Segue aqui a análise completa ao tema "Defesa e Segurança"
1) Forças Armadas
2) Investimentos
3) PSP/GNR
4) Investimentos II
5) Bombeiros
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Defesa e Segurança - Bombeiros
Devido à sua tradição, História e proximidade com a população os bombeiros sempre foram considerados como "heróis". O espírito de voluntariado associado e a multiplicidade de situações em que auxiliam as pessoas (com especial destaque para o Verão) reforçam essa imagem. Na minha opinião não é caso para menos. Eles são heróis e a sua boa vontade e prontidão essenciais para todos nós.
Contudo existem vários problemas que na minha opinião deveriam ser solucionados beneficiando os Corpos de Bombeiros e acima de tudo beneficiando a população na totalidade.
É preciso uma reorganização ao nível das corporações e das competências. De nada serve num determinado concelho termos 6 corporações de bombeiros se nenhuma delas tem condições de funcionamento no período nocturno. É preferível uma maior concentração dos recursos humanos e materiais para aumentar a eficácia e competência dos serviços prestados. Mais importante que a rapidez com que prestamos auxílio é a qualidade desse auxílio. Nesse sentido, e sem querer avançar com números ou percentagens, acho que seria extremamente benéfico encerrar vários corpos/corporações de bombeiros, concentrando os investimentos realizados. Além desta concentração de infra-estruturas penso que também as competências deveriam sofrer modificações. De uma forma simples penso que os bombeiros se deveriam concentrar no combate a incêndios e no desencarceramento e resgate de vítimas. É aí que se deve focar a formação administrada e os investimentos realizados. Por exemplo, penso que não faz sentido os bombeiros prestarem cuidados pré-hospitalares (ambulâncias de socorro). Muito menos num modelo de certa forma subsidiado pelo INEM. Deveria existir uma clara definição das competências de cada instituição, especializando-se cada uma na sua "área". Neste exemplo concreto penso que faria muito mais sentido expandir a rede nacional do INEM, colocando as suas ambulâncias e os seus funcionários a partilharem as instalações com os bombeiros (aproveitando a boa dispersão geográfica dos mesmos) fomentando a noção de complementaridade e não a noção existente de rivalidade. Diferentes competências, o mesmo objectivo. O de ajudar as pessoas.
No campo dos recursos humanos basta olharmos para a realidade actual para percebermos que algo tem ser alterado. A sociedade actual exige uma qualificação cada vez maior e essa "mentalidade" deveria ser transportada com maior firmeza para os nossos bombeiros. É necessário uma maior profissionalização dos bombeiros e uma maior e mais constante formação para todos eles, quer sejam voluntários quer sejam profissionais. A multiplicação do número de bombeiros profissionais iria criar postos de trabalho e assegurar uma maior qualidade no leque alargado de funções que os "soldados da paz" desempenham. Não quero com isto menosprezar o trabalho dos voluntários. Simplesmente acredito que alguém profissionalizado terá mais competências para desempenhar determinada função. Existe um défice de bombeiros profissionais e a sua correcção teria benefícios vastos.
São necessárias grandes alterações em todos os níveis. É preciso apostar na especialização, formação e profissionalização e ao mesmo tempo alterar as mentalidades e as relações com as outras forças que lutam pelo mesmo objectivo e zelam pelas mesmas pessoas. Também é preciso investir e modernizar meios, equipamentos e infra-estruturas. Mas esse investimento tem de ter uma contra-partida. Um "lucro". E neste caso o lucro seria melhor segurança a todos os níveis para toda a população.
Contudo existem vários problemas que na minha opinião deveriam ser solucionados beneficiando os Corpos de Bombeiros e acima de tudo beneficiando a população na totalidade.
É preciso uma reorganização ao nível das corporações e das competências. De nada serve num determinado concelho termos 6 corporações de bombeiros se nenhuma delas tem condições de funcionamento no período nocturno. É preferível uma maior concentração dos recursos humanos e materiais para aumentar a eficácia e competência dos serviços prestados. Mais importante que a rapidez com que prestamos auxílio é a qualidade desse auxílio. Nesse sentido, e sem querer avançar com números ou percentagens, acho que seria extremamente benéfico encerrar vários corpos/corporações de bombeiros, concentrando os investimentos realizados. Além desta concentração de infra-estruturas penso que também as competências deveriam sofrer modificações. De uma forma simples penso que os bombeiros se deveriam concentrar no combate a incêndios e no desencarceramento e resgate de vítimas. É aí que se deve focar a formação administrada e os investimentos realizados. Por exemplo, penso que não faz sentido os bombeiros prestarem cuidados pré-hospitalares (ambulâncias de socorro). Muito menos num modelo de certa forma subsidiado pelo INEM. Deveria existir uma clara definição das competências de cada instituição, especializando-se cada uma na sua "área". Neste exemplo concreto penso que faria muito mais sentido expandir a rede nacional do INEM, colocando as suas ambulâncias e os seus funcionários a partilharem as instalações com os bombeiros (aproveitando a boa dispersão geográfica dos mesmos) fomentando a noção de complementaridade e não a noção existente de rivalidade. Diferentes competências, o mesmo objectivo. O de ajudar as pessoas.
