sábado, 30 de janeiro de 2010

Participação Cívica

A participação cívica é essencial para um bom funcionamento da sociedade e fulcral para que se consigam atingir padrões cada vez mais elevados de desenvolvimento social e humano. Todos nós temos direitos e consequentemente deveres. Todos nós temos poder para alterar um pouco o nosso mundo, a nossa aldeia, vila ou cidade. E esse poder vai também influenciar o nosso distrito, o nosso país e o mundo como um todo.

Temos o poder e temos a responsabilidade de mudar. Mudar de acordo com as nossas opiniões e fazendo aquilo que em consciência consideramos ser o melhor. O mais importante não é a ideologia em si mas a vontade de participar. Podemos discordar em quase tudo em relação a outra pessoa mas o objectivo deverá ser comum. O de lutar por algo melhor. Existem diversos instrumentos que devem ser valorizados como forma de aumentar e "melhorar" a participação cívica de todos nós. Isto depende do poder político mas também das populações. O esforço é conjunto bem como os benefícios.

O primeiro instrumento de participação cívica numa democracia é o voto, algo que infelizmente é cada vez mais desvalorizado. Cabe aos partidos políticos renovar a sua imagem e as suas atitudes para que possam alcançar a confiança de mais eleitores mas cabe também à sociedade civil procurar e "exigir" mais e melhor propaganda política, envolvendo-se na vida política de Portugal sem que para isso tenha de ser militante de partido algum ou ter o sentido de voto pré-definido. É urgente uma "renovação" partidária não no sentido de se continuarem a criar mais e mais partidos políticos mas sim alterar o paradigma em que baseiam a sua relação com as populações com vista a criar uma maior proximidade e cumplicidade.

Apesar da base da participação cívica se centrar no voto e na escolha democrática do nossos representantes é natural que este não seja o instrumento mais próximo das pessoas nem aquele que apele a uma maior união e coesão social da qual resultam benefícios para todos, independentemente da ideologia ou opinião sobre determinado tema. A participação cívica é feita também através do voluntariado. Existem ínumeras instituições em todos os concelhos do nosso país possibilitando-nos um trabalho gratificante numa área do nosso interesse e num raio de acção bastante semelhante à nossa realidade quotidiana. É extremamente gratificante e enriquecedor do ponto de vista pessoal e social dispensar um pouco do nosso tempo a auxiliar algo ou alguém que precisa do nosso apoio. Além do auxílio directo estamos também com esses actos a ganhar experiência sobre esse tema, algo que nos possibilita exercer os nossos direitos e deveres de uma forma muito mais consciente. Estas experiências podem por exemplo levar a exigências políticas que não existiriam se não estivessemos alertados para o problema e respectiva solução. Se cada um de nós der um pouco de si, será uma ajuda tremenda no presente e uma ajuda ainda maior para o desenvolvimento futuro de Portugal.

Outros instrumentos estão também a ser implantados de forma progressiva com vista a uma maior e melhor participação cívica. Porque são os nossos problemas e muitas vezes sabemos as soluções. Precisamos de mecanismos que nos permitam comunicar a detecção e resolução dos problemas que encontramos seja a nível local, nacional ou internacional. E acima de tudo precisamos de vontade e de sentido de responsabilidade. Devemos exigir um futuro melhor mas devemos também ajudar a construir esse futuro. Um exemplo de um mecanismo "recente" é a implantação e expansão dos orçamentos participativos. Estes orçamentos permitem que qualquer pessoa apresente projectos que considere serem úteis e benéficos, sendo realizada de seguida uma votação para encontrar o projecto "vencedor" e portanto a ser financiado. Considero o mecanismo em si como algo extraordinário. Dá-nos a possibilidade de moldar de uma forma bastante significativa a realidade à nossa volta e sem dúvida que incita à abertura de debates amplos e dos quais resultam excelentes ideias e iniciativas. Na minha opinião o sucesso destes orçamentos depende da vontade de quem tem a responsabilidade de gestão (por exemplo as câmaras municipais com o orçamento municipal) e da vontade dos seus participantes. Se existir uma abertura e um compromisso sério da parte do primeiro e uma vontade de participar e de agir de forma directa por parte do segundo, este mecanismo sem dúvida contribuirá para o desenvolvimento e coesão social, aproximando e reforçando as relações entre poder político e sociedade civil. O orçamento participativo, se for bem explorado, pode funcionar como o "pacto" que obriga ambas as partes a lutarem com o mesmo objectivo e a apoiarem-se mutuamente pois o sucesso de uma das partes está dependente do sucesso do todo.

