu Dhabi surge como um passo de gigante dado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) rumo a um futuro sustentável. É uma cidade construída de raiz que irá albergar 40.000 pessoas e criar 70.000 postos de trabalho. Será a primeira cidade do mundo com emissões neutras de carbono e zero desperdício bem como com um consumo de água substancialmente inferior ao normal (menos 75%). Uma iniciativa que pretende ser a "maquete" para uma revolução global que mude a face das nossas cidades.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Um novo ensino superior
O investimento mais "rentável" para qualquer Estado é no capital humano. Um país necessita de qualificações para progredir e alcançar o desenvolvimento económico e social. Empregos qualificados e especializados geram indústrias de ponta, investigação e desenvolvimento de qualidade bem como melhores condições de trabalho para os trabalhadores. São o "motor" económico de um país mas também um motor para melhorias das condições de vida.
Na base da especialização e da elevada qualificação está o ensino superior. Só com um ensino superior de qualidade e acessível a todos é que poderemos criar uma sociedade apta para enfrentar novos desafios e receber indústrias que exigam o máximo das nossas capacidades intelectuais. Pessoalmente creio que a maioria das nossas universidades tem uma qualidade algo elevada (pelo menos no sistema público) e é de louvar o número de portugueses que se destacam em praticamente todas as áreas. É urgente multiplicar investimentos no sentido de aumentar o número de oportunidades e de ofertas de emprego para pessoas com cursos superiores. Contudo, além da aposta na criação de oportunidades de emprego, é preciso também tornar o ensino superior completamente acessível. Só "atacando" as várias frentes do problema é que conseguiremos, gradualmente, substituir a nossa força de trabalho baseada na mão-de-obra barata e sediada em indústrias com fracas perspectivas de futuro por uma mão-de-obra extremamente qualificada e capaz de realizar tarefas que poucos conseguem. Esta é no meu entender o tipo de competitividade pela qual Portugal pode e deve lutar.
O ensino superior deve ser encarado assim como um investimento para o futuro e não como uma "despesa". A contrapartida para o facto de os contribuintes deverem sustentar este investimento é o de que este será útil e proveitoso para todos nós. É a "justificação" para devermos gastar cada vez mais e melhor neste campo. Proveitoso no sentido de formarmos pessoas que terão empregos bem remunerados em áreas que criam bastante riqueza para o país, aumentando as exportações e reforçando a competitividade do país. Mas o investimento deve, na minha opinião, mostrar os seus frutos desde o 1º ano de faculdade. E como mostrar esses frutos?
Através de um sistema de aulas práticas/estágios em que os alunos universitários realizavam desde o primeiro ano de faculdade uma espécie de "serviço comunitário". Estes "estágios" seriam extremamente positivos para o aluno pois no final do curso teria já bastantes experiências extra-curriculares e para a comunidade que seria "servida" de forma gratuita. Estas aulas ou estágios poderiam por exemplo funcionar numa base semanal ou quinzenal (imagine-se por exemplo uma carga horária de 2-3 horas por quinzena).
Dou agora o meu exemplo pessoal imaginando que este sistema estava em vigor. Estou no primeiro ano do curso de Direito. É óbvio que pouco sei comparado com os conhecimentos que tenho de ter para ser um verdadeiro jurista. Mas posso realizar tarefas úteis que exijam poucos conhecimentos específicos e que estejam algo relacionados com a minha área académica. Podia por exemplo redigir actas ou fazer um pouco do trabalho burocrático relacionado com os tribunais e com a justiça em geral. Estava a fazer algo relacionado com o meu curso, estava a adquirir experiência e estava a ser "útil" à sociedade. Um voluntariado relacionado com o curso que era digamos uma espécie de "agradecimento" pelo investimento feito em mim. A exigência de conhecimentos iria aumentando semestre após semestre à medida que os estágios ficavam cada vez mais complexos.
Penso que a adopção deste sistema tornaria possível por exemplo a eliminação de propinas tornando o ensino superior mais acessível à generalidade da população produzindo mais e melhores diplomados. Um investimento no futuro do país que mostrava os seus benefícios desde o primeiro minuto!
Na base da especialização e da elevada qualificação está o ensino superior. Só com um ensino superior de qualidade e acessível a todos é que poderemos criar uma sociedade apta para enfrentar novos desafios e receber indústrias que exigam o máximo das nossas capacidades intelectuais. Pessoalmente creio que a maioria das nossas universidades tem uma qualidade algo elevada (pelo menos no sistema público) e é de louvar o número de portugueses que se destacam em praticamente todas as áreas. É urgente multiplicar investimentos no sentido de aumentar o número de oportunidades e de ofertas de emprego para pessoas com cursos superiores. Contudo, além da aposta na criação de oportunidades de emprego, é preciso também tornar o ensino superior completamente acessível. Só "atacando" as várias frentes do problema é que conseguiremos, gradualmente, substituir a nossa força de trabalho baseada na mão-de-obra barata e sediada em indústrias com fracas perspectivas de futuro por uma mão-de-obra extremamente qualificada e capaz de realizar tarefas que poucos conseguem. Esta é no meu entender o tipo de competitividade pela qual Portugal pode e deve lutar.
O ensino superior deve ser encarado assim como um investimento para o futuro e não como uma "despesa". A contrapartida para o facto de os contribuintes deverem sustentar este investimento é o de que este será útil e proveitoso para todos nós. É a "justificação" para devermos gastar cada vez mais e melhor neste campo. Proveitoso no sentido de formarmos pessoas que terão empregos bem remunerados em áreas que criam bastante riqueza para o país, aumentando as exportações e reforçando a competitividade do país. Mas o investimento deve, na minha opinião, mostrar os seus frutos desde o 1º ano de faculdade. E como mostrar esses frutos?
Através de um sistema de aulas práticas/estágios em que os alunos universitários realizavam desde o primeiro ano de faculdade uma espécie de "serviço comunitário". Estes "estágios" seriam extremamente positivos para o aluno pois no final do curso teria já bastantes experiências extra-curriculares e para a comunidade que seria "servida" de forma gratuita. Estas aulas ou estágios poderiam por exemplo funcionar numa base semanal ou quinzenal (imagine-se por exemplo uma carga horária de 2-3 horas por quinzena).
Dou agora o meu exemplo pessoal imaginando que este sistema estava em vigor. Estou no primeiro ano do curso de Direito. É óbvio que pouco sei comparado com os conhecimentos que tenho de ter para ser um verdadeiro jurista. Mas posso realizar tarefas úteis que exijam poucos conhecimentos específicos e que estejam algo relacionados com a minha área académica. Podia por exemplo redigir actas ou fazer um pouco do trabalho burocrático relacionado com os tribunais e com a justiça em geral. Estava a fazer algo relacionado com o meu curso, estava a adquirir experiência e estava a ser "útil" à sociedade. Um voluntariado relacionado com o curso que era digamos uma espécie de "agradecimento" pelo investimento feito em mim. A exigência de conhecimentos iria aumentando semestre após semestre à medida que os estágios ficavam cada vez mais complexos.
Penso que a adopção deste sistema tornaria possível por exemplo a eliminação de propinas tornando o ensino superior mais acessível à generalidade da população produzindo mais e melhores diplomados. Um investimento no futuro do país que mostrava os seus benefícios desde o primeiro minuto!
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Plug-in Paris
Paris prepara-se para dar um grande passo rumo à sua sustentabilidade. Depois de em 2007 a cidade ter sido "inundada" por bicicletas para aluguer (10.000) o presidente da câmara prepara uma nova iniciativa para 2011. Encher a cidade com carros eléctricos para aluguer.
Tendo como base o sucesso do programa implementado em 2007, Paris decidiu levar o conceito mais longe ao querer alargar esta rede de "aluguer sustentável" aos carros eléctricos. O programa será composto inicialmente por 3.000 veículos que podem ser encontrados em 27 munícipios da cidade. O custo por dia será de 49 euros sendo que as reservas poderão ser feitas pela internet, telefone ou via SMS.
Com este tipo de programas e iniciativas pretende-se não só melhorar o ambiente da cidade em si devido a menores emissões de gases poluentes mas acima de tudo alterar mentalidades. As pessoas podem desfrutar e descobrir os benefícios de andar de bicicleta sem terem de comprar uma. Depois de constatarem que é um veículo perfeitamente capaz de satisfazer as suas necessidades de mobilidade irão tornar-se muito mais receptivas e quem sabe, alterar por completo a forma como se deslocam diariamente. O mesmo em relação aos carros eléctricos. Esta iniciativa permite que as pessoas experimentem este tipo de veículos e ao descobrirem as suas vantagens irão certamente ser influenciadas quando decidirem adquirir um carro novo.
Tendo em conta experiências anteriores e com os incentivos adequados, penso que estas iniciativas têm todos os "ingredientes" para serem um sucesso. Espero que daqui a uns anos estes sistemas sejam um ponto em comum de todas as grandes cidades europeias.
Tendo como base o sucesso do programa implementado em 2007, Paris decidiu levar o conceito mais longe ao querer alargar esta rede de "aluguer sustentável" aos carros eléctricos. O programa será composto inicialmente por 3.000 veículos que podem ser encontrados em 27 munícipios da cidade. O custo por dia será de 49 euros sendo que as reservas poderão ser feitas pela internet, telefone ou via SMS.
Com este tipo de programas e iniciativas pretende-se não só melhorar o ambiente da cidade em si devido a menores emissões de gases poluentes mas acima de tudo alterar mentalidades. As pessoas podem desfrutar e descobrir os benefícios de andar de bicicleta sem terem de comprar uma. Depois de constatarem que é um veículo perfeitamente capaz de satisfazer as suas necessidades de mobilidade irão tornar-se muito mais receptivas e quem sabe, alterar por completo a forma como se deslocam diariamente. O mesmo em relação aos carros eléctricos. Esta iniciativa permite que as pessoas experimentem este tipo de veículos e ao descobrirem as suas vantagens irão certamente ser influenciadas quando decidirem adquirir um carro novo.
Tendo em conta experiências anteriores e com os incentivos adequados, penso que estas iniciativas têm todos os "ingredientes" para serem um sucesso. Espero que daqui a uns anos estes sistemas sejam um ponto em comum de todas as grandes cidades europeias.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Cardmobili
Todos nós somos "vítimas" dos cartões de fidelização por parte de todo o tipo de empresas. Desde os cartões em cartão que nos oferecem nos restaurantes e cadeias de fast-food onde vão caribando os nossos menus até nos podermos deliciar com uma refeição grátis, ao pontos que acumulamos por abastecer o nosso carro ou por fazer compras num determinado hipermercado, eles estão por todo e vieram para ficar.
Uma estratégia bastante positiva para a empresa porque garante um consumo contínuo por parte do cliente mas na qual recebemos algo em troca da nossa fidelidade e preferência. A disseminação desta estratégia foi extremamente rápida dado que é bastante simples e aplicavél a praticamente todas as áreas de consumo. Infelizmente causam um excesso de material nas nossas carteiras e é frequente esquecermo-nos dos cartões em casa ou de nem nos darmos ao trabalho de os trazer bem como de não querermos fazer novos. Algumas empresas diminuem o tamanho dos seus cartões, outras passam a oferecê-los por forma a serem incluídos no porta-chaves mas nada disto resolve de forma definitiva e prática o nosso problema. É aí que entra o Cardmobili.