No campo dos recursos humanos basta olharmos para a realidade actual para percebermos que algo tem ser alterado. A sociedade actual exige uma qualificação cada vez maior e essa "mentalidade" deveria ser transportada com maior firmeza para os nossos bombeiros. É necessário uma maior profissionalização dos bombeiros e uma maior e mais constante formação para todos eles, quer sejam voluntários quer sejam profissionais. A multiplicação do número de bombeiros profissionais iria criar postos de trabalho e assegurar uma maior qualidade no leque alargado de funções que os "soldados da paz" desempenham. Não quero com isto menosprezar o trabalho dos voluntários. Simplesmente acredito que alguém profissionalizado terá mais competências para desempenhar determinada função. Existe um défice de bombeiros profissionais e a sua correcção teria benefícios vastos.
São necessárias grandes alterações em todos os níveis. É preciso apostar na especialização, formação e profissionalização e ao mesmo tempo alterar as mentalidades e as relações com as outras forças que lutam pelo mesmo objectivo e zelam pelas mesmas pessoas. Também é preciso investir e modernizar meios, equipamentos e infra-estruturas. Mas esse investimento tem de ter uma contra-partida. Um "lucro". E neste caso o lucro seria melhor segurança a todos os níveis para toda a população.
sábado, 5 de setembro de 2009
Defesa e Segurança - Investimentos II
Após abordar a situação da PSP e da GNR e tecer considerações sobre como se poderia colocar estas duas forças policiais a proteger e servir melhor a população, enumero várias medidas que na minha opinião deveriam ser tomadas para mudar toda a dinâmica e envolvência destas forças, ou seja, medidas necessárias para atingir a tal mudança que defendo no post anterior.
1) Reconstrucção de todas as esquadras, postos e residências policiais, assegurando todas as condições.
2) Renovação da frota automóvel, do armamento e outros equipamentos (incluindo os equipamentos necessários para as esquadras com maior indice de criminalidade como os coletes à prova de bala).
3) Exigência de testes físicos, psicológicos e específicos (por exemplo tiro) com relativa regularidade (por exemplo de 3 em 3 anos).
4) Dotar as forças policiais de infra-estruturas e equipamentos necessários para a exigência referida (pavilhões desportivos a nível distrital, pequenos ginásios nas esquadras, carreiras de tiro, etc.).
5) Aumentar os vencimentos base dos postos mais baixos tanto na GNR como na PSP.
6) Contratar civis para determinadas tarefas (cozinhas, oficinas, secretarias, etc.) libertando mais policias para "a rua".
7) Interligar as forças policiais com as organizações e associações de integração social para que a nível local a polícia possa actuar como uma força preventiva e capaz de diminuir a criminalidade através da inserção social.
8) Disponibilizar um leque alargado de acções de formação e pequenos cursos sobre variados temas (relacionados com a temática da segurança) assegurando uma formação constante por parte dos quadros policiais.
Estas "medidas" são apenas uma pequena percentagem daquilo que teria de ser alterado nas forças policiais para que todos pudéssemos beneficiar dessas mudanças. Melhores condições de vida e de trabalho para os "agentes da lei" mas também uma maior exigência e eficácia da sua prestação. Uma polícia em constante evolução e uma polícia que lute contra a criminalidade em todas as suas vertentes e não apenas numa forma repressiva. É necessário oferecer codições adequadas e garantir que existe respeito pelas forças policiais mas também é necessário exigirmos o máximo delas. Só assim será possível estabelecer uma relação de simbiose onde a "moeda de troca" das polícias para o contínuo investimento na sua formação e aquisição de equipamentos é o sentimento de segurança e integração generalizado pela população. Uma polícia competente e capaz interessa aos seus profissionais mas acima de tudo interessa-nos a todos nós.
1) Reconstrucção de todas as esquadras, postos e residências policiais, assegurando todas as condições.
2) Renovação da frota automóvel, do armamento e outros equipamentos (incluindo os equipamentos necessários para as esquadras com maior indice de criminalidade como os coletes à prova de bala).
3) Exigência de testes físicos, psicológicos e específicos (por exemplo tiro) com relativa regularidade (por exemplo de 3 em 3 anos).
4) Dotar as forças policiais de infra-estruturas e equipamentos necessários para a exigência referida (pavilhões desportivos a nível distrital, pequenos ginásios nas esquadras, carreiras de tiro, etc.).
5) Aumentar os vencimentos base dos postos mais baixos tanto na GNR como na PSP.
6) Contratar civis para determinadas tarefas (cozinhas, oficinas, secretarias, etc.) libertando mais policias para "a rua".
7) Interligar as forças policiais com as organizações e associações de integração social para que a nível local a polícia possa actuar como uma força preventiva e capaz de diminuir a criminalidade através da inserção social.
8) Disponibilizar um leque alargado de acções de formação e pequenos cursos sobre variados temas (relacionados com a temática da segurança) assegurando uma formação constante por parte dos quadros policiais.