Mais participação cívica traz benefícios económicos e sociais mas acima de tudo acorda-nos para algo que temos vindo a esquecer. Portugal é de todos e com o trabalho de todos beneficiaremos todos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sindicatos

O sindicalismo é algo que teve as suas origens na revolução industrial que se começou a desenvolver no século XVIII. Grandes números de trabalhadores detinham as mesmas necessidades e enfrentavam as mesmas dificuldades e problemas laborais. Como tal, começaram a unir-se e a criar associações que os protegessem e auxiliassem bem como exercendo pressões para que os seus patrões compreendessem as suas dificuldades.

Na minha opinião os sindicatos foram um elemento fundamental na luta pelos direitos dos trabalhadores, muitos deles sendo hoje reconhecidos como direitos fundamentais. As pessoas perceberam que unindo-se teriam uma força muito maior para lutar pelos seus direitos e objectivos. É a ideia também implícita na noção de sociedade. A união entre as pessoas trabalhando para o bem comum vai levar a uma concretização dos seus interesses individuais e essa soma de interesses individuais é o bem comum. Os sindicatos representaram uma visão, ou até mesmo uma revolução, tornando-se num instrumento essencial para o "avanço" da sociedade em termos de direitos e humanismo. Penso que a sua acção positiva ultrapassou o âmbito das colectividades de operários e trabalhadores.

Nos dias de hoje os sindicatos mantêm uma grande influência na esfera pública, política e económica. São capazes de condicionar decisões governamentais e de provocar mudanças sociais. Apesar de considerar os sindicatos uma peça fundamental para prosseguirem a contínua luta pelos direitos dos trabalhadores e de todos nós fico extremamente desapontado com o carácter extremamente politizado dos mesmos bem como com as suas crescentes preocupações individuais como sindicato em detrimento da preocupação com a classe que defendem. Um sindicalista é e deve ser livre de ter as suas opções e opiniões políticas mas não pode deixar que as mesmas interfiram no seu dever enquanto sindicalista. Da mesma forma que apelamos às mais variadas classes profissionais que cumpram a sua função na íntegra independentemente do contentamento/descontentamento com determinada política ou reforma que os afecte, também os sindicatos deveriam estar "imunes" ao poder político. Um sindicato serve para unir as pessoas e para defender os interesses da classe que representa independentemente das opções políticas dos seus associados e dirigentes. Se um sindicato for dominado de forma directa ou indirecta por determinado movimento ou partido político então é impossível que a sua actuação não seja afectada. Deixa de ser "realista" na forma como defende os seus associados, deixando de compreender os verdadeiros problemas e dificuldades e ficando portanto ao lado da solução que deveria ser apresentada. Da mesma forma que um sindicato deve ser imune ao poder político também não se deve deixar afectar pelo poder económico. É óbvio que os sindicatos necessitam de financiamento e que necessitem de profissionais remunerados mas o dinheiro não se deve tornar na questão dominante. A concentração do sindicato não deve estar focada em aumentar as suas "receitas" nem em encontrar novas formas de financiamento mas sim na luta pelos direitos dos trabalhadores. Os sindicatos devem ter um papel imparcial para que possam participar verdadeiramente nas negociações com o governo e patronato. Se algum destes dois (poder político ou poder económico) manipular ou controlar o sindicato então a negociação passa a chamar-se pressão e essa pressão já não defende de forma "pura" os interesses dos trabalhadores.

