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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

High Tech 2010

O século XXI será provavelmente conhecido como o século da informação e da tecnologia. A primeira década faz justiça a esse título e ao olharmos para o futuro verificamos que a tendência não é para abrandar, mas sim o oposto. O desenvolvimento e a evolução tecnológica vão acelerar cada vez mais. Pretendo com este post lançar um olhar sobre novos desenvolvimentos tecnológicos que irão dar que falar em 2010 e que nos levam a imaginar como será o futuro, futuro esse que se aproxima a passos largos e cujas alterações acompanham o ritmo da troca de informação, cada vez mais rápida.

A Sony e a Panasonic desenvolveram uma tecnologia que possibilita a expansão da capacidade de armazenamento do Blu-ray. A capacidade passa assim de 50GB por disco para 66,8GB. O Blu-ray é apontado como o sucessor do DVD e cada vez existem mais títulos disponíveis neste formato. De recordar que são estes os discos utilizados pela consola PlayStation 3 e que os leitores de Blu-ray estão a ficar cada vez mais acessíveis, "imitando" o fenómeno que provocou a substituição das cassetes VHS pelos DVD. Melhor qualidade de som e de imagem para filmes, jogos e muitos extras!

O revolucionário Twitter que transformou banalidades em assuntos importantes e que já permitiu divulgar informações extremamente úteis bem como analisar produtos e empresas tem também várias novidades agendadas. A Google e a Microsoft firmaram um acordo com o Twitter para puderem disponibilizar páginas deste serviço de microblogging nos seus resultados de buscas. Tudo isto em troca de 17,5 milhões de dólares anuais que segundo algumas análises, serão suficientes para cobrir os custos de manutenção desta rede social. Com vista a tornar o Twitter num negócio rentável está a ser desenvolvida a ferramenta "Contributors" que pretende saciar as necessidades das empresas nesta rede social, criando uma maior proximidade entre a empresa e o consumidor. "Contributors" está a ser testado por alguns parceiros numa primeira versão beta.

A Apple pretende inovar trazendo outro iGadget que se poderá tornar num fenómeno de vendas. Um "tudo em um" digital é aquilo que a equipa de Steve Jobs pretende trazer ao mercado. Um computador portátil pequeno (notebook) com ecrã táctil (smartphone), capaz de ler e-books (kindle?) e de revolucionar a App Store com a suas características (fim do iPhone?). Ainda não se sabe muito bem o que fará este novo produto da Apple mas as expectativas são muito altas e se conseguir corresponder às mesmas então terá tudo para vingar no mercado e para provocar uma verdadeira revolução. Uma das características inovadoras é o facto do ecrã se "moldar" à imagem (ao aparecer o teclado virtual podemos sentir as teclas, ou num mapa sentir os contornos das regiões).

As novidades da "maçã" não se ficam por aqui já que querem também revolucionar o futuro da música. Rumores (baseados na compra de uma empresa que fornecia música na web por parte da Apple) sugerem que Steve Jobs e companhia irão tentar criar uma jukebox ilimitada na internet. O futuro passaria não por termos os ficheiros de música armazenados no computador, iPod, telemóvel ou em qualquer outro local mas sim acedermos a uma imensa base de dados onde escolheríamos a música e a ouvíamos através da internet. Ao pagarmos uma assinatura mensal (e não a comprar individualmente cada música ou conjunto de músicas) teriamos acesso a uma infinidade de aúdio em tempo real a partir de qualquer dispositivo com ligação à internet.

Estas e outras inovações mais ou menos esperadas irão sem dúvida influenciar vários aspectos da nossa vida, desde a forma como comunicamos e interagimos uns com os outros até à forma como nos divertimos e encaramos o lazer, passando pela forma como ouvimos música ou como acedemos à informação.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Nobel da Paz para o Twitter

Mark Pfeifle (conselheiro de topo para a segurança nacional da antiga administração Bush) sugeriu num artigo de opinião que a rede social Twitter fosse nomeada para a atribuição do prémio Nobel da Paz. Pfeifle defende que o Twitter desempenha um papel com crescente importância na divulgação de crimes internacionais, conseguindo "romper" com a censura e criando ondas de solidariedade a nível mundial, ondas essas que se poderão reflectir numa defesa mais activa dos direitos humanos e numa promoção constante da paz mundial.

Um dos exemplos mencionados é a actual situação vivida no Irão. O Twitter permitiu aos jornalistas comunicarem as suas experiências e permitiu aos activistas denunciar todos os crimes cometidos pelo regime de Ahmadinejad, expondo a forte repressão de que estavam a ser alvo. O Twitter tornou-se num "megafone" para a causa iraniana e uniu o mundo em torno de um só objectivo. Esta divulgação e respectiva união mundial levou a que os líderes internacionais reagissem de uma forma mais vincada e se mostrassem eles próprios solidários com o povo iraniano, pondo em causa a legitimidade das eleições presidenciais disputadas em Junho deste ano.