Estas "medidas" são apenas uma pequena percentagem daquilo que teria de ser alterado nas forças policiais para que todos pudéssemos beneficiar dessas mudanças. Melhores condições de vida e de trabalho para os "agentes da lei" mas também uma maior exigência e eficácia da sua prestação. Uma polícia em constante evolução e uma polícia que lute contra a criminalidade em todas as suas vertentes e não apenas numa forma repressiva. É necessário oferecer codições adequadas e garantir que existe respeito pelas forças policiais mas também é necessário exigirmos o máximo delas. Só assim será possível estabelecer uma relação de simbiose onde a "moeda de troca" das polícias para o contínuo investimento na sua formação e aquisição de equipamentos é o sentimento de segurança e integração generalizado pela população. Uma polícia competente e capaz interessa aos seus profissionais mas acima de tudo interessa-nos a todos nós.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Defesa e Segurança - PSP/GNR
As forças policiais tem um âmbito alargado de missões e competências e o seu papel na sociedade é fundamental. Funcionam como reguladores das regras que nos são impostas para conseguirmos viver em harmonia com a sociedade actual. Tentam de certa forma, controlar esta "selva" em que vivemos. Escolhi abordar a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana por conhecer melhor a sua realidade e por serem aquelas que têm um contacto mais directo com a grande maioria de nós bem como a semelhança de competências entre estas duas forças, variando o seu raio de acção com situação geográfica. Não abordar forças como a PJ ou o SEF é apenas por achar que não se enquadram naquilo que quero falar e não por discriminação. Todas elas têm o seu papel e na minha opinião todas elas são úteis servindo um grande objectivo comum. O de proteger os outros.
Com o aumento das dificuldades sociais é "normal" aumentar a instabilidade e a criminalidade associada. Crescem movimentos extremistas, aumenta a discriminação e a intolerância. Com o surgimento de um crescimento económico é normal que a situação melhore na globalidade bem como programas de integração social que têm um importante papel na prevenção da criminalidade e que devem ser valorizados.
Contudo existe e existirá sempre uma fatia da criminalidade que não pode ser prevenida nem através do bem-estar económico nem através de programas que auxiliem a sua integração social. Pessoas que cometem crimes por prazer ou por quererem ganhar dinheiro de uma maneira mais fácil do que trabalhando, entre outras razões. É preciso puni-las e assegurar que os nossos direitos são respeitados. E é aí que entram estas duas forças policiais que actuam como o "primeiro elo" da justiça. Todos nós temos de ver os nossos direitos respeitados e levar uma vida sem medo de sair à rua. É essa a função principal da PSP e da GNR. Proteger os outros. Assegurar que estão seguros. Garantir que ninguém nos vai violar nenhum direito e que se o fizer será apanhado e punido.
Actualmente, por um variado conjunto de razões, não creio que as pessoas não tenham medo de sair à rua na sua maioria e a criminalidade atinge níveis preocupantes. Além daquela criminalidade cujo combate se faz através de integração social existem na minha opinião outras razões que levam a este contínuo aumento tanto dos crimes ligeiros como dos crimes graves.
A sensação de impunidade por parte dos criminosos, a falta de meios humanos e materiais das forças policiais e o crescente descontentamento dos membros destas forças são algumas delas. A falta de celeridade na nossa justiça é conhecida e é frequente vermos pessoas que são detidas por crimes bastante graves a serem libertadas no dia seguinte. Algumas são detidas vezes e vezes sem conta (às vezes mais que uma vez no mesmo dia) mas nunca ficando em prisão preventiva enquanto aguardam julgamento. Pessoas que são apanhadas em flagrante e que depois são condenadas a pena suspensa, pagamento de multas, etc. Outras ainda que nem condenadas são ou que estão a aguardar julgamento à largos anos. Se um criminoso sabe que não vai ser punido pelo seu crime então não tem nada a perder e esta tipo de situações e sentimentos apenas vai contribuir para que além de aumentar a criminalidade, o grau de violência da mesma se torne maior. É impossível combater o crime de forma eficaz se os criminosos dispuserem de equipamentos melhores que as forças policiais. Estão em desvantagem desde o primeiro momento se assim for seja em armamento, viaturas ou até mesmo formação. É preciso dotar as forças policiais dos equipamentos necessários para realizarem as suas tarefas com sucesso bem como assegurar que existe um número adequado de polícias, algo que creio não existir. Em número total os polícias podem não ser assim tão poucos mas se verificarmos quantos estão na rua para proteger as populações o seu número é bastante reduzido. Muitos estão em serviços de cafetaria e bar, oficinas, secretarias, motoristas, etc. Não que seja empregos degradantes ou de segunda categoria, antes pelo contrário. Simplesmente não é necessária a formação policial para desempenhar essas funções. Funções essas que seriam melhor desempenhadas por civis com formação específica. É preciso ter polícias em quantidade mas é mais importante ainda a qualidade. Para combater a criminalidade é necessário assegurar que os polícias estão preparados mentalmente e fisicamente (incluindo os equipamentos) para desempenhar as suas funções. E essa qualidade nunca poderá ser assegurada se o "grosso" da PSP e GNR estiver descontente. A sensação de impotência (veja-se os exemplos acima) por parte destas duas forças não abona nada em favor da segurança dos cidadãos. Se um polícia ganha um ordenado que não lhe permite viver condignamente, se tem condições de trabalho miseráveis (basta entra numa esquadra da PSP ou posto da GNR) e se sente que não consegue cumprir a sua missão então nunca será possível que esse polícia esteja 100% preocupado com aquilo que deveria estar. A segurança dos outros. No meu entender só melhorando os 3 itens do início deste parágrafo é que iremos conseguir combater verdadeiramente aquela criminalidade que não pode ser prevenida/combatida com medidas sociais. Só assim iremos conseguir punir os criminosos que o são por opção e que entendem perfeitamente as consequências dos seus actos.