Considero o sindicalismo em si como algo com grande história e que já produziu resultados bastantes positivos do ponto de vista social. São algo de positivo e algo necessário na actualidade para que continuem a desempenhar o seu papel. Contudo, os sindicatos só são positivos quando defendem os interesses a que estão "destinados" defender porque nem o poder político nem o poder económico necessitam de mais "defensores".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Distribuição e redes eléctricas

A importância das energias renováveis é cada vez maior e Portugal é um exemplo desta tendência. Este sector tem um peso crescente no emprego e na riqueza produzida para além dos benefícios ambientais e outros benefícios económicos associados como a diminuição da importação de energia, algo que pesa bastante na nossa balança comercial.

Uma aposta no futuro baseada nas renováveis tem de compreender obrigatoriamente um novo sistema de distribuição eléctrica e respectiva modernização da rede. Este é um elemento fundamental para obtermos sucesso no nosso futuro energético. Está em curso um projecto que envolve 9 países da UE e 30 mil milhões de euros de investimento. Este projecto destina-se a construir uma rede de abastecimento eléctrico ao nível europeu baseado nas várias fontes de energia renovável já em operação. O facto da rede interligar a produção de vários países e de várias fontes (como a hídrica e a eólica) vai colmatar as oscilações na mesma, podendo um determinado país ou fonte compensar outro que esteja com uma produção abaixo do necessário.

Este é apenas um exemplo daquilo que será o futuro. O plano de estímulos de Obama comtempla verbas para modernizar o muito antiquado sistema de distribuição americano.

Um investimento numa nova rede de distribuição é essencial para que a mesma se adapte às realidades futuras. Uma rede que seja maioritariamente subterrânea para diminuir o risco de se danificar e quebrar a distribuição (por exemplo por condições atmosféricas adversas) bem como para diminuir os riscos para a segurança e saúde pública. Uma rede que esteja adaptada à microgeração, colocando os excedentes de um produtor a colmatar as necessidades de um consumidor. Uma rede inteligente que em caso de necessidade possa por exemplo canalizar a produção disponível para hospitais, esquadras da polícia, centros de protecção civil, etc. Uma rede que através da Internet se ligue às máquinas domésticas (máquina de lavar loiça, roupa, etc.) e lhes venda a energia quando a mesma não está a ser consumida na totalidade e portanto quando é mais barata, actualizando estes valores em tempo real. Uma rede com sistemas de monitorização mais avançados para se detectar de forma mais eficaz e precoce todas as avarias e anomalias existentes, entre outras coisas.

Este rede do futuro em conjunto com sistemas de armazenamento avançados tem o potencial de levar a eficiência energética a uma nova dimensão e reduzir a quantidade de energia que necessitamos bem como auxiliar as populações em caso de necessidade. O futuro da energia também passará certamente por aqui.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cancro - nova esperança

Os investigadores conseguiram recentemente descodificar os mapas genéticos de mais 2 tipos de cancro: pulmão e pele. Estes são aqueles cuja taxa de mortalidade é maior, revestindo-se esta descoberta de uma extrema importância.

Numa altura em que o Governo português se prepara para realizar "mexidas" nas unidades oncológicas, esta medida dá uma nova esperança a milhões de pessoas no mundo inteiro. O cancro é sem dúvida um problema do séc. XXI já que a tendência é para o número de casos aumentar por todo o globo. É preciso o nosso sistema de saúde adaptar-se às novas realidades e a modernização das unidades oncológicas bem como uma maior disseminação de campanhas de rastreio e sensbilização da opinião pública são urgentes. Os períodos de espera para cirurgias relacionadas com doentes oncológicos são ainda demasiado longos e tudo devemos fazer para os reduzir pois como se sabe, o sucesso dos tratamentos está em muito relacionado com o estado de desenvolvimento do cancro. É preciso garantir que os pacientes podem realizar os seus tratamentos não muito longe de casa mas teríamos vantagens em concentrar unidades oncológicas em determinadas unidades hospitalares para assegurar serviços especializados com tecnologia e equipamentos de ponta. O apoio à investigação nesta área deve aumentar de forma constante e contínua.