A minha primeira reacção ao ler esta notícia foi de pensar que era absurdo atribuir o prémio Nobel da Paz a uma rede social. Mas de seguida tentei analisar a totalidade da situação e a minha opinião mudou. Conceder ao Twitter este prestigiado prémio não é premiar o Twitter em si. É premiar a tecnologia ao serviço da solidariedade. É premiar a Era da Informação. É premiar cada um de nós que faz parte desta grande "família" da internet e das redes sociais. É premiar a inovação ao serviço da paz. Através dos blogs podemos divulgar causas e apelar ao envolvimento directo ou indirecto (via web) na busca de soluções. Através do Twitter podemos acompanhar e "espalhar" informação relacionada com causas sociais. O Facebook tem até uma aplicação própria (Causes) para auxiliar organizações e associações que lutam por um mundo melhor, qualquer que seja a sua "vertente". E muitos mais exemplos. Porque não premiar toda esta comunidade, todo este esforço e todas estas ideias ao serviço do mundo como um todo? Quantos tweets foram produzidos acerca da causa iraniana? Quantos milhões de dólares já foram doados através da aplicação Causes do Facebook? Quantos eventos/acções de ONGs já foram divulgados através de blogs? Estas redes sociais contam com milhões de utilizadores, muitos deles preocupados com vários problemas globais e dispostos a encontrar uma solução, auxiliando a sua construção. Premiar o Twitter seria comprovar que efectivamente a ajuda pode estar à distância de um clique. E que qualquer pessoa com um computador e uma ligação à internet pode ajudar a mudar o mundo. Muitas vezes ouvimos falar do ciber-crime. A ciber-solidariedade existe e tem de ser promovida. A internet promove na maioria das vezes acções de ajuda indirecta no combate aos problemas. Mas pelo facto da ajuda ser indirecta não significa que não atinja resultados reais. A tecnologia mudou a forma do mundo e a solidariedade não "escapou" a esta mudança. Premiar o Twitter seria premiar a solidariedade do século XXI.

sábado, 30 de maio de 2009

Ciberguerra

O presidente Barack Obama decidiu criar um gabinete na Casa Branca responsável pela cibersegurança. Este gabinete é fruto de um relatório que o presidente pediu sobre o estado das defesas "online" dos EUA e encontra-se alinhado com a estratégia do Pentágono visto o mesmo estar a planear um comando militar inteiramente dedicado à ciberguerra.

O Público desenvolve esta notícia constatando que o novo gabinete ficará a cargo de um "ciber-czar" que terá como objectivo coordenar os esforços levados a cabo pelos vários organismos que dedicam parte dos seus recursos à cibersegurança. O relatório entregue a Obama terá apontado várias deficiências na resposta dos EUA a um ataque deste tipo e uma necessidade urgente de redobrar esforços. A preocupação de Obama tem sido crescente especialmente depois das suspeitas de ciber-espionagem por parte do governo de Pequim e após um pirata informático se ter conseguido infiltrar no sistema responsável pela rede eléctrica, ataque esse que não originou qualquer consequência.

Tal como qualquer outro campo/sector a defesa tem sofrido vários desenvolvimentos e apresentado a sua própria evolução. Bill Gates, Larry Page, Sergey Brin e companhia demonstraram que informação é poder. E cada vez mais o poder da informação suplanta o próprio poder bélico. Nenhum governo pode descurar a crescente importância da ciberguerra pois a mesma pode provocar efeitos tão nefastos como o lançamento maciço de bombas.

Tal como na guerra química é necessário construir defesas para a ciberguerra e preparar os organismos governamentais e a própria população para um cenário deste género. Actualmente é possível um míudo sediado numa garagem manipular o sistema de distribuição de água, o sistema de distribuição de electricidade, a gestão hospitalar, o tráfego aéreo, os movimentos bancários e bolsistas, estruturas políticas e militares, etc. É um novo tipo de guerra, com um novo tipo de inimigos e com um novo tipo de armamento. E pelo facto de um computador ligado à Internet não encerrar em si uma bomba nuclear, isso não significa que não possa ser tão ou mais letal para um país.

Num mundo globalizado tudo mudou e a guerra não fugiu a essa "regra". Quem pensar que a defesa de um Estado se faz somente com aviões, tanques e metralhadoras está ainda num cenário de guerra do século XX.

domingo, 17 de maio de 2009

Porquê?

Porquê começar um blog?

- Porque é giro
- Porque me disseram para o fazer
- Porque quero experimentar
- Porque o Carlos Santos me lançou um desafio e eu não gosto de ficar atrás :)
- Porque quero debater sobre tudo e sobre nada
- Porque quero agradar a quem me quiser ler

A todos os que por aqui passarem, desde já o meu agradecimento. Pretendo tornar este espaço, algo pessoal não só para mim, mas para todos. Um local onde todos poderão contribuir e dar a sua opinião. Um local onde todos podemos ensinar e aprender em simultâneo.