Para melhorar a segurança dos cidadãos combatendo a sensação de impunidade, reforçando os recursos humanos e materiais das forças policiais bem como as suas condições de trabalho e de vida é necessário primeiro que tudo alterar a dinâmica que está patente na polícia. A PSP e a GNR não podem ser um instrumento político nem uma fonte de receita para o Estado. As forças policiais devem servir para impedir crimes ou deter os seus autores, não para reprimir a população. As multas não devem ser uma prioridade para as polícias.
Alterar esta dinâmica e garantir que a defesa das populações é o verdadeiro objectivo principal e a razão de ser das forças policiais é um ponto de partida obrigatório para melhorarmos o combate à criminalidade e garantir a segurança de todos nós.
Com o aumento das dificuldades sociais é "normal" aumentar a instabilidade e a criminalidade associada. Crescem movimentos extremistas, aumenta a discriminação e a intolerância. Com o surgimento de um crescimento económico é normal que a situação melhore na globalidade bem como programas de integração social que têm um importante papel na prevenção da criminalidade e que devem ser valorizados.
Contudo existe e existirá sempre uma fatia da criminalidade que não pode ser prevenida nem através do bem-estar económico nem através de programas que auxiliem a sua integração social. Pessoas que cometem crimes por prazer ou por quererem ganhar dinheiro de uma maneira mais fácil do que trabalhando, entre outras razões. É preciso puni-las e assegurar que os nossos direitos são respeitados. E é aí que entram estas duas forças policiais que actuam como o "primeiro elo" da justiça. Todos nós temos de ver os nossos direitos respeitados e levar uma vida sem medo de sair à rua. É essa a função principal da PSP e da GNR. Proteger os outros. Assegurar que estão seguros. Garantir que ninguém nos vai violar nenhum direito e que se o fizer será apanhado e punido.
Actualmente, por um variado conjunto de razões, não creio que as pessoas não tenham medo de sair à rua na sua maioria e a criminalidade atinge níveis preocupantes. Além daquela criminalidade cujo combate se faz através de integração social existem na minha opinião outras razões que levam a este contínuo aumento tanto dos crimes ligeiros como dos crimes graves.
A sensação de impunidade por parte dos criminosos, a falta de meios humanos e materiais das forças policiais e o crescente descontentamento dos membros destas forças são algumas delas. A falta de celeridade na nossa justiça é conhecida e é frequente vermos pessoas que são detidas por crimes bastante graves a serem libertadas no dia seguinte. Algumas são detidas vezes e vezes sem conta (às vezes mais que uma vez no mesmo dia) mas nunca ficando em prisão preventiva enquanto aguardam julgamento. Pessoas que são apanhadas em flagrante e que depois são condenadas a pena suspensa, pagamento de multas, etc. Outras ainda que nem condenadas são ou que estão a aguardar julgamento à largos anos. Se um criminoso sabe que não vai ser punido pelo seu crime então não tem nada a perder e esta tipo de situações e sentimentos apenas vai contribuir para que além de aumentar a criminalidade, o grau de violência da mesma se torne maior. É impossível combater o crime de forma eficaz se os criminosos dispuserem de equipamentos melhores que as forças policiais. Estão em desvantagem desde o primeiro momento se assim for seja em armamento, viaturas ou até mesmo formação. É preciso dotar as forças policiais dos equipamentos necessários para realizarem as suas tarefas com sucesso bem como assegurar que existe um número adequado de polícias, algo que creio não existir. Em número total os polícias podem não ser assim tão poucos mas se verificarmos quantos estão na rua para proteger as populações o seu número é bastante reduzido. Muitos estão em serviços de cafetaria e bar, oficinas, secretarias, motoristas, etc. Não que seja empregos degradantes ou de segunda categoria, antes pelo contrário. Simplesmente não é necessária a formação policial para desempenhar essas funções. Funções essas que seriam melhor desempenhadas por civis com formação específica. É preciso ter polícias em quantidade mas é mais importante ainda a qualidade. Para combater a criminalidade é necessário assegurar que os polícias estão preparados mentalmente e fisicamente (incluindo os equipamentos) para desempenhar as suas funções. E essa qualidade nunca poderá ser assegurada se o "grosso" da PSP e GNR estiver descontente. A sensação de impotência (veja-se os exemplos acima) por parte destas duas forças não abona nada em favor da segurança dos cidadãos. Se um polícia ganha um ordenado que não lhe permite viver condignamente, se tem condições de trabalho miseráveis (basta entra numa esquadra da PSP ou posto da GNR) e se sente que não consegue cumprir a sua missão então nunca será possível que esse polícia esteja 100% preocupado com aquilo que deveria estar. A segurança dos outros. No meu entender só melhorando os 3 itens do início deste parágrafo é que iremos conseguir combater verdadeiramente aquela criminalidade que não pode ser prevenida/combatida com medidas sociais. Só assim iremos conseguir punir os criminosos que o são por opção e que entendem perfeitamente as consequências dos seus actos.