Espera-se que estas novas descobertas na luta contra o cancro venham a produzir melhores e mais eficazes medicamentos bem como aumentar a taxa de sucesso dos tratamentos. Este desenvolvimento eleva para 5 o número de cancros que se conhece o mapa genético. Outros 50 estão em estudo. Vários cientistas alegam que são estas as descobertas que podem vir a revolucionar a luta contra o cancro. Eu espero que eles tenham razão.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Teste de atenção

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Para quem não conhece este é um vídeo muito engraçado que nos mostra o que acontece quando estamos "excessivamente concentrados". Depois de fazermos o teste ficamos surpreendidos com aquilo que vemos e não vemos.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Crise Alimentar

A fome aliada à pobreza é um dos maiores flagelos da humanidade. Se há alguns séculos atrás este fenómeno era justificado pela elevada dependência face aos fenómenos meteorológicos ou pelo subdesenvolvimento geral das populações hoje em dia a realidade do século XXI é bem diferente.

Temos tecnologia e conhecimento para produzir de forma controlada uma grande variedade e quantidade de alimentos. Temos maneira de transportar de forma rápida e eficiente os produtos que produzimos para os locais onde vão ser consumidos. Conseguimos "contornar" a dependência face à Natureza e optimizar recursos levando a que seja possível produzir alimentos em locais que anteriormente não reuniam condições para tal. Muitos Estados já atingiram um elevado grau de desenvolvimento económico e social e temos o know-how para expandir esse bem-estar social. Porque razão existem nações inteiras a passar fome quando outras deitam toneladas por dia para o lixo? Porque razão existem pessoas a passar a fome em países desenvolvidos quando aquilo que os seus vizinhos desperdiçam era o suficiente para as alimentar?

Infelizmente apesar de dispormos de tecnologia e conhecimento não parecemos dispor da vontade de partilhar e de lutar para que ninguém passe fome. Não precisamos de ir para longe. Em Portugal existem cada vez mais pessoas que não têm dinheiro para comprar alimentos, algo comprovado pela velocidade crescente com que se esgotam os stocks do Banco Alimentar e de outras organizações que se dedicam a esta causa. O mesmo se passa sensivelmente por toda a UE. E é nesta mesma UE que todos os anos milhares de toneladas dos mais variados produtos são deitados para o lixo por excederem as quotas ou por não terem as medidas ideais para serem vendidos ao público. O desperdício continua nas cadeias de supermercados que todos os dias deitam também toneladas de produtos alimentares para o lixo pois o prazo de validade das mesmas expirou. Infelizmente o desperdício não acaba aqui mas sim nas nossas casas onde milhares de pessoas não consomem aquilo que compram e acabam por deitar milhares de alimentos fora.

Não se trata de uma questão de não existir terra arável suficiente para produzir alimentos para todos nós. Não se trata de uma questão de os países desenvolvidos não terem dinheiro suficiente para doar alimentos suficientes para os países em desenvolvimento. Trata-se simplesmente de desperdício. Desperdício inútil e cujo combate iria saciar uma necessidade básica a milhões de pessoas. E esse desperdício tem de ser combatido em todas as vertentes. É claro que temos de tentar resolver a fome "de fundo" a nível mundial com medidas de apoio ao desenvolvimento agrícola nos países pobres, entre muitas outras. Mas temos de olhar para o desperdício produzido como algo bastante negativo do ponto de vista económico, ambiental e acima de tudo social. Algo que tem de ser combatido eficazmente e que será extremamente importante no combate à fome, pobreza e exclusão social. Têm de ser criados mecanismos que evitem o desperdício dos alimentos produzidos em excesso na UE (doação para países fora da UE por exemplo). Para mim é inaceitável a UE por exemplo deitar arroz fora e de seguida informar que vai doar não sei quantos milhões de euros para comprar arroz para determinado país ou região. Os retalhistas deveriam ser obrigados a doar os alimentos que actualmente deitam fora a instituições da sua área. Esses alimentos por terem terminado o prazo de validade não podem ser vendidos ao público em geral mas tendo em conta que estes produtos são desperdiçados diariamente, que o limite de validade tem uma margem de segurança e que as necessidades das instituições são diárias (fazendo com os alimentos fossem consumidos rapidamente) penso que faz todo o sentido doar estes alimentos. Por fim o combate aos desperdícios tem também que ter lugar na casa de cada um de nós, nas escolas, nas empresas, nas cadeias hoteleiras, na restauração e em todo o lado. Só devemos comprar aquilo que realmente vamos consumir, devemos aproveitar os "restos" que com um pouco de imaginação servem muitas vezes para outra deliciosa refeição. Se temos algo em excesso porque não dar um vizinho ou a alguém que sabemos que necessita? Porque não utilizar determinados desperdícios alimentares para produzir adubo orgânico que vamos utilizar ou simplesmente doar à horta comunitária da nossa área de residência?