Esta é uma tecnologia que nos permite substituir todos os cartões de fidelização por uma simples aplicação no telemóvel. Basta descarregar a mesma no site da empresa que criou esta tecnologia e inserir os dados que estão nos cartões. Com esta "carteira virtual" podemos aceder a todos os cartões de fidelização de uma forma rápida, cómoda e eficaz. Com um potencial tão promissor é de esperar que a sua disseminação se desenrole de forma igual à disseminaçao dos cartões em si, fazendo-os desaparecer de uma forma tão rápida como apareceram. A empresa pretende agora alargar o leque de parceiros bem como exportar o modelo para outros mercados.
Uma excelente inovação que será bastante útil tanto para as empresas como para os consumidores.
Uma estratégia bastante positiva para a empresa porque garante um consumo contínuo por parte do cliente mas na qual recebemos algo em troca da nossa fidelidade e preferência. A disseminação desta estratégia foi extremamente rápida dado que é bastante simples e aplicavél a praticamente todas as áreas de consumo. Infelizmente causam um excesso de material nas nossas carteiras e é frequente esquecermo-nos dos cartões em casa ou de nem nos darmos ao trabalho de os trazer bem como de não querermos fazer novos. Algumas empresas diminuem o tamanho dos seus cartões, outras passam a oferecê-los por forma a serem incluídos no porta-chaves mas nada disto resolve de forma definitiva e prática o nosso problema. É aí que entra o Cardmobili.
Esta é uma tecnologia que nos permite substituir todos os cartões de fidelização por uma simples aplicação no telemóvel. Basta descarregar a mesma no site da empresa que criou esta tecnologia e inserir os dados que estão nos cartões. Com esta "carteira virtual" podemos aceder a todos os cartões de fidelização de uma forma rápida, cómoda e eficaz. Com um potencial tão promissor é de esperar que a sua disseminação se desenrole de forma igual à disseminaçao dos cartões em si, fazendo-os desaparecer de uma forma tão rápida como apareceram. A empresa pretende agora alargar o leque de parceiros bem como exportar o modelo para outros mercados.
Uma excelente inovação que será bastante útil tanto para as empresas como para os consumidores.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Distribuição e redes eléctricas
A importância das energias renováveis é cada vez maior e Portugal é um exemplo desta tendência. Este sector tem um peso crescente no emprego e na riqueza produzida para além dos benefícios ambientais e outros benefícios económicos associados como a diminuição da importação de energia, algo que pesa bastante na nossa balança comercial.
Uma aposta no futuro baseada nas renováveis tem de compreender obrigatoriamente um novo sistema de distribuição eléctrica e respectiva modernização da rede. Este é um elemento fundamental para obtermos sucesso no nosso futuro energético. Está em curso um projecto que envolve 9 países da UE e 30 mil milhões de euros de investimento. Este projecto destina-se a construir uma rede de abastecimento eléctrico ao nível europeu baseado nas várias fontes de energia renovável já em operação. O facto da rede interligar a produção de vários países e de várias fontes (como a hídrica e a eólica) vai colmatar as oscilações na mesma, podendo um determinado país ou fonte compensar outro que esteja com uma produção abaixo do necessário.
Este é apenas um exemplo daquilo que será o futuro. O plano de estímulos de Obama comtempla verbas para modernizar o muito antiquado sistema de distribuição americano.
Um investimento numa nova rede de distribuição é essencial para que a mesma se adapte às realidades futuras. Uma rede que seja maioritariamente subterrânea para diminuir o risco de se danificar e quebrar a distribuição (por exemplo por condições atmosféricas adversas) bem como para diminuir os riscos para a segurança e saúde pública. Uma rede que esteja adaptada à microgeração, colocando os excedentes de um produtor a colmatar as necessidades de um consumidor. Uma rede inteligente que em caso de necessidade possa por exemplo canalizar a produção disponível para hospitais, esquadras da polícia, centros de protecção civil, etc. Uma rede que através da Internet se ligue às máquinas domésticas (máquina de lavar loiça, roupa, etc.) e lhes venda a energia quando a mesma não está a ser consumida na totalidade e portanto quando é mais barata, actualizando estes valores em tempo real. Uma rede com sistemas de monitorização mais avançados para se detectar de forma mais eficaz e precoce todas as avarias e anomalias existentes, entre outras coisas.
Este rede do futuro em conjunto com sistemas de armazenamento avançados tem o potencial de levar a eficiência energética a uma nova dimensão e reduzir a quantidade de energia que necessitamos bem como auxiliar as populações em caso de necessidade. O futuro da energia também passará certamente por aqui.
Uma aposta no futuro baseada nas renováveis tem de compreender obrigatoriamente um novo sistema de distribuição eléctrica e respectiva modernização da rede. Este é um elemento fundamental para obtermos sucesso no nosso futuro energético. Está em curso um projecto que envolve 9 países da UE e 30 mil milhões de euros de investimento. Este projecto destina-se a construir uma rede de abastecimento eléctrico ao nível europeu baseado nas várias fontes de energia renovável já em operação. O facto da rede interligar a produção de vários países e de várias fontes (como a hídrica e a eólica) vai colmatar as oscilações na mesma, podendo um determinado país ou fonte compensar outro que esteja com uma produção abaixo do necessário.
Este é apenas um exemplo daquilo que será o futuro. O plano de estímulos de Obama comtempla verbas para modernizar o muito antiquado sistema de distribuição americano.
Um investimento numa nova rede de distribuição é essencial para que a mesma se adapte às realidades futuras. Uma rede que seja maioritariamente subterrânea para diminuir o risco de se danificar e quebrar a distribuição (por exemplo por condições atmosféricas adversas) bem como para diminuir os riscos para a segurança e saúde pública. Uma rede que esteja adaptada à microgeração, colocando os excedentes de um produtor a colmatar as necessidades de um consumidor. Uma rede inteligente que em caso de necessidade possa por exemplo canalizar a produção disponível para hospitais, esquadras da polícia, centros de protecção civil, etc. Uma rede que através da Internet se ligue às máquinas domésticas (máquina de lavar loiça, roupa, etc.) e lhes venda a energia quando a mesma não está a ser consumida na totalidade e portanto quando é mais barata, actualizando estes valores em tempo real. Uma rede com sistemas de monitorização mais avançados para se detectar de forma mais eficaz e precoce todas as avarias e anomalias existentes, entre outras coisas.
Este rede do futuro em conjunto com sistemas de armazenamento avançados tem o potencial de levar a eficiência energética a uma nova dimensão e reduzir a quantidade de energia que necessitamos bem como auxiliar as populações em caso de necessidade. O futuro da energia também passará certamente por aqui.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
High Tech 2010
O século XXI será provavelmente conhecido como o século da informação e da tecnologia. A primeira década faz justiça a esse título e ao olharmos para o futuro verificamos que a tendência não é para abrandar, mas sim o oposto. O desenvolvimento e a evolução tecnológica vão acelerar cada vez mais. Pretendo com este post lançar um olhar sobre novos desenvolvimentos tecnológicos que irão dar que falar em 2010 e que nos levam a imaginar como será o futuro, futuro esse que se aproxima a passos largos e cujas alterações acompanham o ritmo da troca de informação, cada vez mais rápida.
A Sony e a Panasonic desenvolveram uma tecnologia que possibilita a expansão da capacidade de armazenamento do Blu-ray. A capacidade passa assim de 50GB por disco para 66,8GB. O Blu-ray é apontado como o sucessor do DVD e cada vez existem mais títulos disponíveis neste formato. De recordar que são estes os discos utilizados pela consola PlayStation 3 e que os leitores de Blu-ray estão a ficar cada vez mais acessíveis, "imitando" o fenómeno que provocou a substituição das cassetes VHS pelos DVD. Melhor qualidade de som e de imagem para filmes, jogos e muitos extras!
O revolucionário Twitter que transformou banalidades em assuntos importantes e que já permitiu divulgar informações extremamente úteis bem como analisar produtos e empresas tem também várias novidades agendadas. A Google e a Microsoft firmaram um acordo com o Twitter para puderem disponibilizar páginas deste serviço de microblogging nos seus resultados de buscas. Tudo isto em troca de 17,5 milhões de dólares anuais que segundo algumas análises, serão suficientes para cobrir os custos de manutenção desta rede social. Com vista a tornar o Twitter num negócio rentável está a ser desenvolvida a ferramenta "Contributors" que pretende saciar as necessidades das empresas nesta rede social, criando uma maior proximidade entre a empresa e o consumidor. "Contributors" está a ser testado por alguns parceiros numa primeira versão beta.
A Apple pretende inovar trazendo outro iGadget que se poderá tornar num fenómeno de vendas. Um "tudo em um" digital é aquilo que a equipa de Steve Jobs pretende trazer ao mercado. Um computador portátil pequeno (notebook) com ecrã táctil (smartphone), capaz de ler e-books (kindle?) e de revolucionar a App Store com a suas características (fim do iPhone?). Ainda não se sabe muito bem o que fará este novo produto da Apple mas as expectativas são muito altas e se conseguir corresponder às mesmas então terá tudo para vingar no mercado e para provocar uma verdadeira revolução. Uma das características inovadoras é o facto do ecrã se "moldar" à imagem (ao aparecer o teclado virtual podemos sentir as teclas, ou num mapa sentir os contornos das regiões).
As novidades da "maçã" não se ficam por aqui já que querem também revolucionar o futuro da música. Rumores (baseados na compra de uma empresa que fornecia música na web por parte da Apple) sugerem que Steve Jobs e companhia irão tentar criar uma jukebox ilimitada na internet. O futuro passaria não por termos os ficheiros de música armazenados no computador, iPod, telemóvel ou em qualquer outro local mas sim acedermos a uma imensa base de dados onde escolheríamos a música e a ouvíamos através da internet. Ao pagarmos uma assinatura mensal (e não a comprar individualmente cada música ou conjunto de músicas) teriamos acesso a uma infinidade de aúdio em tempo real a partir de qualquer dispositivo com ligação à internet.
Estas e outras inovações mais ou menos esperadas irão sem dúvida influenciar vários aspectos da nossa vida, desde a forma como comunicamos e interagimos uns com os outros até à forma como nos divertimos e encaramos o lazer, passando pela forma como ouvimos música ou como acedemos à informação.
A Sony e a Panasonic desenvolveram uma tecnologia que possibilita a expansão da capacidade de armazenamento do Blu-ray. A capacidade passa assim de 50GB por disco para 66,8GB. O Blu-ray é apontado como o sucessor do DVD e cada vez existem mais títulos disponíveis neste formato. De recordar que são estes os discos utilizados pela consola PlayStation 3 e que os leitores de Blu-ray estão a ficar cada vez mais acessíveis, "imitando" o fenómeno que provocou a substituição das cassetes VHS pelos DVD. Melhor qualidade de som e de imagem para filmes, jogos e muitos extras!
O revolucionário Twitter que transformou banalidades em assuntos importantes e que já permitiu divulgar informações extremamente úteis bem como analisar produtos e empresas tem também várias novidades agendadas. A Google e a Microsoft firmaram um acordo com o Twitter para puderem disponibilizar páginas deste serviço de microblogging nos seus resultados de buscas. Tudo isto em troca de 17,5 milhões de dólares anuais que segundo algumas análises, serão suficientes para cobrir os custos de manutenção desta rede social. Com vista a tornar o Twitter num negócio rentável está a ser desenvolvida a ferramenta "Contributors" que pretende saciar as necessidades das empresas nesta rede social, criando uma maior proximidade entre a empresa e o consumidor. "Contributors" está a ser testado por alguns parceiros numa primeira versão beta.