Para melhorar a segurança dos cidadãos combatendo a sensação de impunidade, reforçando os recursos humanos e materiais das forças policiais bem como as suas condições de trabalho e de vida é necessário primeiro que tudo alterar a dinâmica que está patente na polícia. A PSP e a GNR não podem ser um instrumento político nem uma fonte de receita para o Estado. As forças policiais devem servir para impedir crimes ou deter os seus autores, não para reprimir a população. As multas não devem ser uma prioridade para as polícias.
Alterar esta dinâmica e garantir que a defesa das populações é o verdadeiro objectivo principal e a razão de ser das forças policiais é um ponto de partida obrigatório para melhorarmos o combate à criminalidade e garantir a segurança de todos nós.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Defesa e Segurança - Investimentos
Com base na mudança de recursos e acima de tudo de mentalidade que defendo nas Forças Armadas seguem os investimentos que considero serem necessários para que possam servir de facto a população portuguesa bem como todo o mundo, reforçando os compromissos internacionais de Portugal e expandindo-os.
1) Dotar o Exército dos equipamentos necessários para responder a situações de crise e catástrofe (hospitais de campanha, tendas de abrigo, equipamentos de busca e salvamento, bens essenciais, veículos de distribuição, equipamentos de telecomunicações, geradores e combustíveis, veículos médicos, equipamentos hospitalares, etc.).
2) Dotar a Marinha de novos equipamentos para o patrulhamento da zona costeira e para missões de busca e salvamento (navios-hospital, novos helicópteros de resgate, lanchas rápidas, submarinos não-tripulados, etc.).
3) Substituição da frota da Força Aérea por aeronaves com componentes de patrulhamento do território e missões humanitárias (aviões-radar, distribuição de bens, evacuações, aviões-hospital, transferências médicas, combate aos incêndios, meteorologia, etc.).
4) Criação de um vasto programa de formação dos recursos humanos dos 3 ramos das Forças Armadas. Este programa teria como objectivo adaptar os militares às novas tecnologias e missões provocadas pela alteração de investimentos bem como expandir a sua área de acção (por exemplo o acompanhamento psicológico em situações de catástrofe).
5) Reconstrução das bases militares tendo em vista um melhor aproveitamento das mesmas diminuindo o seu número total.
6) Unificação dos hospitais militares (1 unidade serviria os 3 ramos e não 3 unidades diferentes) bem como a realização de planos que possibilitassem a utilização por parte dos civis destas unidades de saúde (quer seja em situação de catástrofe ou simplesmente porque determinado tratamento tem uma lista de espera menor que o hospital público).
7) Reconstrução dos aeroportos e aeródromos militares potenciando a sua utilização conjunta com a aviação civil, fomentando o desenvolvimento regional e descentralizando a actividade aeroportuária.
8) Aumento da investigação militar em parceria com Universidades e Institutos Civis. Esta investigação estaria relacionada com a nova "mentalidade" das Forças Armadas (por exemplo como melhorar a eficácia das aeronaves no combate aos incêndios).
Estas "medidas" e investimentos pretendem colocar em prática a mudança que defendo na política de defesa no nosso país. Mudança essa que considero ser vantajosa para a população portuguesa já que as Forças Armadas entrariam muito mais vezes no quotidiano das pessoas para acorrer em seu auxílio, para o país pois estaria assim a solidificar os seus pilares de defesa e para as próprias Forças Armadas que poderiam assim "exigir" elevados investimentos necessários à sua renovação.
1) Dotar o Exército dos equipamentos necessários para responder a situações de crise e catástrofe (hospitais de campanha, tendas de abrigo, equipamentos de busca e salvamento, bens essenciais, veículos de distribuição, equipamentos de telecomunicações, geradores e combustíveis, veículos médicos, equipamentos hospitalares, etc.).
2) Dotar a Marinha de novos equipamentos para o patrulhamento da zona costeira e para missões de busca e salvamento (navios-hospital, novos helicópteros de resgate, lanchas rápidas, submarinos não-tripulados, etc.).
3) Substituição da frota da Força Aérea por aeronaves com componentes de patrulhamento do território e missões humanitárias (aviões-radar, distribuição de bens, evacuações, aviões-hospital, transferências médicas, combate aos incêndios, meteorologia, etc.).
4) Criação de um vasto programa de formação dos recursos humanos dos 3 ramos das Forças Armadas. Este programa teria como objectivo adaptar os militares às novas tecnologias e missões provocadas pela alteração de investimentos bem como expandir a sua área de acção (por exemplo o acompanhamento psicológico em situações de catástrofe).
5) Reconstrução das bases militares tendo em vista um melhor aproveitamento das mesmas diminuindo o seu número total.
6) Unificação dos hospitais militares (1 unidade serviria os 3 ramos e não 3 unidades diferentes) bem como a realização de planos que possibilitassem a utilização por parte dos civis destas unidades de saúde (quer seja em situação de catástrofe ou simplesmente porque determinado tratamento tem uma lista de espera menor que o hospital público).
7) Reconstrução dos aeroportos e aeródromos militares potenciando a sua utilização conjunta com a aviação civil, fomentando o desenvolvimento regional e descentralizando a actividade aeroportuária.