Estas acções consertadas teriam um impacto enorme na redução da fome além dos benefícios económicos e ambientais associados. Um dos elos desta "cadeia" depende directamente de nós e temos força para pressionar os outros dois. É urgente combater esta verdadeira crise alimentar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

High Tech 2010

O século XXI será provavelmente conhecido como o século da informação e da tecnologia. A primeira década faz justiça a esse título e ao olharmos para o futuro verificamos que a tendência não é para abrandar, mas sim o oposto. O desenvolvimento e a evolução tecnológica vão acelerar cada vez mais. Pretendo com este post lançar um olhar sobre novos desenvolvimentos tecnológicos que irão dar que falar em 2010 e que nos levam a imaginar como será o futuro, futuro esse que se aproxima a passos largos e cujas alterações acompanham o ritmo da troca de informação, cada vez mais rápida.

A Sony e a Panasonic desenvolveram uma tecnologia que possibilita a expansão da capacidade de armazenamento do Blu-ray. A capacidade passa assim de 50GB por disco para 66,8GB. O Blu-ray é apontado como o sucessor do DVD e cada vez existem mais títulos disponíveis neste formato. De recordar que são estes os discos utilizados pela consola PlayStation 3 e que os leitores de Blu-ray estão a ficar cada vez mais acessíveis, "imitando" o fenómeno que provocou a substituição das cassetes VHS pelos DVD. Melhor qualidade de som e de imagem para filmes, jogos e muitos extras!

O revolucionário Twitter que transformou banalidades em assuntos importantes e que já permitiu divulgar informações extremamente úteis bem como analisar produtos e empresas tem também várias novidades agendadas. A Google e a Microsoft firmaram um acordo com o Twitter para puderem disponibilizar páginas deste serviço de microblogging nos seus resultados de buscas. Tudo isto em troca de 17,5 milhões de dólares anuais que segundo algumas análises, serão suficientes para cobrir os custos de manutenção desta rede social. Com vista a tornar o Twitter num negócio rentável está a ser desenvolvida a ferramenta "Contributors" que pretende saciar as necessidades das empresas nesta rede social, criando uma maior proximidade entre a empresa e o consumidor. "Contributors" está a ser testado por alguns parceiros numa primeira versão beta.

A Apple pretende inovar trazendo outro iGadget que se poderá tornar num fenómeno de vendas. Um "tudo em um" digital é aquilo que a equipa de Steve Jobs pretende trazer ao mercado. Um computador portátil pequeno (notebook) com ecrã táctil (smartphone), capaz de ler e-books (kindle?) e de revolucionar a App Store com a suas características (fim do iPhone?). Ainda não se sabe muito bem o que fará este novo produto da Apple mas as expectativas são muito altas e se conseguir corresponder às mesmas então terá tudo para vingar no mercado e para provocar uma verdadeira revolução. Uma das características inovadoras é o facto do ecrã se "moldar" à imagem (ao aparecer o teclado virtual podemos sentir as teclas, ou num mapa sentir os contornos das regiões).