A Apple pretende inovar trazendo outro iGadget que se poderá tornar num fenómeno de vendas. Um "tudo em um" digital é aquilo que a equipa de Steve Jobs pretende trazer ao mercado. Um computador portátil pequeno (notebook) com ecrã táctil (smartphone), capaz de ler e-books (kindle?) e de revolucionar a App Store com a suas características (fim do iPhone?). Ainda não se sabe muito bem o que fará este novo produto da Apple mas as expectativas são muito altas e se conseguir corresponder às mesmas então terá tudo para vingar no mercado e para provocar uma verdadeira revolução. Uma das características inovadoras é o facto do ecrã se "moldar" à imagem (ao aparecer o teclado virtual podemos sentir as teclas, ou num mapa sentir os contornos das regiões).
As novidades da "maçã" não se ficam por aqui já que querem também revolucionar o futuro da música. Rumores (baseados na compra de uma empresa que fornecia música na web por parte da Apple) sugerem que Steve Jobs e companhia irão tentar criar uma jukebox ilimitada na internet. O futuro passaria não por termos os ficheiros de música armazenados no computador, iPod, telemóvel ou em qualquer outro local mas sim acedermos a uma imensa base de dados onde escolheríamos a música e a ouvíamos através da internet. Ao pagarmos uma assinatura mensal (e não a comprar individualmente cada música ou conjunto de músicas) teriamos acesso a uma infinidade de aúdio em tempo real a partir de qualquer dispositivo com ligação à internet.
Estas e outras inovações mais ou menos esperadas irão sem dúvida influenciar vários aspectos da nossa vida, desde a forma como comunicamos e interagimos uns com os outros até à forma como nos divertimos e encaramos o lazer, passando pela forma como ouvimos música ou como acedemos à informação.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
YouGame ou GameTube?
Corre a notícia de que o YouTube irá brevemente lançar-se numa nova aventura. A da partilha de jogos online de forma tão simplificada quanto fez com os vídeos.
O Youtube foi considerado pela revista Time a maior invenção do ano em 2006. Tal deve-se ao facto de ter banalizado a partilha de vídeos por pessoas de todo o mundo. Esta é uma das muitas revoluções que se comparam ao fenómeno da própria Internet. Na minha opinião o Youtube tem um papel chave na sensibilização para os mais diversos temas e permite unir pessoas de todo o mundo, tudo à distância de um clique. Permitiu criar um movimento mundial em torno da eleição de Obama, permitiu que todo o mundo assistisse a massacres pressionando os governos a cooperarem, permitiu sensibilizar milhões de pessoas para causas como os direitos dos animais, as alterações climáticas, entre tantas outras. Permitiu difundir talentos como Susan Boyle e criar verdadeiras estrelas como aquela "avózinha" americana que ensinava como cozinhar nos tempos da Grande Depressão para que as pessoas pudessem poupar dinheiro neste tempo de crise. O Youtube permite rir e chorar, fomenta o convívio e a multiculturalidade bem como a troca de informação contribuindo para aumentar o capital humano de uma forma generalizada. Apesar dos aspectivos de negativos que também tem, penso que o saldo é extremamente positivo e que a humanidade como um todo saiu a ganhar. Qualquer indivíduo pode expandir as suas opiniões e trocar ideias de uma forma directa, simples e praticamente sem custos.
Caso a Google decida investir nesta nova área penso que terá o potencial de criar outra revolução. A ideia é que as pessoas possam fazer anotações aos seus vídeos (como fazem agora) mas em forma de jogos online interactivos. Esta aplicação permitirá a qualquer pessoa criar jogos online baseados nos seus vídeos ou em sequências dos mesmos. No fundo penso que esta inovação poderá potenciar e maximizar todos os benefícios que referi acima. Irá aumentar o grau de vivência e interacção, aumentando e enriquecendo a nossa experiência fruto da utilização do YouTube.
Depois do Broadcast Yourself o que se seguirá?
O Youtube foi considerado pela revista Time a maior invenção do ano em 2006. Tal deve-se ao facto de ter banalizado a partilha de vídeos por pessoas de todo o mundo. Esta é uma das muitas revoluções que se comparam ao fenómeno da própria Internet. Na minha opinião o Youtube tem um papel chave na sensibilização para os mais diversos temas e permite unir pessoas de todo o mundo, tudo à distância de um clique. Permitiu criar um movimento mundial em torno da eleição de Obama, permitiu que todo o mundo assistisse a massacres pressionando os governos a cooperarem, permitiu sensibilizar milhões de pessoas para causas como os direitos dos animais, as alterações climáticas, entre tantas outras. Permitiu difundir talentos como Susan Boyle e criar verdadeiras estrelas como aquela "avózinha" americana que ensinava como cozinhar nos tempos da Grande Depressão para que as pessoas pudessem poupar dinheiro neste tempo de crise. O Youtube permite rir e chorar, fomenta o convívio e a multiculturalidade bem como a troca de informação contribuindo para aumentar o capital humano de uma forma generalizada. Apesar dos aspectivos de negativos que também tem, penso que o saldo é extremamente positivo e que a humanidade como um todo saiu a ganhar. Qualquer indivíduo pode expandir as suas opiniões e trocar ideias de uma forma directa, simples e praticamente sem custos.
Caso a Google decida investir nesta nova área penso que terá o potencial de criar outra revolução. A ideia é que as pessoas possam fazer anotações aos seus vídeos (como fazem agora) mas em forma de jogos online interactivos. Esta aplicação permitirá a qualquer pessoa criar jogos online baseados nos seus vídeos ou em sequências dos mesmos. No fundo penso que esta inovação poderá potenciar e maximizar todos os benefícios que referi acima. Irá aumentar o grau de vivência e interacção, aumentando e enriquecendo a nossa experiência fruto da utilização do YouTube.
Depois do Broadcast Yourself o que se seguirá?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
O futuro das energias renováveis
Ainda com o desânimo de Copenhaga presente acho que é importante reflectir sobre a evolução e o futuro das energias renováveis. É do conhecimento geral que o actual modelo de desenvolvimento é insustentável. Não só pelos efeitos nocivos que os combustíveis fósseis representam para o meio ambiente e para a saúde pública mas também por factores como a instabilidade de preços, a segurança energética e o facto de serem recursos finitos. É preciso uma alteração na forma como produzimos e consumimos energia. Uma alteração que é capaz de gerar riqueza, criar milhares de empregos qualificados, aumentar as exportações e diminuir as importações, entre outros benefícios sociais e económicos. Esta alteração é conseguida através de um "mix" de energias renováveis. É para a evolução desse mix que vamos olhar.
A energia eólica terrestre (in-shore) está num estado muito avançado de maturação daí ser aquela que a nível mundial mais se tem expandido e aquela cujo investimento é maior. Portugal não é excepção. A eólica marítima (off-shore) também tem os seus equipamentos bem desenvolvidos contudo tem-se deparado com alguns problemas na fixação dos mesmos devido à irregularidade da plataforma marítima. Estes problemas de engenharia estão no bom caminho para serem resolvidos e penso que um modelo comercial a nível mundial estará disponível num futuro bastante próximo. Com uma saturação cada vez maior da capacidade terrestre as empresas que investem no vento sem dúvida irão centrar as suas atenções para o mar até porque esse ambiente permite a edificação de turbinas maiores que produzem mais energia.
A energia solar tem vindo a conhecer desenvolvidos significativos apesar de ainda não se ter dado um "boom" mundial como aconteceu com a energia eólica. Multiplicam-se os projectos de grandes centrais solares térmicas e fotovoltaicas mas a microgeração (que na minha opinião é a grande força do solar) avança a um ritmo relativamente tímido. Investigadores por todo o mundo estão a aumentar a eficiência dos paineis tornando a energia solar mais rentável a cada ano que passa. Contudo penso que é o fabrico de paineis com materiais mais acessíveis economicamente que permitirá a tal explosão que o solar necessita. Esses paineis de "nova geração" estão em fase de desenvolvimento e, na minha opinião, serão essenciais para os países concretizarem as suas ambições de redução de CO2.
A energia das ondas e dos oceanos são dois projectos ainda numa fase "inicial" do ponto de vista de exploração comercial generalizada mas apesar de poderem demorar algum tempo a atingir a escala necessária não deixam de ser extremamente prometedores. Existe um projecto na Florida que pretende aproveitar a força das correntes marítimas para gerar energia eléctrica suficiente para suprir 1/3 das necessidades daquele estado. Pelo elevado potencial que estas tecnologias comportam devem-se centrar investimentos na investigação das mesmas. Penso que serão duas fontes de energia fundamentais no médio e longo prazo.
Os biocombustíveis são, a par com a nuclear, a fonte de energia "limpa" mais contestada. Tal deriva maioritariamente do facto de esta fonte de energia utilizar os mesmos solos que poderiam ser utilizados para produzir alimentos ou para manter intactas as florestas virgens que esta indústria destroi devido à sua grande necessidade de "espaço". Este problema pode a vir a ser resolvido com os biocombustíveis de "segunda geração". Estes novos biocombustíveis são conseguidos a partir de desperdícios domésticos, indústriais ou agrícolas ou de plantas (como por exemplo algas) que requerem pouco solo e que não substituem o alimento humano. Uma alternativa que poderá vir a ser extremamente útil especialmente para meios de transporte como o aéreo onde não existem por enquanto outras soluções viáveis.
Em suma penso que nos últimos anos têm existido avanços significativos em praticamente todos os tipos de energias renováveis e que deveremos apostar continuamente no melhoramento da eficiência de cada uma delas. Não devemos esperar que determinados desenvolvimentos surjam para começar a agir mas sem dúvida que existem tecnologias com o potencial de tornar bem mais fácil e rápida a tarefa de chegar à produção energética a 100% a partir de fontes renováveis.
A energia eólica terrestre (in-shore) está num estado muito avançado de maturação daí ser aquela que a nível mundial mais se tem expandido e aquela cujo investimento é maior. Portugal não é excepção. A eólica marítima (off-shore) também tem os seus equipamentos bem desenvolvidos contudo tem-se deparado com alguns problemas na fixação dos mesmos devido à irregularidade da plataforma marítima. Estes problemas de engenharia estão no bom caminho para serem resolvidos e penso que um modelo comercial a nível mundial estará disponível num futuro bastante próximo. Com uma saturação cada vez maior da capacidade terrestre as empresas que investem no vento sem dúvida irão centrar as suas atenções para o mar até porque esse ambiente permite a edificação de turbinas maiores que produzem mais energia.
A energia solar tem vindo a conhecer desenvolvidos significativos apesar de ainda não se ter dado um "boom" mundial como aconteceu com a energia eólica. Multiplicam-se os projectos de grandes centrais solares térmicas e fotovoltaicas mas a microgeração (que na minha opinião é a grande força do solar) avança a um ritmo relativamente tímido. Investigadores por todo o mundo estão a aumentar a eficiência dos paineis tornando a energia solar mais rentável a cada ano que passa. Contudo penso que é o fabrico de paineis com materiais mais acessíveis economicamente que permitirá a tal explosão que o solar necessita. Esses paineis de "nova geração" estão em fase de desenvolvimento e, na minha opinião, serão essenciais para os países concretizarem as suas ambições de redução de CO2.