8) Aumento da investigação militar em parceria com Universidades e Institutos Civis. Esta investigação estaria relacionada com a nova "mentalidade" das Forças Armadas (por exemplo como melhorar a eficácia das aeronaves no combate aos incêndios).
Estas "medidas" e investimentos pretendem colocar em prática a mudança que defendo na política de defesa no nosso país. Mudança essa que considero ser vantajosa para a população portuguesa já que as Forças Armadas entrariam muito mais vezes no quotidiano das pessoas para acorrer em seu auxílio, para o país pois estaria assim a solidificar os seus pilares de defesa e para as próprias Forças Armadas que poderiam assim "exigir" elevados investimentos necessários à sua renovação.
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sábado, 15 de agosto de 2009
Defesa e Segurança - Forças Armadas
A defesa e segurança de uma Nação é algo fundamental para a sua sobrevivência. As Forças Armadas desempenham um papel muito importante no nosso país a vários níveis (criação de emprego, educação e formação, defesa, relações internacionais, etc.). Contudo penso que actualmente o potencial do nosso Exército, Marinha e Força Aérea está algo subaproveitado e o seu âmbito de acção desactualizado face a uma nova realidade.
No meu entender, um avultado investimento nas Forças Armadas apenas faz sentido se alterarmos toda a sua dinâmica, modificando a sua organização, missões e campos de acção. Nesse sentido compreenderia melhor a sua importância para a população e o seu contributo para o desenvolvimento do país.
Portugal é um país pequeno e com recursos limitados. O mundo mudou bastante nos últimos anos. As nossas Forças Armadas não. E é isso que considero estar errado. Não temos recursos financeiros e humanos para sustentar um exército capaz de nos defender de uma guerra no seu sentido clássico e as perspectivas de uma guerra com tal significado ocorrer são ínfimas. Dispomos de aliados com um potencial bélico bastante elevado (NATO) e Portugal mantém relações internacionais bastante positivas com uma grande parte do globo fazendo parte de diversas organizações como a UE, ONU, CPLP, PALOP, etc. O meu raciocínio leva-me a acreditar que não teremos grandes vantagens reais em manter umas Forças Armadas com uma componente essencialmente belicista, devendo alterar a sua estrutura e organização para expandir missões de carácter humanitário e social que se realizam hoje em dia (como por exemplo o resgate de náufragos) bem como aumentar o leque dessa área.
O nosso Exército, a nossa Marinha e a nossa Força Aérea deveriam estar mais "concentradas" nas missões que são mais úteis para o país e para a população que servem e essas missões são as de carácter humanitário e social. É preciso uma alteração na mentalidade, na formação dos novos militares e no tipo de investimento realizado pelo ministério da Defesa. É importante investir na defesa porque é uma área essencial para o país. Mas esse investimento deve estar adaptado a uma nova realidade e procurar servir melhor a população portuguesa bem como honrar compromissos internacionais.
O Exército deveria dispor da formação e material necessário para responder em situações de catástrofe (desastre natural, atentando terrorista, etc.). A Marinha deveria dispor de mais recursos para auxiliar as embarcações em águas nacionais bem como de recursos para efectuar um patrulhamento mais rigoroso da nossa costa (focando e aumentando a sua importância por exemplo no combate à imigração ilegal, tráfico de drogas e de outros produtos). A Força Aérea deveria dispor de mais recursos para patrulhar o território nacional focando-se em actividades como o combate aos incêndios, estudos ambientais, monitorização da costa, entre outras. Estes são apenas alguns dos exemplos que ilustram uma transição de umas Forças Armadas belicistas para umas Forças Armadas "humanitárias".
A nível internacional também esta transição seria na minha opinião benéfica. Compromissos internacionais focados no apoio às populações desenvolvendo actividades como construção de infra-estruturas básicas, transporte de mantimentos, manutenção da paz, educação e formação, etc. seriam sem dúvida bastante interessantes e potenciadores de futuras relações com os países e comunidades que Portugal ajudasse a desenvolver.
A Defesa, como qualquer outra área, deve existir para defender os interesses da população portuguesa servindo o país e auxiliando o seu desenvolvimento. É necessário investir nas Forças Armadas para que as mesmas possam evoluir e estar preparadas para o século XXI. Mas não é apenas a tecnologia que precisa de evoluir. A "mentalidade" das Forças Armadas como um todo necessita de evoluir. Só assim será possível potenciar todas as suas vantagens e fazer com que a população compreenda a sua importância e os seus benefícios na sua totalidade. Só assim será possível servir melhor Portugal e o mundo.
No meu entender, um avultado investimento nas Forças Armadas apenas faz sentido se alterarmos toda a sua dinâmica, modificando a sua organização, missões e campos de acção. Nesse sentido compreenderia melhor a sua importância para a população e o seu contributo para o desenvolvimento do país.
Portugal é um país pequeno e com recursos limitados. O mundo mudou bastante nos últimos anos. As nossas Forças Armadas não. E é isso que considero estar errado. Não temos recursos financeiros e humanos para sustentar um exército capaz de nos defender de uma guerra no seu sentido clássico e as perspectivas de uma guerra com tal significado ocorrer são ínfimas. Dispomos de aliados com um potencial bélico bastante elevado (NATO) e Portugal mantém relações internacionais bastante positivas com uma grande parte do globo fazendo parte de diversas organizações como a UE, ONU, CPLP, PALOP, etc. O meu raciocínio leva-me a acreditar que não teremos grandes vantagens reais em manter umas Forças Armadas com uma componente essencialmente belicista, devendo alterar a sua estrutura e organização para expandir missões de carácter humanitário e social que se realizam hoje em dia (como por exemplo o resgate de náufragos) bem como aumentar o leque dessa área.