As novidades da "maçã" não se ficam por aqui já que querem também revolucionar o futuro da música. Rumores (baseados na compra de uma empresa que fornecia música na web por parte da Apple) sugerem que Steve Jobs e companhia irão tentar criar uma jukebox ilimitada na internet. O futuro passaria não por termos os ficheiros de música armazenados no computador, iPod, telemóvel ou em qualquer outro local mas sim acedermos a uma imensa base de dados onde escolheríamos a música e a ouvíamos através da internet. Ao pagarmos uma assinatura mensal (e não a comprar individualmente cada música ou conjunto de músicas) teriamos acesso a uma infinidade de aúdio em tempo real a partir de qualquer dispositivo com ligação à internet.

Estas e outras inovações mais ou menos esperadas irão sem dúvida influenciar vários aspectos da nossa vida, desde a forma como comunicamos e interagimos uns com os outros até à forma como nos divertimos e encaramos o lazer, passando pela forma como ouvimos música ou como acedemos à informação.

Nova aventura!

É com muita honra que aceitei o convite da equipa do Costa Rochosa para integrar o "plantel". Espero contribuir com as minhas opiniões num espaço tão nobre da discussão salutar. Alguns posts serão comuns e aqueles que não o forem, irei sempre indicar o link aqui.

Convido todos a juntarem-se ao debate não só aqui como também nesta nova casa que é de todos nós!

O comboio ecológico

O transporte ferroviário é sem dúvida aquele cuja pegada de carbono é menor devendo ser olhado como um excelente meio de transporte a desenvolver no futuro. Seja no transporte de passageiros ou de mercadorias, seja nas linhas urbanas, sub-urbanas ou de longo curso, o comboio apresenta-se cada vez mais como uma solução eficaz para ligar não só os vários pontos da cidade mas também as cidades umas às outras.

Se olharmos para os diferentes tipos de transporte ferroviário como o eléctrico, o metro, o comboio "em si" ou o TGV verificamos que a sua versatilidade é enorme pois é capaz de se adaptar a um vasto leque de necessidades e aplicações. Além de ser o meio de transporte com maior eficiência energética por passageiro, bem como o facto de a electricidade consumida poder ser produzida a 100% por fontes renováveis o comboio poderá apresentar no futuro outra "vantagem" ecológica.

Um consórcio entre empresas, institutos e o próprio Estado está a criar bancos ferroviários sustentáveis. O objectivo da investigação é minimizar o impacto ambiental da montagem de comboios, alterando alguns dos componentes incluídos nos bancos bem como servir de base de know-how para projectos futuros. Um destes componentes é a cortiça (a Corticeira Amorim faz parte do consórcio), algo que para mim ilustra o facto de podermos somar múltiplos benefícios com a protecção ambiental. A cortiça é um produto ecologicamente sustentável pois além de ser natural, favorece a plantação de árvores autóctones e funciona como um "sumidouro" de carbono. É fascinante como se descobrem cada vez mais aplicações para um produto tão simples e antigo (a cortiça é actualmente utilizada na fuselagem dos foguetões por exemplo) e Portugal tem muito a beneficiar com a expansão da mesma. Além dos benefícios ambientais, Portugal como o maior exportador mundial de cortiça colheria grandes benefícios económicos e sociais. A indústria da cortiça move vários milhões por ano e assegura uma quantidade extremamente razoável de postos de trabalho, estando também fortemente ligada ao sector da investigação e tecnologia, outra área essencial para o futuro do nosso país e onde se tem visto um aumento extraordinário do investimento tanto público como privado.

Este é apenas um exemplo de que com um pouco de imaginação e vontade somos capazes de criar soluções ambientalmente responsáveis enquanto estimulamos o futuro da nossa economia e geramos novos empregos e oportunidades.

domingo, 3 de janeiro de 2010

África - A corrupção como um entrave ao desenvolvimento

O continente africano tem, infelizmente, séculos de histórias tristes para contar. Desde o tempo dos Descobrimentos e respectiva escravatura dos nativos africanos, à forma como eram tratados já depois da abolição da escravatura por parte dos países colonizadores até aos dias hoje, África tem um sem fim de problemas associados à exploração de todo um povo para benefício de uns quantos.