A energia das ondas e dos oceanos são dois projectos ainda numa fase "inicial" do ponto de vista de exploração comercial generalizada mas apesar de poderem demorar algum tempo a atingir a escala necessária não deixam de ser extremamente prometedores. Existe um projecto na Florida que pretende aproveitar a força das correntes marítimas para gerar energia eléctrica suficiente para suprir 1/3 das necessidades daquele estado. Pelo elevado potencial que estas tecnologias comportam devem-se centrar investimentos na investigação das mesmas. Penso que serão duas fontes de energia fundamentais no médio e longo prazo.
Os biocombustíveis são, a par com a nuclear, a fonte de energia "limpa" mais contestada. Tal deriva maioritariamente do facto de esta fonte de energia utilizar os mesmos solos que poderiam ser utilizados para produzir alimentos ou para manter intactas as florestas virgens que esta indústria destroi devido à sua grande necessidade de "espaço". Este problema pode a vir a ser resolvido com os biocombustíveis de "segunda geração". Estes novos biocombustíveis são conseguidos a partir de desperdícios domésticos, indústriais ou agrícolas ou de plantas (como por exemplo algas) que requerem pouco solo e que não substituem o alimento humano. Uma alternativa que poderá vir a ser extremamente útil especialmente para meios de transporte como o aéreo onde não existem por enquanto outras soluções viáveis.
Em suma penso que nos últimos anos têm existido avanços significativos em praticamente todos os tipos de energias renováveis e que deveremos apostar continuamente no melhoramento da eficiência de cada uma delas. Não devemos esperar que determinados desenvolvimentos surjam para começar a agir mas sem dúvida que existem tecnologias com o potencial de tornar bem mais fácil e rápida a tarefa de chegar à produção energética a 100% a partir de fontes renováveis.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Defesa e Segurança - Investimentos
Com base na mudança de recursos e acima de tudo de mentalidade que defendo nas Forças Armadas seguem os investimentos que considero serem necessários para que possam servir de facto a população portuguesa bem como todo o mundo, reforçando os compromissos internacionais de Portugal e expandindo-os.
1) Dotar o Exército dos equipamentos necessários para responder a situações de crise e catástrofe (hospitais de campanha, tendas de abrigo, equipamentos de busca e salvamento, bens essenciais, veículos de distribuição, equipamentos de telecomunicações, geradores e combustíveis, veículos médicos, equipamentos hospitalares, etc.).
2) Dotar a Marinha de novos equipamentos para o patrulhamento da zona costeira e para missões de busca e salvamento (navios-hospital, novos helicópteros de resgate, lanchas rápidas, submarinos não-tripulados, etc.).
3) Substituição da frota da Força Aérea por aeronaves com componentes de patrulhamento do território e missões humanitárias (aviões-radar, distribuição de bens, evacuações, aviões-hospital, transferências médicas, combate aos incêndios, meteorologia, etc.).
4) Criação de um vasto programa de formação dos recursos humanos dos 3 ramos das Forças Armadas. Este programa teria como objectivo adaptar os militares às novas tecnologias e missões provocadas pela alteração de investimentos bem como expandir a sua área de acção (por exemplo o acompanhamento psicológico em situações de catástrofe).
5) Reconstrução das bases militares tendo em vista um melhor aproveitamento das mesmas diminuindo o seu número total.
6) Unificação dos hospitais militares (1 unidade serviria os 3 ramos e não 3 unidades diferentes) bem como a realização de planos que possibilitassem a utilização por parte dos civis destas unidades de saúde (quer seja em situação de catástrofe ou simplesmente porque determinado tratamento tem uma lista de espera menor que o hospital público).
7) Reconstrução dos aeroportos e aeródromos militares potenciando a sua utilização conjunta com a aviação civil, fomentando o desenvolvimento regional e descentralizando a actividade aeroportuária.
8) Aumento da investigação militar em parceria com Universidades e Institutos Civis. Esta investigação estaria relacionada com a nova "mentalidade" das Forças Armadas (por exemplo como melhorar a eficácia das aeronaves no combate aos incêndios).
Estas "medidas" e investimentos pretendem colocar em prática a mudança que defendo na política de defesa no nosso país. Mudança essa que considero ser vantajosa para a população portuguesa já que as Forças Armadas entrariam muito mais vezes no quotidiano das pessoas para acorrer em seu auxílio, para o país pois estaria assim a solidificar os seus pilares de defesa e para as próprias Forças Armadas que poderiam assim "exigir" elevados investimentos necessários à sua renovação.
1) Dotar o Exército dos equipamentos necessários para responder a situações de crise e catástrofe (hospitais de campanha, tendas de abrigo, equipamentos de busca e salvamento, bens essenciais, veículos de distribuição, equipamentos de telecomunicações, geradores e combustíveis, veículos médicos, equipamentos hospitalares, etc.).
2) Dotar a Marinha de novos equipamentos para o patrulhamento da zona costeira e para missões de busca e salvamento (navios-hospital, novos helicópteros de resgate, lanchas rápidas, submarinos não-tripulados, etc.).
3) Substituição da frota da Força Aérea por aeronaves com componentes de patrulhamento do território e missões humanitárias (aviões-radar, distribuição de bens, evacuações, aviões-hospital, transferências médicas, combate aos incêndios, meteorologia, etc.).
4) Criação de um vasto programa de formação dos recursos humanos dos 3 ramos das Forças Armadas. Este programa teria como objectivo adaptar os militares às novas tecnologias e missões provocadas pela alteração de investimentos bem como expandir a sua área de acção (por exemplo o acompanhamento psicológico em situações de catástrofe).
5) Reconstrução das bases militares tendo em vista um melhor aproveitamento das mesmas diminuindo o seu número total.
6) Unificação dos hospitais militares (1 unidade serviria os 3 ramos e não 3 unidades diferentes) bem como a realização de planos que possibilitassem a utilização por parte dos civis destas unidades de saúde (quer seja em situação de catástrofe ou simplesmente porque determinado tratamento tem uma lista de espera menor que o hospital público).
7) Reconstrução dos aeroportos e aeródromos militares potenciando a sua utilização conjunta com a aviação civil, fomentando o desenvolvimento regional e descentralizando a actividade aeroportuária.
8) Aumento da investigação militar em parceria com Universidades e Institutos Civis. Esta investigação estaria relacionada com a nova "mentalidade" das Forças Armadas (por exemplo como melhorar a eficácia das aeronaves no combate aos incêndios).
Estas "medidas" e investimentos pretendem colocar em prática a mudança que defendo na política de defesa no nosso país. Mudança essa que considero ser vantajosa para a população portuguesa já que as Forças Armadas entrariam muito mais vezes no quotidiano das pessoas para acorrer em seu auxílio, para o país pois estaria assim a solidificar os seus pilares de defesa e para as próprias Forças Armadas que poderiam assim "exigir" elevados investimentos necessários à sua renovação.
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sábado, 8 de agosto de 2009
Dial4Light
Hoje ao ler a Visão encontrei um artigo bastante interessante sobre eficiência energética. Devido às dificuldades financeiras a autarquia da vila de Dorentrup na Alemanha decidiu desligar todos os candeeiros de rua para poupar na factura energética. A população ficou preocupada e com um crescente sentimento de insegurança até que dois habitantes dessa pequena vila decidiram trabalhar em conjunto com a autarquia e com a empresa local de energia para encontrarem uma solução.
A solução foi a criação de uma aplicação para o telemóvel que permite aos moradores acenderem as luzes da sua rua. Para isso basta introduzir o código da rua que querem ver iluminada e a sua activação é instantânea, durando alguns minutos. A este projecto foi dado o nome de "Dial4Light" (liga para a luz). Esta inovação pioneira permite a esta vila de 9.000 habitantes poupar 12 toneladas de dióxido de carbono por ano, além da poupança económica por parte da autarquia.
A solução foi a criação de uma aplicação para o telemóvel que permite aos moradores acenderem as luzes da sua rua. Para isso basta introduzir o código da rua que querem ver iluminada e a sua activação é instantânea, durando alguns minutos. A este projecto foi dado o nome de "Dial4Light" (liga para a luz). Esta inovação pioneira permite a esta vila de 9.000 habitantes poupar 12 toneladas de dióxido de carbono por ano, além da poupança económica por parte da autarquia.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Um mar mais azul
Tive o prazer de escrever o seguinte texto para celebrar o primeiro aniversário do blog O Valor das Ideias de Carlos Santos.
"Portugal é o país da UE com a ZEE (Zona Económica Exclusiva) mais extensa e é bem conhecida a relação que o nosso país tem com a imensidão azul que cobre mais de 70% da superfície terrestre. Esta riqueza que chega até de nós desde as profundezas aumentou bastante o seu valor tornando-se num potencial à escala global, a mesma escala do problema que pode resolver. Estou a falar da nova geração de energias renováveis que incluem o mar como parte da solução e onde Portugal se pode posicionar na dianteira mundial, conquistando e descobrindo uma vez mais todos os oceanos existentes.
Seja na energia eólica offshore, na energia das ondas ou na energia das correntes marítimas, a nossa historia, o nosso conhecimento, o nosso empenho e os nossos recursos naturais permitem que Portugal alcance uma posição de topo nesta área. Agradam-me os investimentos que estão a ser feitos neste sector e espero que se multipliquem à medida que os resultados vão surgindo e que a tecnologia vai amadurecendo. Pelo imperativo ambiental, económico e até social é vital que o nosso país não perca esta oportunidade de contribuir para um mundo mais sustentável, para a criação de milhares de empregos qualificados, para a criação de riqueza e para o desenvolvimento de Portugal e do mundo.
É caso para dizer que o mar ficou mais azul."
"Portugal é o país da UE com a ZEE (Zona Económica Exclusiva) mais extensa e é bem conhecida a relação que o nosso país tem com a imensidão azul que cobre mais de 70% da superfície terrestre. Esta riqueza que chega até de nós desde as profundezas aumentou bastante o seu valor tornando-se num potencial à escala global, a mesma escala do problema que pode resolver. Estou a falar da nova geração de energias renováveis que incluem o mar como parte da solução e onde Portugal se pode posicionar na dianteira mundial, conquistando e descobrindo uma vez mais todos os oceanos existentes.
Seja na energia eólica offshore, na energia das ondas ou na energia das correntes marítimas, a nossa historia, o nosso conhecimento, o nosso empenho e os nossos recursos naturais permitem que Portugal alcance uma posição de topo nesta área. Agradam-me os investimentos que estão a ser feitos neste sector e espero que se multipliquem à medida que os resultados vão surgindo e que a tecnologia vai amadurecendo. Pelo imperativo ambiental, económico e até social é vital que o nosso país não perca esta oportunidade de contribuir para um mundo mais sustentável, para a criação de milhares de empregos qualificados, para a criação de riqueza e para o desenvolvimento de Portugal e do mundo.
É caso para dizer que o mar ficou mais azul."
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domingo, 5 de julho de 2009
Futuro | Análises
Nos próximos dias vou experimentar um formato novo aqui no Pensamento Alinhado. O objectivo é responder de uma forma directa e explícita a várias questões e analisar temas centrais através de pequenas análises de subtemas enquadrados. Segue o esquema com os tópicos a serem analisados a partir de amanhã.
