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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cancro - nova esperança

Os investigadores conseguiram recentemente descodificar os mapas genéticos de mais 2 tipos de cancro: pulmão e pele. Estes são aqueles cuja taxa de mortalidade é maior, revestindo-se esta descoberta de uma extrema importância.

Numa altura em que o Governo português se prepara para realizar "mexidas" nas unidades oncológicas, esta medida dá uma nova esperança a milhões de pessoas no mundo inteiro. O cancro é sem dúvida um problema do séc. XXI já que a tendência é para o número de casos aumentar por todo o globo. É preciso o nosso sistema de saúde adaptar-se às novas realidades e a modernização das unidades oncológicas bem como uma maior disseminação de campanhas de rastreio e sensbilização da opinião pública são urgentes. Os períodos de espera para cirurgias relacionadas com doentes oncológicos são ainda demasiado longos e tudo devemos fazer para os reduzir pois como se sabe, o sucesso dos tratamentos está em muito relacionado com o estado de desenvolvimento do cancro. É preciso garantir que os pacientes podem realizar os seus tratamentos não muito longe de casa mas teríamos vantagens em concentrar unidades oncológicas em determinadas unidades hospitalares para assegurar serviços especializados com tecnologia e equipamentos de ponta. O apoio à investigação nesta área deve aumentar de forma constante e contínua.

Espera-se que estas novas descobertas na luta contra o cancro venham a produzir melhores e mais eficazes medicamentos bem como aumentar a taxa de sucesso dos tratamentos. Este desenvolvimento eleva para 5 o número de cancros que se conhece o mapa genético. Outros 50 estão em estudo. Vários cientistas alegam que são estas as descobertas que podem vir a revolucionar a luta contra o cancro. Eu espero que eles tenham razão.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ciência | Cancro | Esperança

Com este post inauguro o tema da ciência no pensamento alinhado. A revista "Public Library of Science" publicou um estudo de uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) sobre avanços no combate ao cancro. Esta bela novidade foi me dada pelo Público.

Esta equipa terá criado adenovírus que são capazes de combater o cancro sem efeitos secundários. Estes vírus são já utilizados há algum tempo para destruir as células cancerígenas mas têm fortes efeitos secundários já que esse mesmo vírus se multiplica também nas células saudáveis.

Através de manipulação genética os investigadores de Oxford conseguiram com que o adenovírus se consiga multiplicar somente em células cancerígenas, ou seja, apenas combata as células pretendidas pelos tratamentos. Os testes foram realizados em ratos e abrem novas portas e uma renovada esperança a todos aqueles que sofrem de cancro e mesmo de outras patologias.

Len Seymour (professor e investigador principal do grupo de Oxford) emitiu um comunicado relatando que esta experiência abre um enorme leque de possbilidades nas terapêuticas que utilizem vírus. A "chave" deste processo é manipular o código genético dos vírus para que estes somente se repliquem nas células pretendidas. Segundo Seymour avanços nesta área poderiam ajudar no combate a um leque mais ampliado de doenças e não apenas o cancro.

Para que estes adenovírus sejam adaptados a humanos serão necessários dois anos de investigação sendo que somente no final desse período de tempo é que será possível começar os testes na espécie humana e comprovar a eficácia destes novos vírus.

Pessoalmente aguardo com expectativa e esperança os resultados desta investigação para que se possa solucionar um problema que afecta milhões de pessoas em todo o mundo e que se está a tornar cada vez mais comum. Uma palavra também de apoio e reconhecimento a esta magnífica equipa de Oxford e a todas as outras que dedicam a suas carreiras a procurar intensivamente curas para alguns dos problemas da Humanidade.