A realidade actual não é muito diferente e quando pensamos em corrupção e ditadores vem-nos logo à cabeça uma mão cheia de chefes de estado africanos. Desde Robert Mugabe no Zimbabwe, Qaddafi na Líbia, Museveni no Uganda até ao próprio José Eduardo dos Santos em Angola, entre tantos outros. O número de ditadores (de forma mais ou menos dissimulada) em África corresponderá quase ao número total de países. A pobreza e a miséria são o "prato do dia" num continente com riquezas enormes.

São estes ditadores inumanos aliados a um total alheamento real por parte dos estados ditos desenvolvidos que impedem o desenvolvimento do continente africano. Homens que governam países onde todos os dias morrem milhares de pessoas à fome enquanto os mesmos estão nas suas luxuosas moradias ou viajam nos seus jactos particulares. Chefes de estado que não têm vergonha das disparidades que existem no seu território. Que não têm o mínimo remorso em explorar os seus compatriotas. Que preferem comprar armas a comprar pão.

Enquanto estes chefes de estado governarem é impossível combater a pobreza de uma forma verdadeiramente eficaz. É impossível alcançar a paz. É impossível lutar pela igualdade de direitos, pelo acesso à educação, etc. Quando alguém que governa não se preocupa minimamente com os problemas dos governados como é que é possível resolver os mesmos? Enquanto esta for a realidade de África o verdadeiro desenvolvimento humano vai continuar a ser nulo ou muito ténue. Porque mesmo que um país cresça economicamente é preciso ver o que melhorou na vida das pessoas. Não é somente para o PIB que devemos olhar, especialmente nestes países. Mais importante que ver estatísticas sobre o crescimento económico dos países africanos é ver o que pode ser feito para os desenvolver verdadeiramente e não para continuarem numa longa e sem fim exploração, seja por parte de estrangeiros seja pelos seus "compatriotas".

Enquanto existir este tipo de corrupção (se é que a isto se pode chamar corrupção) em África não vão existir planos que sucedam verdadeiramente. Os países ricos podem continuar a mandar milhares de milhões todos os anos em ajuda humanitária que a vida real dos povos africanos pouco ou nada vai melhorar. Podemos todos continuar a doar a organizações não-governamentais que tentam aliviar alguns problemas mas nunca os vão conseguir resolver. Podemos fazer apelos, aplicar sanções económicas e muitas outras coisas mas África vai continuar a ser África tal como a conhecemos. Estima-se que nos últimos 50 anos África tenha recebido 2,3 biliões de dólares em ajudas e que no mínimo 60% desse dinheiro tenha sido desviado pelas elites corruptas. Podemos continuar a enviar "peixes" para África mas se nunca os ensinarmos a "pescar" tudo o que conseguimos é ir adiando o problema. E as elites corruptas de África não parecem querer que os seus povos aprendam a pescar.

Infelizmente é esta fonte "inesgotável" de riqueza do continente africano que nas mãos de uns quantos homens se tem transformado numa verdadeira fonte de pesadelos para cerca de mil milhões de pessoas.

A crescente influência chinesa em África

Num mundo com contornos cada vez mais diferentes daqueles a que estávamos habituados uma coisa é certa. A geopolítica mundial está e continuará a sofrer alterações cada vez mais profundas.

Um exemplo bem vivo desta tendência é o crescente investimento chinês em África. Uma das formas mais eficazes de expandir a influência real de um determinado Estado de uma forma globalizada não é através da conquista territorial como em séculos passados. É através do investimento económico que se consegue esse "poder". África é um continente extremamente rico e o seu papel nas decisões globais irá seguramente aumentar à medida que se desenvolve e que a cobiça pelos seus recursos aumenta devido à crescente escassez dos mesmos. Veja-se o caso recente da África do Sul que se encontra no restrito grupo de países com quem Obama negociou directamente e firmou o acordo de Copenhaga (EUA, China, Índia, Brasil e África do Sul). Veja-se o crescimento económico de Angola, entre tantos outros exemplos. É caso para dizer que África é um investimento rentável não só do ponto de vista económico mas também geopolítico.