Educação
1) ensino público
2) plano de investimentos
3) ensino profissional/técnico
4) ensino superior
5) formação constante
Saúde
1) saúde pública
2) plano de investimentos
3) pessoas portadoras de deficiências motoras/físicas
4) cuidados pré-hospitalares
5) catástrofes
Defesa e Segurança
1) forças armadas (Exército, Marinha e Força Aérea)
2) plano de investimentos
3) PSP/GNR
4) plano de investimentos (específico para as forças policiais)
5) bombeiros
Ambiente
1) energias alternativas
2) água
3) mobilidade sustentável
4) desflorestação
5) mega-projectos
Economia e Sociedade
1) investimento público
2) desemprego
3) TGV e aeroporto
4) sectores prioritários
5) rendimentos, reinserção social e apoios do estado
Relações Internacionais
1) palestina
2) guantánamo
3) CPLP
4) UE
5) ONU
Educação
1) ensino público
2) plano de investimentos
3) ensino profissional/técnico
4) ensino superior
5) formação constante
Saúde
1) saúde pública
2) plano de investimentos
3) pessoas portadoras de deficiências motoras/físicas
4) cuidados pré-hospitalares
5) catástrofes
Defesa e Segurança
1) forças armadas (Exército, Marinha e Força Aérea)
2) plano de investimentos
3) PSP/GNR
4) plano de investimentos (específico para as forças policiais)
5) bombeiros
Ambiente
1) energias alternativas
2) água
3) mobilidade sustentável
4) desflorestação
5) mega-projectos
Economia e Sociedade
1) investimento público
2) desemprego
3) TGV e aeroporto
4) sectores prioritários
5) rendimentos, reinserção social e apoios do estado
Relações Internacionais
1) palestina
2) guantánamo
3) CPLP
4) UE
5) ONU
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Videojogos
O sector dos videojogos nasceu da revolução tecnológica iniciada no século XX e que está a atingir um ritmo cada vez mais acelerado. Com o seu desenvolvimento aumenta também a sua importância para o bem e para o mal. É inegável o papel que hoje em dia esta indústria desempenha na nossa sociedade.
Os jogos influenciam as nossas escolhas, as nossas opiniões, as nossas análises. Eles fazem parte da nossa formação e educação. Apesar da sua influência se ter iniciado nos sectores mais jovens, é cada vez mais alargado o sector etário a que os jogos se destinam visto os seus consumidores estarem a ficar cada vez mais "variados" tanto em idades como em gostos. Recordo-me da seguinte frase na apresentação da PlayStation 3: "Isto (PS3) não é uma consola mas sim um centro de entretenimento". O mesmo se aplica às suas rivais (Xbox 360 e Nintendo Wii).
As consolas de futuro irão responder a um número cada vez maior de necessidades de entretenimento e lazer. Existe um enorme potencial e é preciso saber aproveitá-lo.
Plataformas online permitem a interacção entre pessoas, a realização de negócios e eventos online, a difusão de informação, "encurtar" distâncias e entreter os seus utilizadores ou ajudá-los profissionalmente. Novas aplicações (como o dispositivo EyeToy da Sony ou a consola Wii da Nintendo) permitem realizar exercício físico de uma forma agradável e sem sairmos do conforto das nossas casas. A existência de um leque cada vez mais alargado de gadgets (os veteranos volantes e pistolas passaram a ter como companhia espadas, pompons, tacos de snooker, canas de pesca, instrumentos musicais, plataformas de dança, bolas de futebol, etc.) permite novas experiências aos utilizadores e uma maneira cada vez mais diversificada e personalizada de entretenimento. Já é possível termos o nosso personal trainer digital e muitas mais profissões se seguirão. Os videojogos permitem também um treino bastante real de diversas situações e a acumulação de experiência nessas áreas. Existem simuladores de gestão, tácticas militares, saúde, condução, etc. bastante próximos da realidade e a aprendizagem obtida nesses mesmos simuladores poderá ser bastante importante para o nosso desempenho na "vida real". Além da aprendizagem em sectores específicos que podem ser um "complemento" à nossa formação podemos simplesmente desenvolver a nossa mente com a ajuda dos videojogos (por exemplo a Big Brain Academy da Wii ou o Buzz da Sony) o que não substituindo outros métodos (como a leitura) terá também um papel importante dadas as suas especificidades e a componente de diversão associada. A acumulação de informação nova através do acto de jogar é também em si uma forma de aprendizagem (aprendi bastante sobre os povos e civilizações antigas a jogar Age of Empires). Uma vez mais, é a componente de diversão associada ao jogo que torna a absorção de informação tão "natural" e a aprendizagem tão fácil. A tecnologia portátil tem também conhecido um grande desenvolvimento. A cultura "Anyone, Anytime, Anywhere" das consolas portáteis pode ter um excelente papel por exemplo, no aproximar de culturas e consequentemente, todos os benefícios que daí advêm.
Em suma, creio que os videojogos estão a desempenhar um forte papel na nossa sociedade e a sua tendência será para aumentar. Alegra-me ver todos os desenvolvimentos que estão a ser feitos, o que me leva a aumentar a "fasquia" do potencial que este sector encerra. Uma forte e correcta aposta nesta área poderá levar a uma melhor educação (pilar essencial de uma sociedade), a um maior convivío entre as pessoas (maior aproximação cultural, racial, etc.), a uma sociedade mais feliz e a outros benefícios (económicos, saúde, entre outros).
Pessoalmente sou um viciado em videojogos :) Gosto praticamente de todos os géneros, especialmente quando jogo com os meus amigos mas sou um "especialista" em FPS (first person shooter, são aqueles que só vemos a arma e não o boneco todo). Sou um fã incondicional da Sony (cá em casa habitam a PS2, PS3 e PSP) porque ligo bastante aos gráficos e aos jogos de "ponta" mas os meus pais preferem a Wii porque gostam é de se mexer enquanto jogam e não terem um comando com 500 teclas. A minha irmã adora os Buzz e o EyeToy porque gosta de interacção (e também gosta quando o Buzz diz que ela é mais inteligente que eu). Seja qual for o gosto, recomendo os videjogos a todas as pessoas. Possibilita um excelente tempo que combina aprendizagem, convívio e diversão.
Os jogos influenciam as nossas escolhas, as nossas opiniões, as nossas análises. Eles fazem parte da nossa formação e educação. Apesar da sua influência se ter iniciado nos sectores mais jovens, é cada vez mais alargado o sector etário a que os jogos se destinam visto os seus consumidores estarem a ficar cada vez mais "variados" tanto em idades como em gostos. Recordo-me da seguinte frase na apresentação da PlayStation 3: "Isto (PS3) não é uma consola mas sim um centro de entretenimento". O mesmo se aplica às suas rivais (Xbox 360 e Nintendo Wii).
As consolas de futuro irão responder a um número cada vez maior de necessidades de entretenimento e lazer. Existe um enorme potencial e é preciso saber aproveitá-lo.
Plataformas online permitem a interacção entre pessoas, a realização de negócios e eventos online, a difusão de informação, "encurtar" distâncias e entreter os seus utilizadores ou ajudá-los profissionalmente. Novas aplicações (como o dispositivo EyeToy da Sony ou a consola Wii da Nintendo) permitem realizar exercício físico de uma forma agradável e sem sairmos do conforto das nossas casas. A existência de um leque cada vez mais alargado de gadgets (os veteranos volantes e pistolas passaram a ter como companhia espadas, pompons, tacos de snooker, canas de pesca, instrumentos musicais, plataformas de dança, bolas de futebol, etc.) permite novas experiências aos utilizadores e uma maneira cada vez mais diversificada e personalizada de entretenimento. Já é possível termos o nosso personal trainer digital e muitas mais profissões se seguirão. Os videojogos permitem também um treino bastante real de diversas situações e a acumulação de experiência nessas áreas. Existem simuladores de gestão, tácticas militares, saúde, condução, etc. bastante próximos da realidade e a aprendizagem obtida nesses mesmos simuladores poderá ser bastante importante para o nosso desempenho na "vida real". Além da aprendizagem em sectores específicos que podem ser um "complemento" à nossa formação podemos simplesmente desenvolver a nossa mente com a ajuda dos videojogos (por exemplo a Big Brain Academy da Wii ou o Buzz da Sony) o que não substituindo outros métodos (como a leitura) terá também um papel importante dadas as suas especificidades e a componente de diversão associada. A acumulação de informação nova através do acto de jogar é também em si uma forma de aprendizagem (aprendi bastante sobre os povos e civilizações antigas a jogar Age of Empires). Uma vez mais, é a componente de diversão associada ao jogo que torna a absorção de informação tão "natural" e a aprendizagem tão fácil. A tecnologia portátil tem também conhecido um grande desenvolvimento. A cultura "Anyone, Anytime, Anywhere" das consolas portáteis pode ter um excelente papel por exemplo, no aproximar de culturas e consequentemente, todos os benefícios que daí advêm.
Em suma, creio que os videojogos estão a desempenhar um forte papel na nossa sociedade e a sua tendência será para aumentar. Alegra-me ver todos os desenvolvimentos que estão a ser feitos, o que me leva a aumentar a "fasquia" do potencial que este sector encerra. Uma forte e correcta aposta nesta área poderá levar a uma melhor educação (pilar essencial de uma sociedade), a um maior convivío entre as pessoas (maior aproximação cultural, racial, etc.), a uma sociedade mais feliz e a outros benefícios (económicos, saúde, entre outros).
Pessoalmente sou um viciado em videojogos :) Gosto praticamente de todos os géneros, especialmente quando jogo com os meus amigos mas sou um "especialista" em FPS (first person shooter, são aqueles que só vemos a arma e não o boneco todo). Sou um fã incondicional da Sony (cá em casa habitam a PS2, PS3 e PSP) porque ligo bastante aos gráficos e aos jogos de "ponta" mas os meus pais preferem a Wii porque gostam é de se mexer enquanto jogam e não terem um comando com 500 teclas. A minha irmã adora os Buzz e o EyeToy porque gosta de interacção (e também gosta quando o Buzz diz que ela é mais inteligente que eu). Seja qual for o gosto, recomendo os videjogos a todas as pessoas. Possibilita um excelente tempo que combina aprendizagem, convívio e diversão.
sábado, 6 de junho de 2009
Livros - 2

"A Vingança de Gaia" é um livro de James Lovelock sobre alterações climáticas e o futuro do planeta Terra. A sua edição em Portugal cabe à Gradiva.
Neste livro James Lovelock oferece-nos a sua perspectiva pessoal acerca do estado de "saúde" do nosso planeta e que atitudes devemos tomar no futuro. Lovelock tem uma posição bastante extremista e é um acérrimo defensor da energia nuclear.
De uma forma directa e simples mas baseada em factos e análises, o autor desfaz as nossas esperanças de poder evitar as consequências das alterações climáticas. O planeta já está a mudar e a única coisa que podemos fazer é tentar adaptarmo-nos e desacelarar o processo. Não existe uma via fácil para a salvação da Terra e actualmente não estamos sequer perto de construir uma solução. O planeta Terra é um sistema vivo (Gaia) e está em guerra com a espécie humana. Se não mudarmos as nossas atitudes e os nossos pensamentos caminhamos para uma lenta e penosa guerra da qual não teremos hipóteses de sair vitoriosos.
Pessoalmente discordo do autor em bastantes aspectos, nomeadamente na questão da energia nuclear. Contudo, recomendo este livro pois dá-nos um "banho" de realidade demonstrando que a espécie humana não tem tudo controlado e que não existe uma "cura" milagrosa, fácil e rápida para enfrentar o nosso maior problema... A degradação do local onde vivemos e do qual dependemos para sobreviver.
Neste livro James Lovelock oferece-nos a sua perspectiva pessoal acerca do estado de "saúde" do nosso planeta e que atitudes devemos tomar no futuro. Lovelock tem uma posição bastante extremista e é um acérrimo defensor da energia nuclear.