O nosso Exército, a nossa Marinha e a nossa Força Aérea deveriam estar mais "concentradas" nas missões que são mais úteis para o país e para a população que servem e essas missões são as de carácter humanitário e social. É preciso uma alteração na mentalidade, na formação dos novos militares e no tipo de investimento realizado pelo ministério da Defesa. É importante investir na defesa porque é uma área essencial para o país. Mas esse investimento deve estar adaptado a uma nova realidade e procurar servir melhor a população portuguesa bem como honrar compromissos internacionais.
O Exército deveria dispor da formação e material necessário para responder em situações de catástrofe (desastre natural, atentando terrorista, etc.). A Marinha deveria dispor de mais recursos para auxiliar as embarcações em águas nacionais bem como de recursos para efectuar um patrulhamento mais rigoroso da nossa costa (focando e aumentando a sua importância por exemplo no combate à imigração ilegal, tráfico de drogas e de outros produtos). A Força Aérea deveria dispor de mais recursos para patrulhar o território nacional focando-se em actividades como o combate aos incêndios, estudos ambientais, monitorização da costa, entre outras. Estes são apenas alguns dos exemplos que ilustram uma transição de umas Forças Armadas belicistas para umas Forças Armadas "humanitárias".
A nível internacional também esta transição seria na minha opinião benéfica. Compromissos internacionais focados no apoio às populações desenvolvendo actividades como construção de infra-estruturas básicas, transporte de mantimentos, manutenção da paz, educação e formação, etc. seriam sem dúvida bastante interessantes e potenciadores de futuras relações com os países e comunidades que Portugal ajudasse a desenvolver.
A Defesa, como qualquer outra área, deve existir para defender os interesses da população portuguesa servindo o país e auxiliando o seu desenvolvimento. É necessário investir nas Forças Armadas para que as mesmas possam evoluir e estar preparadas para o século XXI. Mas não é apenas a tecnologia que precisa de evoluir. A "mentalidade" das Forças Armadas como um todo necessita de evoluir. Só assim será possível potenciar todas as suas vantagens e fazer com que a população compreenda a sua importância e os seus benefícios na sua totalidade. Só assim será possível servir melhor Portugal e o mundo.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Forças Armadas | Futuro?
Este artigo do Diário de Notícias despertou-me a atenção para um tema que frequentemente esqueço. As forças armadas e a Defesa.
Em primeiro lugar quero salientar que apesar de não considerar uma área tão importante como a saúde e a educação, considero essencial um país dispor de um bom sistema de forças armadas. Portugal tem importantes compromissos militares (como a NATO) e várias missões no estrangeiro. Além da defesa e da visibilidade internacional que nos podem proporcionar, as forças armadas têm uma utilidade bem mais abrangente e que, na minha opinião, nem sempre é bem explorada.
Missões humanitárias a nível internacional, defesa da ordem pública em situações extremas, auxílio em situações de catástrofe, apoio em operações de patrulhamento e fiscalização, entre outras. À "primeira vista" vejo o investimento em infra-estruturas e equipamentos militares como algo a evitar tendo em conta a necessidade de outros campos como a educação, saúde, protecção social, segurança interna, etc. Mas casos como o terramoto em Itália fazem-me recordar que o Exército não serve apenas para matar pessoas em prol de interesses muitas vezes duvidosos. E é aí que desperto para a necessidade de um forte e ágil investimento nesta área, não como "substituto" dos sectores descritos acima, mas como mais um que temos de observar e garantir o seu funcionamento, ou seja, "juntar à lista" de prioridades.
Que futuro pretendo eu para as forças armadas portuguesas?
Um investimento maciço vocacionado para um novo exército, uma nova marinha e uma nova força área. Uma redução do "espólio" militar mas um avanço significativo em termos de modernização e tecnologia. A título de exemplo, penso que seria melhor ter menos bases aéreas militares mas um melhor aproveitamento das mesmas e uma melhor conservação e manutenção da infra-estrutura e da zona envolvente.
Portugal é um país pequeno e com pouca população. Não será pelo número de militares, aviões, fragatas, etc. que se irá destacar. Mas como tenho em grande conta a inteligência do povo português penso que nos poderíamos destacar nos avanços tecnológicos ligados ao campo militar.
Pretendo um exército mais versátil capaz de defender o território nacional e de participar em operações em teatros militares internacionais mas também capaz de reagir em situações de catástrofe, quer seja em Portugal ou noutro país para o qual seja necessário o nosso contributo. Pretendo um exército cuja luta seja também construir infra-estrutras de base para populações afectadas por terramotos, cheias, incêndios, conflitos armados, etc. Porque para mim isso também é proteger a população.
Pretendo uma marinha capaz de vigiar a nossa costa em busca de tráfico humano, droga, tabaco, etc. Uma marinha capaz de auxiliar navios com problemas, sejam eles ataques de piratas, doença súbita a bordo, danos resultantes de um acidente, ou qualquer outro.