A China está bem ciente desta realidade e aproveita um momento em que a recessão dos países desenvolvidos contrasta com o seu enorme crescimento económico para potenciar e maximizar a sua influência naquele continente e, consequentemente, a sua influência global. Em 2008 China e África protagonizaram trocas comerciais no valor de 74 mil milhões de euros algo que certamente será superado em 2009 e com uma forte tendência de crescimento no próximos anos. Os bancos chineses respondem à forte procura de crédito deste continente especialmente numa altura de crise em que os governos são fortemente afectados pela descida de matérias-primas como o petróleo. Em Angola já existem mais de 50 grupos chineses a operar e a força de trabalho chinesa neste país é superior a 50.000 trabalhadores. Multiplicam-se as linhas de crédito, a aquisição de capitais dos bancos nacionais e concursos de financiamento ganhos por bancos chineses a operar em África.

Apesar dos impactos que já estão a ser sentidos com esta táctica "impiedosa" por parte dos bancos chineses será no longo prazo que estas operações irão dar os seus "frutos". A China está a "comprar" África e com essa aquisição está também a comprar um papel cada vez mais destacado na sua influência global.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

YouGame ou GameTube?

Corre a notícia de que o YouTube irá brevemente lançar-se numa nova aventura. A da partilha de jogos online de forma tão simplificada quanto fez com os vídeos.

O Youtube foi considerado pela revista Time a maior invenção do ano em 2006. Tal deve-se ao facto de ter banalizado a partilha de vídeos por pessoas de todo o mundo. Esta é uma das muitas revoluções que se comparam ao fenómeno da própria Internet. Na minha opinião o Youtube tem um papel chave na sensibilização para os mais diversos temas e permite unir pessoas de todo o mundo, tudo à distância de um clique. Permitiu criar um movimento mundial em torno da eleição de Obama, permitiu que todo o mundo assistisse a massacres pressionando os governos a cooperarem, permitiu sensibilizar milhões de pessoas para causas como os direitos dos animais, as alterações climáticas, entre tantas outras. Permitiu difundir talentos como Susan Boyle e criar verdadeiras estrelas como aquela "avózinha" americana que ensinava como cozinhar nos tempos da Grande Depressão para que as pessoas pudessem poupar dinheiro neste tempo de crise. O Youtube permite rir e chorar, fomenta o convívio e a multiculturalidade bem como a troca de informação contribuindo para aumentar o capital humano de uma forma generalizada. Apesar dos aspectivos de negativos que também tem, penso que o saldo é extremamente positivo e que a humanidade como um todo saiu a ganhar. Qualquer indivíduo pode expandir as suas opiniões e trocar ideias de uma forma directa, simples e praticamente sem custos.

Caso a Google decida investir nesta nova área penso que terá o potencial de criar outra revolução. A ideia é que as pessoas possam fazer anotações aos seus vídeos (como fazem agora) mas em forma de jogos online interactivos. Esta aplicação permitirá a qualquer pessoa criar jogos online baseados nos seus vídeos ou em sequências dos mesmos. No fundo penso que esta inovação poderá potenciar e maximizar todos os benefícios que referi acima. Irá aumentar o grau de vivência e interacção, aumentando e enriquecendo a nossa experiência fruto da utilização do YouTube.

Depois do Broadcast Yourself o que se seguirá?

Plano de Saúde de Obama

Este vídeo disponibilizado pela Casa Branca resume muito bem o "sistema de saúde" que Obama propôs e tem lutado por fazer aprovar. E faz-nos ver que apesar de nos queixarmos de ínumeras situações no nosso país também a "terra das oportunidades" tem as suas grandes fraquezas.


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