De uma forma directa e simples mas baseada em factos e análises, o autor desfaz as nossas esperanças de poder evitar as consequências das alterações climáticas. O planeta já está a mudar e a única coisa que podemos fazer é tentar adaptarmo-nos e desacelarar o processo. Não existe uma via fácil para a salvação da Terra e actualmente não estamos sequer perto de construir uma solução. O planeta Terra é um sistema vivo (Gaia) e está em guerra com a espécie humana. Se não mudarmos as nossas atitudes e os nossos pensamentos caminhamos para uma lenta e penosa guerra da qual não teremos hipóteses de sair vitoriosos.
Pessoalmente discordo do autor em bastantes aspectos, nomeadamente na questão da energia nuclear. Contudo, recomendo este livro pois dá-nos um "banho" de realidade demonstrando que a espécie humana não tem tudo controlado e que não existe uma "cura" milagrosa, fácil e rápida para enfrentar o nosso maior problema... A degradação do local onde vivemos e do qual dependemos para sobreviver.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Energia | Fusão Nuclear
Fez hoje uma semana que foi inaugurado o novo centro de fusão nuclear, sediado na Califórnia (EUA). Apesar da sua construção ter demorado mais 7 anos que o previsto (totalizando 15) e ter custado o triplo do previsto (num total de 2.500.000.000 de euros) a sua inauguração ocorreu num ambiente de grande festa onde participaram cerca de 3500 pessoas, incluindo Arnold Schwarzenegger (Governador da Califórnia) e Steven Chu (Secretário de Estado para a Energia).
A entidade responsável por explorar o projecto é a National Ignition Facility que deverá começar a fazer testes neste novo centro já em 2010 e aperfeiçoar a produção de energia através da fusão nuclear até 2040. Há muito que se debate a fusão nuclear devido ao seu enorme potencial de produção energética sem a emissão de gases poluentes associados. A fusão nuclear consiste em reproduzir os processos químicos existentes nas estrelas e é bastante diferente da energia nuclear actual (fissão nuclear) pois produz quantidades de energia muito superiores e é mais "amiga" do ambiente. Para termos uma ideia do potencial desta fonte energética alguns estudos apontam que um kilómetro cúbico de água seria o suficiente para igualar todas as reservas de petróleo a níve mundial. A fusão nuclear não é uma descoberta recente e já se concretiza a mesma com sucesso. O problema é que se gasta mais energia no processo do que aquela que se consegue retirar, sendo o objectivo desta investigação de 30 anos contrariar esta "tendência" e provar a rentabilidade energética desta fonte de energia renovável e limpa.
Pessoalmente tenho algumas reservas em relação à fusão nuclear e quero esperar por mais avanços neste tipo de tecnologia. Confesso que estou um pouco céptico em relação ao potencial desta fonte de energia. Contudo, a fusão nuclear merece por mérito próprio o "benefício da dúvida", ou seja, sou totalmente a favor da investigação e desenvolvimento. Só assim será possível comprovar se o potencial referido por alguns cientistas corresponde mesmo à realidade. Sou um apologista dos sistemas de micro-geração interligados por redes inteligentes de distribuição mas a "promessa" da fusão nuclear é a de energia infinita e isso é obviamente aliciante para uma sociedade totalmente dependente da energia e cuja necessidade anual tem vindo a aumentar de forma galopante. Com a intermitência do preço do petróleo, com o esgotamento das fontes fósseis energéticas e com a problemática das alterações climáticas, não nos podemos "dar ao luxo" de descurar nenhuma opção nem de retirar qualquer carta do baralho. Da mesma maneira que não devemos deixar de apoiar a investigação da fusão nuclear, também não devemos depositar a totalidade das nossas esperanças nesta fonte de energia. A fusão nuclear é um dos muitos caminhos a seguir onde cada vez mais formas inovadoras de produção de energia vão surgir e submeter-se ao teste da Humanidade, estando à partida condenadas ao sucesso ou ao fracasso mas onde a única forma de saber a resposta é através da investigação.
A entidade responsável por explorar o projecto é a National Ignition Facility que deverá começar a fazer testes neste novo centro já em 2010 e aperfeiçoar a produção de energia através da fusão nuclear até 2040. Há muito que se debate a fusão nuclear devido ao seu enorme potencial de produção energética sem a emissão de gases poluentes associados. A fusão nuclear consiste em reproduzir os processos químicos existentes nas estrelas e é bastante diferente da energia nuclear actual (fissão nuclear) pois produz quantidades de energia muito superiores e é mais "amiga" do ambiente. Para termos uma ideia do potencial desta fonte energética alguns estudos apontam que um kilómetro cúbico de água seria o suficiente para igualar todas as reservas de petróleo a níve mundial. A fusão nuclear não é uma descoberta recente e já se concretiza a mesma com sucesso. O problema é que se gasta mais energia no processo do que aquela que se consegue retirar, sendo o objectivo desta investigação de 30 anos contrariar esta "tendência" e provar a rentabilidade energética desta fonte de energia renovável e limpa.
Pessoalmente tenho algumas reservas em relação à fusão nuclear e quero esperar por mais avanços neste tipo de tecnologia. Confesso que estou um pouco céptico em relação ao potencial desta fonte de energia. Contudo, a fusão nuclear merece por mérito próprio o "benefício da dúvida", ou seja, sou totalmente a favor da investigação e desenvolvimento. Só assim será possível comprovar se o potencial referido por alguns cientistas corresponde mesmo à realidade. Sou um apologista dos sistemas de micro-geração interligados por redes inteligentes de distribuição mas a "promessa" da fusão nuclear é a de energia infinita e isso é obviamente aliciante para uma sociedade totalmente dependente da energia e cuja necessidade anual tem vindo a aumentar de forma galopante. Com a intermitência do preço do petróleo, com o esgotamento das fontes fósseis energéticas e com a problemática das alterações climáticas, não nos podemos "dar ao luxo" de descurar nenhuma opção nem de retirar qualquer carta do baralho. Da mesma maneira que não devemos deixar de apoiar a investigação da fusão nuclear, também não devemos depositar a totalidade das nossas esperanças nesta fonte de energia. A fusão nuclear é um dos muitos caminhos a seguir onde cada vez mais formas inovadoras de produção de energia vão surgir e submeter-se ao teste da Humanidade, estando à partida condenadas ao sucesso ou ao fracasso mas onde a única forma de saber a resposta é através da investigação.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Ambiente | Futuro | Loucura?
A edição nº846 da revista Visão (referente a 21/05 até 27/05) tem como tema de capa "Como Salvar a Terra do Calor do Sol". Este título refere-se a vários megaprojectos que vão ganhando cada vez mais apoiantes e sobre os quais se pondera cada vez mais a sua efectiva concretização. Tal acontece porque cada vez mais cientistas (e não só) não acreditam que os líderes mundiais sejam capaz de agir atempadamente, reduzindo as emissões de gases poluentes e travando o aumento do aquecimento global. Seguem-se esses projectos inovadores:
1) Escudo Solar - Um escudo solar a orbitar em torno da Terra com 2 mil quilómetros quadrados constituído por 16 biliões de placas de vidro conseguiria filtrar 2% da radiação solar, o suficiente para conter o aquecimento global. Este escudo apesar de actuar directamente sobre o problema sem efeitos colaterais e com uma possibilidade de destruição caso algo corra mal tem como inconvenientes o seu transporte e o seu elevadíssimo custo de fabrico.
2) Água salgada na atmosfera - Mil aspersores (navios gigantes com chaminés) sediados nos vários oceanos seriam capazes de expelir 15.800 metros metros cúbicos de água por segundo em direcção ao céu, aumentando a capacidade de reflexão das nuvens. Apesar de na teoria este projecto não ter qualquer efeito negativo para o ambiente seria preciso um imenso esforço internacional para construir os mil aspersores e para os sustentar visto serem autênticos sorvedouros de energia.
3) Material reflector em larga escala - Plataformas de plástico ou película espelhada sediadas nos oceanos e nos desertos seriam capazes de aumentar o albedo da Terra. Este processo não interferiria com o ambiente visto apenas "imitar" o poder reflector do gelo mas somente quantidades inimagináveis de material poderiam aumentar os actuais 30% de luz solar que a Terra envia de volta para o espaço.
4) Dióxido de enxofre na atmosfera - A injecção de dióxido de enxofre na estratosfera (entre 1,5 a 4,5 milhões de toneladas) iria aumentar a quantidade de calor bloqueado pela Terra. Este método tem eficácia comprovada e as quantidades exigidas são perfeitamente exequíveis. Contudo o dióxido de enxofre interfere com a camada de ozono e pode provocar chuvas ácidas além das reservas demonstradas por vários cientistas quando se manipula quimicamente a atmosfera.
5) Aspiração do CO2 - Além da captação e sequestro do CO2 produzido pelas centrais termoeléctricas (CCS) existem projectos para máquinas que "purificam" o ar. Utilizando soda cáustica conseguem absorver ar contaminado com dióxido de carbono e "devolvê-lo" com níveis bastante inferiores. Os principais problemas são a quantidade de máquinas necessárias (tendo em conta os actuais níveis de CO2 e o seu presumível aumento), respectivo consumo de energia e locais onde se armazene em segurança o dióxido de carbono sequestrado.
6) Cultivo oceânico - O pó de ferro introduzido nos oceanos origina uma maior concentração de fitoplâncton à superfície. Esta teoria é provada pelas várias erupções vulcânicas. Tal como todas as outras plantas, o fitoplâncton absorve dióxido de carbono surgindo a ideia de "cultivar" os oceanos com ferro para que estes aumentem a sua capacidade de absorção de CO2. Apesar de ter eficácia comprovada desconhece-se os efeitos desta técnica nos cada vez mais frágeis ecossistemas marinhos.
Pessoalmente não considero que nenhum destes projectos seja a solução em si mas apenas um plano de recurso como afirmam muitos cientistas. A solução passa por parar a desflorestação, criar reservas naturais terrestres e marinhas e fazer uma fiscalização efectiva nas mesmas, remodelar as áreas urbanas e industriais florestando as mesmas, apostar fortemente na eficiência energética, investir em fontes de energia renovável com especial ênfase em projectos locais e continuar a investigação em melhorar a nossa mobilidade, rumo a uma alternativa sustentável. Estes são para mim, alguns passos essenciais para encarar o problema de "frente" e tentar resolvê-lo.
Não prevejo grande sucesso para a ideia dos aspersores visto ser demasiado complicado construir e manter um milhar deles, especialmente tendo em conta a quantidade de energia que gastam. O mesmo se aplica em relação à aplicação de materiais reflectores em desertos e oceanos. A quantidade é simplesmente demasiada para ser posta em prática. É verdade que o dióxido de enxofre tem a sua eficácia comprovada, contudo sou contra a alteração química da atmosfera pois temo os efeitos nefastos e irreversíveis que tal manipulação possa gerar. O CCS é uma tecnologia prometedora e com vários projectos já implantados com sucesso. Tal como os aspersores, para mim a solução não passa por milhares (milhões?) de máquinas purificadoras absorvendo quantidades cada vez maiores de CO2. Vejo o a aspiração como uma tecnologia de adaptação e de "remediação", ou seja, sou a favor que as centrais termoeléctricas enterrem o CO2 que produzem em poços de gás e petróleo já esgotados até que sejam substituídas por fontes de energia renovável. Sou também a favor que após atingirmos uma sociedade "carbono zero" (parando o aquecimento global) aspiremos algum CO2 para reverter aquilo que já poluímos em demasia. Em relação ao cultivo oceânico, sou completamente contra pelo mesmo motivo que da injecção de dióxido de enxofre na atmosfera. Os efeitos nos ecossistemas marinhos são imprevisíveis e possivelmente irreversíveis. A única solução que me alicia verdadeiramente como "plano B" é o tal escudo solar visto não interferir directamente com o nosso planeta e ser fácil de o desactivar caso se comprove que a sua utilização não é benéfica.