Pretendo uma força aérea capaz de vigiar o território nacional, capaz de fazer transportes urgentes para cenários de catástrofe, uma força aérea que auxilie o combate ao tráfico.
Bem sei que estas missões já estão incumbidas aos três ramos militares mas penso que esse tipo de missão não é valorizado nem é apoiado. É necessário investir numas forças armadas mais "pequenas" mas com uma tecnologia que lhes permita desempenhar as suas variadas funções e não apenas concentrar-se no poder de fogo. É preciso apostar na formação neste sector, é preciso educar a população para verem que as forças armadas não são algo distante mas algo próximo e sempre pronto a reagir em caso de necessidade. É preciso inovar e criar oportunidades de desenvolvimento e investigação nestas áreas. É preciso modernizar umas forças armadas que ainda se encontram no pré-25 de Abril, tanto em termos de equipamentos como em termos de imagem.
É urgente uma renovação das infra-estruturas, dos equipamentos , da imagem e dos objectivos pretendidos e das missões concedidas. Só assim se justificará o porquê da Defesa consumir uma boa percentagem do nosso orçamento. E esse porquê é o facto das forças armadas existirem para nos protegerem nos vários sentidos da palavra.
Para mim, este é o Exército, a Marinha e a Força Aérea do séc. XXI
Em primeiro lugar quero salientar que apesar de não considerar uma área tão importante como a saúde e a educação, considero essencial um país dispor de um bom sistema de forças armadas. Portugal tem importantes compromissos militares (como a NATO) e várias missões no estrangeiro. Além da defesa e da visibilidade internacional que nos podem proporcionar, as forças armadas têm uma utilidade bem mais abrangente e que, na minha opinião, nem sempre é bem explorada.
Missões humanitárias a nível internacional, defesa da ordem pública em situações extremas, auxílio em situações de catástrofe, apoio em operações de patrulhamento e fiscalização, entre outras. À "primeira vista" vejo o investimento em infra-estruturas e equipamentos militares como algo a evitar tendo em conta a necessidade de outros campos como a educação, saúde, protecção social, segurança interna, etc. Mas casos como o terramoto em Itália fazem-me recordar que o Exército não serve apenas para matar pessoas em prol de interesses muitas vezes duvidosos. E é aí que desperto para a necessidade de um forte e ágil investimento nesta área, não como "substituto" dos sectores descritos acima, mas como mais um que temos de observar e garantir o seu funcionamento, ou seja, "juntar à lista" de prioridades.
Que futuro pretendo eu para as forças armadas portuguesas?
Um investimento maciço vocacionado para um novo exército, uma nova marinha e uma nova força área. Uma redução do "espólio" militar mas um avanço significativo em termos de modernização e tecnologia. A título de exemplo, penso que seria melhor ter menos bases aéreas militares mas um melhor aproveitamento das mesmas e uma melhor conservação e manutenção da infra-estrutura e da zona envolvente.
Portugal é um país pequeno e com pouca população. Não será pelo número de militares, aviões, fragatas, etc. que se irá destacar. Mas como tenho em grande conta a inteligência do povo português penso que nos poderíamos destacar nos avanços tecnológicos ligados ao campo militar.
Pretendo um exército mais versátil capaz de defender o território nacional e de participar em operações em teatros militares internacionais mas também capaz de reagir em situações de catástrofe, quer seja em Portugal ou noutro país para o qual seja necessário o nosso contributo. Pretendo um exército cuja luta seja também construir infra-estrutras de base para populações afectadas por terramotos, cheias, incêndios, conflitos armados, etc. Porque para mim isso também é proteger a população.
Pretendo uma marinha capaz de vigiar a nossa costa em busca de tráfico humano, droga, tabaco, etc. Uma marinha capaz de auxiliar navios com problemas, sejam eles ataques de piratas, doença súbita a bordo, danos resultantes de um acidente, ou qualquer outro.
Pretendo uma força aérea capaz de vigiar o território nacional, capaz de fazer transportes urgentes para cenários de catástrofe, uma força aérea que auxilie o combate ao tráfico.
Bem sei que estas missões já estão incumbidas aos três ramos militares mas penso que esse tipo de missão não é valorizado nem é apoiado. É necessário investir numas forças armadas mais "pequenas" mas com uma tecnologia que lhes permita desempenhar as suas variadas funções e não apenas concentrar-se no poder de fogo. É preciso apostar na formação neste sector, é preciso educar a população para verem que as forças armadas não são algo distante mas algo próximo e sempre pronto a reagir em caso de necessidade. É preciso inovar e criar oportunidades de desenvolvimento e investigação nestas áreas. É preciso modernizar umas forças armadas que ainda se encontram no pré-25 de Abril, tanto em termos de equipamentos como em termos de imagem.
É urgente uma renovação das infra-estruturas, dos equipamentos , da imagem e dos objectivos pretendidos e das missões concedidas. Só assim se justificará o porquê da Defesa consumir uma boa percentagem do nosso orçamento. E esse porquê é o facto das forças armadas existirem para nos protegerem nos vários sentidos da palavra.
Para mim, este é o Exército, a Marinha e a Força Aérea do séc. XXI
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