1) Escudo Solar - Um escudo solar a orbitar em torno da Terra com 2 mil quilómetros quadrados constituído por 16 biliões de placas de vidro conseguiria filtrar 2% da radiação solar, o suficiente para conter o aquecimento global. Este escudo apesar de actuar directamente sobre o problema sem efeitos colaterais e com uma possibilidade de destruição caso algo corra mal tem como inconvenientes o seu transporte e o seu elevadíssimo custo de fabrico.
2) Água salgada na atmosfera - Mil aspersores (navios gigantes com chaminés) sediados nos vários oceanos seriam capazes de expelir 15.800 metros metros cúbicos de água por segundo em direcção ao céu, aumentando a capacidade de reflexão das nuvens. Apesar de na teoria este projecto não ter qualquer efeito negativo para o ambiente seria preciso um imenso esforço internacional para construir os mil aspersores e para os sustentar visto serem autênticos sorvedouros de energia.
3) Material reflector em larga escala - Plataformas de plástico ou película espelhada sediadas nos oceanos e nos desertos seriam capazes de aumentar o albedo da Terra. Este processo não interferiria com o ambiente visto apenas "imitar" o poder reflector do gelo mas somente quantidades inimagináveis de material poderiam aumentar os actuais 30% de luz solar que a Terra envia de volta para o espaço.
4) Dióxido de enxofre na atmosfera - A injecção de dióxido de enxofre na estratosfera (entre 1,5 a 4,5 milhões de toneladas) iria aumentar a quantidade de calor bloqueado pela Terra. Este método tem eficácia comprovada e as quantidades exigidas são perfeitamente exequíveis. Contudo o dióxido de enxofre interfere com a camada de ozono e pode provocar chuvas ácidas além das reservas demonstradas por vários cientistas quando se manipula quimicamente a atmosfera.
5) Aspiração do CO2 - Além da captação e sequestro do CO2 produzido pelas centrais termoeléctricas (CCS) existem projectos para máquinas que "purificam" o ar. Utilizando soda cáustica conseguem absorver ar contaminado com dióxido de carbono e "devolvê-lo" com níveis bastante inferiores. Os principais problemas são a quantidade de máquinas necessárias (tendo em conta os actuais níveis de CO2 e o seu presumível aumento), respectivo consumo de energia e locais onde se armazene em segurança o dióxido de carbono sequestrado.
6) Cultivo oceânico - O pó de ferro introduzido nos oceanos origina uma maior concentração de fitoplâncton à superfície. Esta teoria é provada pelas várias erupções vulcânicas. Tal como todas as outras plantas, o fitoplâncton absorve dióxido de carbono surgindo a ideia de "cultivar" os oceanos com ferro para que estes aumentem a sua capacidade de absorção de CO2. Apesar de ter eficácia comprovada desconhece-se os efeitos desta técnica nos cada vez mais frágeis ecossistemas marinhos.
Pessoalmente não considero que nenhum destes projectos seja a solução em si mas apenas um plano de recurso como afirmam muitos cientistas. A solução passa por parar a desflorestação, criar reservas naturais terrestres e marinhas e fazer uma fiscalização efectiva nas mesmas, remodelar as áreas urbanas e industriais florestando as mesmas, apostar fortemente na eficiência energética, investir em fontes de energia renovável com especial ênfase em projectos locais e continuar a investigação em melhorar a nossa mobilidade, rumo a uma alternativa sustentável. Estes são para mim, alguns passos essenciais para encarar o problema de "frente" e tentar resolvê-lo.
Não prevejo grande sucesso para a ideia dos aspersores visto ser demasiado complicado construir e manter um milhar deles, especialmente tendo em conta a quantidade de energia que gastam. O mesmo se aplica em relação à aplicação de materiais reflectores em desertos e oceanos. A quantidade é simplesmente demasiada para ser posta em prática. É verdade que o dióxido de enxofre tem a sua eficácia comprovada, contudo sou contra a alteração química da atmosfera pois temo os efeitos nefastos e irreversíveis que tal manipulação possa gerar. O CCS é uma tecnologia prometedora e com vários projectos já implantados com sucesso. Tal como os aspersores, para mim a solução não passa por milhares (milhões?) de máquinas purificadoras absorvendo quantidades cada vez maiores de CO2. Vejo o a aspiração como uma tecnologia de adaptação e de "remediação", ou seja, sou a favor que as centrais termoeléctricas enterrem o CO2 que produzem em poços de gás e petróleo já esgotados até que sejam substituídas por fontes de energia renovável. Sou também a favor que após atingirmos uma sociedade "carbono zero" (parando o aquecimento global) aspiremos algum CO2 para reverter aquilo que já poluímos em demasia. Em relação ao cultivo oceânico, sou completamente contra pelo mesmo motivo que da injecção de dióxido de enxofre na atmosfera. Os efeitos nos ecossistemas marinhos são imprevisíveis e possivelmente irreversíveis. A única solução que me alicia verdadeiramente como "plano B" é o tal escudo solar visto não interferir directamente com o nosso planeta e ser fácil de o desactivar caso se comprove que a sua utilização não é benéfica.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Desemprego | Sociedade
Todos nós sabemos o que esta crise provocou em termos de destruição de emprego em Portugal, na Europa e por todo o mundo. E as consequências que esse desemprego pode ter na sociedade. Num post anterior analisei o desemprego numa perspectiva económica e na necessidade de o combater para o país se desenvolver economicamente. Hoje o debate centra-se no desemprego mas numa perspectiva social.
Este artigo do i é bastante preocupante. Refere que até ao final deste ano, cerca de 95 mil postos de trabalho podem-se perder no sector da construção civil que actualmente emprega 350 mil trabalhadores. A crise é a "culpada" e mais especificamente, o sector habitacional. Em 2008 construíram-se 54 mil fogos mas este ano não deverá exceder os 36 mil. O investimento público tarda em chegar e existe uma necessidade urgente de novas soluções. Reis Campos, presidente da AICCOP já fez as contas e estima um gasto de 3 mil milhões de euros por parte do Estado em subsídios de desemprego. O mesmo reuniu-se com o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e propôs-lhe que o governo gastasse esse mesmo montante em programas de reabilitação urbana. Estes programas poderiam sustentar o sector e evitar que estes postos de trabalho se perdessem.
Continuando o "passeio" pela net, deparei-me com este artigo do Destak que aborda novamente a problemática do desemprego. O Centro Porta Amiga da AMI em Almada não está a conseguir apoiar todos os pedidos de géneros alimentícios que recebe. Tal facto deve-se ao elevado crescimento do número de pedidos, situação directamente relacionada com o aumento do desemprego refere Maria Cachapa, directora técnica do centro. Em Dezembro de 2008 estavam inscritas cerca de 4000 pessoas no Centro, número esse que seguramente já aumentou.
Estes dois artigos e muitos outros que todos os dias diariamente nos invadem o pensamento são extremamente preocupantes e contêm em si uma mensagem de actuação urgente. Independentemente da nossa orientação política, do nosso pensamento económico, etc. penso que é claro para todos nós que a actual situação é insustentável. De todos os pontos de vista (queda de receitas por parte do estado, contração económica, ...) mas essencialmente do ponto de vista social. O desemprego acima de tudo é um problema social.
Diminuição do poder de compra, acumulação de dívidas, desespero, infelicidade, criminalidade, pobreza. Tudo termos directamente relacionados com a falta de emprego. É necessário agir e essa acção cabe a todos aqueles que desempenham um papel activo na sociedade.
Não cabe somente ao poder central envolver-se e tentar resolver a situação. É necessário todos partilharmos essa responsabilidade. O poder central deve auxiliar os desempregados, deve conferir-lhes protecção social. Mas sozinho não vai conseguir resolver o problema. O desemprego vai continuar a aumentar, a criminalidade vai continuar a aumentar, o fosso entre ricos e pobres vai continuar a aumentar, as desigualdades sociais e a acumulação de dívidas vão continuar a aumentar, a perda de capital humano vai continuar a aumentar. O desemprego leva a uma "regressão" da sociedade, na medida em que vai rompendo com toda a construção e conquista de melhorias de qualidade de vida atingidas até então.
E para reverter o processo é necessária a acção de todos os intervenientes. É preciso a UE debater e apresentar soluções em conjunto, obrigando ao auxílio mútuo entre países. É preciso o nosso governo estudar opções e de acordo com a sua orientação, necessita de agir. É preciso a oposição apresentar propostas que realmente acredita que possam reverter a situação e de seguida necessita debatê-las com o governo. É preciso as empresas despertarem para esta realidade e tomarem o seu papel. É preciso o poder local intervir e não ficar à espera de soluções centrais. As câmaras municipais e as juntas de freguesia têm um conhecimento pormenorizado e específico dos problemas mas também das soluções. É preciso a intervenção das instituições que são absolutamente essenciais nestas situações. É preciso a intervenção de todos nós enquanto pessoas individuais.
É necessária a intervenção de todos porque o desemprego é um problema de todos.
Este artigo do i é bastante preocupante. Refere que até ao final deste ano, cerca de 95 mil postos de trabalho podem-se perder no sector da construção civil que actualmente emprega 350 mil trabalhadores. A crise é a "culpada" e mais especificamente, o sector habitacional. Em 2008 construíram-se 54 mil fogos mas este ano não deverá exceder os 36 mil. O investimento público tarda em chegar e existe uma necessidade urgente de novas soluções. Reis Campos, presidente da AICCOP já fez as contas e estima um gasto de 3 mil milhões de euros por parte do Estado em subsídios de desemprego. O mesmo reuniu-se com o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e propôs-lhe que o governo gastasse esse mesmo montante em programas de reabilitação urbana. Estes programas poderiam sustentar o sector e evitar que estes postos de trabalho se perdessem.
Continuando o "passeio" pela net, deparei-me com este artigo do Destak que aborda novamente a problemática do desemprego. O Centro Porta Amiga da AMI em Almada não está a conseguir apoiar todos os pedidos de géneros alimentícios que recebe. Tal facto deve-se ao elevado crescimento do número de pedidos, situação directamente relacionada com o aumento do desemprego refere Maria Cachapa, directora técnica do centro. Em Dezembro de 2008 estavam inscritas cerca de 4000 pessoas no Centro, número esse que seguramente já aumentou.
Estes dois artigos e muitos outros que todos os dias diariamente nos invadem o pensamento são extremamente preocupantes e contêm em si uma mensagem de actuação urgente. Independentemente da nossa orientação política, do nosso pensamento económico, etc. penso que é claro para todos nós que a actual situação é insustentável. De todos os pontos de vista (queda de receitas por parte do estado, contração económica, ...) mas essencialmente do ponto de vista social. O desemprego acima de tudo é um problema social.
Diminuição do poder de compra, acumulação de dívidas, desespero, infelicidade, criminalidade, pobreza. Tudo termos directamente relacionados com a falta de emprego. É necessário agir e essa acção cabe a todos aqueles que desempenham um papel activo na sociedade.
Não cabe somente ao poder central envolver-se e tentar resolver a situação. É necessário todos partilharmos essa responsabilidade. O poder central deve auxiliar os desempregados, deve conferir-lhes protecção social. Mas sozinho não vai conseguir resolver o problema. O desemprego vai continuar a aumentar, a criminalidade vai continuar a aumentar, o fosso entre ricos e pobres vai continuar a aumentar, as desigualdades sociais e a acumulação de dívidas vão continuar a aumentar, a perda de capital humano vai continuar a aumentar. O desemprego leva a uma "regressão" da sociedade, na medida em que vai rompendo com toda a construção e conquista de melhorias de qualidade de vida atingidas até então.
E para reverter o processo é necessária a acção de todos os intervenientes. É preciso a UE debater e apresentar soluções em conjunto, obrigando ao auxílio mútuo entre países. É preciso o nosso governo estudar opções e de acordo com a sua orientação, necessita de agir. É preciso a oposição apresentar propostas que realmente acredita que possam reverter a situação e de seguida necessita debatê-las com o governo. É preciso as empresas despertarem para esta realidade e tomarem o seu papel. É preciso o poder local intervir e não ficar à espera de soluções centrais. As câmaras municipais e as juntas de freguesia têm um conhecimento pormenorizado e específico dos problemas mas também das soluções. É preciso a intervenção das instituições que são absolutamente essenciais nestas situações. É preciso a intervenção de todos nós enquanto pessoas individuais.
É necessária a intervenção de todos porque o desemprego é um problema de todos.
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domingo, 24 de maio de 2009
Défice | PEC & UE | Soluções
De acordo com o Público 14 dos 27 países que constituem a União Europeia vão violar o PEC já que os seus défices em 2009 serão superiores a 3% do PIB. A fonte é fiável já que reporta às comunicações feitas pelos países ao Eurostat. Segue a lista dos incumpridores (previsão):
Reino Unido (12,6%), Irlanda (10,7%), Letónia (8,5%), Portugal (5,9%), Espanha (5,8%), França (5,6%), Roménia (5,1%), Polónia (4,6%), República Checa (3,9%), Grécia, Itália e Eslovénia (3,7%), Bélgica (3,4%) e Holanda (3,3%).
A União Europeia frisa que vai analisar estes resultados mais tarde, já que o ano ainda não está concluído, concentrando-se agora na abertura de processos aos países que violaram o PEC em 2008. Os visados são Reino Unido, Irlanda, Roménia, Grécia, Malta, Letónia, Polónia, Hungria, França e Lituânia (10 no total).
Na minha opinião é bastante incorrecto mover processos contra estes países tanto no ano 2008 como no ano 2009 se a UE decidir tomar a mesma posição. Todos sabemos os graves efeitos económicos e sociais que esta crise provocou. Crise essa que ainda não terminou muito menos na Europa que se recusa a dar uma resposta conjunta (seja ela má ou boa).
Seria bem mais importante a União Europeia tentar uma solução conjunta do que repreender os países cujo défice ultrapassou o estabelecido. Porque multas e outras sanções não vão ajudar ninguém a reduzir o défice. Nem vão ajudar à solução da crise nem à cimentação da solidariedade e da realidade europeia.
Para mim, é necessário um plano de estímulos conjunto capaz de ser aplicado localmente com uma coordenação europeia. Um plano grande e que seja correctamente aplicado. Um plano que financie projectos que sejam capazes de preparar a União Europeia para o futuro e cuja rentabilidade esteja devidamente estudada, ou seja, investimentos capazes de se pagarem a si próprios, pagando a dívida necessária para os concretizar e assim reduzir o défice nacional. No meu entender esta é a única saída para a crise. Investir, criar emprego, criar riqueza, gerar prosperidade e assim assegurar crescimentos económicos no futuro. A palavra chave é arriscar. Este e este artigo são dois exemplos daquilo que eu gostaria que a UE arriscasse e muito, através de um plano europeu de estímulos, "imitando" os EUA e a China.
O primeiro retrata um projecto de investigação sobre sistemas para adoptar em carros eléctricos. Este projecto resulta de uma parceria entre o MIT, a UM, a FEUP e o IST. Escolhi-o somente para servir como exemplo daquilo em que a Europa devia investir como um todo. Já o frisei várias vezes e repito-o... Acredito que Portugal tem excelentes recursos humanos e muita gente capaz de alcançar o sucesso. Investir na área das energias renóvaveis, na mobilidade do futuro, etc. é investir numa nova Europa. É investir em áreas cuja procura vai aumentar ano após ano tanto por motivos económicos como pelo imperativo ambiental. Não é por acaso que o plano de estímulos de Obama foi apelidado de "Green New Deal". A Coreia do Sul lançou um plano de 4 mil milhões de dólares somente para investimentos verdes e frisou que não se tratava de um plano ambiental mas sim de relançamento económico. O The Guardian constatou que a China irá investir mais do dobro que os EUA em energias alternativas. Para quando um plano ambicioso a nível europeu nesta temática? A UE pode-se orgulhar de ter das metas ambientais mais ambiciosas a nível mundial e de ter um know-how excelente (exemplo das turbinas alemãs). Porque não conciliar as metas e o conhecimento com um investimento massivo neste campo? Um investimento que iria gerar emprego (e na maioria dos casos com um salário bem melhor que o mínimo), que iria gerar riqueza e que iria ao mesmo tempo ajudar a cumprir as metas europeias (ou mesmo passá-las) e auxiliar o nosso planeta. Um investimento que teria a aplicação local que eu tanto defendo.
O segundo artigo é sobre um discurso de Miguel Portas onde sublinhava a importância de se apostar no desenvolvimento regional como motor de crescimento do emprego e da economia. Desenvolvimento regional acompanhado por instituições locais que conheciam os problemas e as soluções e que com apoios poderiam proporcionar novos postos de trabalho, evitando a desertificação e "reinventando" o emprego. Essa reinvenção é feita através da conjugação do saber tradicional com o saber moderno dos jovens com formação. Existem fundos de desenvolvimento regional? Existem e ainda bem. Mas isto é outro "filão" que a UE poderia explorar num plano de estímulos. Somos o velho continente e isso significa que temos uma cultura com largos séculos de existência e que encerra em si uma riqueza por explorar.
Concluo dizendo que acho que a Europa tinha "espaço de manobra" para arriscar em investimentos cuja probabilidade de retorno é elevada. Um investimento conjunto focado no aproveitamento dos recursos e necessidades nacionais iria ajudar a Europa a crescer economicamente e iria mostrar a necessidade e a utilidade da existência de uma solidariedade e consciência europeia.
PS: Para quem se interessa pelo tema, visite esta casa onde reside um economista que tem feito posts sobre os quais vale a pena reflectir e com os quais podemos aprender bastante.
Reino Unido (12,6%), Irlanda (10,7%), Letónia (8,5%), Portugal (5,9%), Espanha (5,8%), França (5,6%), Roménia (5,1%), Polónia (4,6%), República Checa (3,9%), Grécia, Itália e Eslovénia (3,7%), Bélgica (3,4%) e Holanda (3,3%).
A União Europeia frisa que vai analisar estes resultados mais tarde, já que o ano ainda não está concluído, concentrando-se agora na abertura de processos aos países que violaram o PEC em 2008. Os visados são Reino Unido, Irlanda, Roménia, Grécia, Malta, Letónia, Polónia, Hungria, França e Lituânia (10 no total).
Na minha opinião é bastante incorrecto mover processos contra estes países tanto no ano 2008 como no ano 2009 se a UE decidir tomar a mesma posição. Todos sabemos os graves efeitos económicos e sociais que esta crise provocou. Crise essa que ainda não terminou muito menos na Europa que se recusa a dar uma resposta conjunta (seja ela má ou boa).
Seria bem mais importante a União Europeia tentar uma solução conjunta do que repreender os países cujo défice ultrapassou o estabelecido. Porque multas e outras sanções não vão ajudar ninguém a reduzir o défice. Nem vão ajudar à solução da crise nem à cimentação da solidariedade e da realidade europeia.
Para mim, é necessário um plano de estímulos conjunto capaz de ser aplicado localmente com uma coordenação europeia. Um plano grande e que seja correctamente aplicado. Um plano que financie projectos que sejam capazes de preparar a União Europeia para o futuro e cuja rentabilidade esteja devidamente estudada, ou seja, investimentos capazes de se pagarem a si próprios, pagando a dívida necessária para os concretizar e assim reduzir o défice nacional. No meu entender esta é a única saída para a crise. Investir, criar emprego, criar riqueza, gerar prosperidade e assim assegurar crescimentos económicos no futuro. A palavra chave é arriscar. Este e este artigo são dois exemplos daquilo que eu gostaria que a UE arriscasse e muito, através de um plano europeu de estímulos, "imitando" os EUA e a China.
O primeiro retrata um projecto de investigação sobre sistemas para adoptar em carros eléctricos. Este projecto resulta de uma parceria entre o MIT, a UM, a FEUP e o IST. Escolhi-o somente para servir como exemplo daquilo em que a Europa devia investir como um todo. Já o frisei várias vezes e repito-o... Acredito que Portugal tem excelentes recursos humanos e muita gente capaz de alcançar o sucesso. Investir na área das energias renóvaveis, na mobilidade do futuro, etc. é investir numa nova Europa. É investir em áreas cuja procura vai aumentar ano após ano tanto por motivos económicos como pelo imperativo ambiental. Não é por acaso que o plano de estímulos de Obama foi apelidado de "Green New Deal". A Coreia do Sul lançou um plano de 4 mil milhões de dólares somente para investimentos verdes e frisou que não se tratava de um plano ambiental mas sim de relançamento económico. O The Guardian constatou que a China irá investir mais do dobro que os EUA em energias alternativas. Para quando um plano ambicioso a nível europeu nesta temática? A UE pode-se orgulhar de ter das metas ambientais mais ambiciosas a nível mundial e de ter um know-how excelente (exemplo das turbinas alemãs). Porque não conciliar as metas e o conhecimento com um investimento massivo neste campo? Um investimento que iria gerar emprego (e na maioria dos casos com um salário bem melhor que o mínimo), que iria gerar riqueza e que iria ao mesmo tempo ajudar a cumprir as metas europeias (ou mesmo passá-las) e auxiliar o nosso planeta. Um investimento que teria a aplicação local que eu tanto defendo.
O segundo artigo é sobre um discurso de Miguel Portas onde sublinhava a importância de se apostar no desenvolvimento regional como motor de crescimento do emprego e da economia. Desenvolvimento regional acompanhado por instituições locais que conheciam os problemas e as soluções e que com apoios poderiam proporcionar novos postos de trabalho, evitando a desertificação e "reinventando" o emprego. Essa reinvenção é feita através da conjugação do saber tradicional com o saber moderno dos jovens com formação. Existem fundos de desenvolvimento regional? Existem e ainda bem. Mas isto é outro "filão" que a UE poderia explorar num plano de estímulos. Somos o velho continente e isso significa que temos uma cultura com largos séculos de existência e que encerra em si uma riqueza por explorar.
Concluo dizendo que acho que a Europa tinha "espaço de manobra" para arriscar em investimentos cuja probabilidade de retorno é elevada. Um investimento conjunto focado no aproveitamento dos recursos e necessidades nacionais iria ajudar a Europa a crescer economicamente e iria mostrar a necessidade e a utilidade da existência de uma solidariedade e consciência europeia.
PS: Para quem se interessa pelo tema, visite esta casa onde reside um economista que tem feito posts sobre os quais vale a pena reflectir e com os quais podemos aprender bastante.
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