Este post do Carlos Santos levou-me a reflectir sobre a relação que existe entre as tecnologias ligadas ao ambiente e o seu potencial como instrumentos de combate à pobreza, melhoria da qualidade de vida e inclusão social. Todos nós conhecemos os benefícios que as energias renováveis nos oferecem em matéria de ambiente. O mesmo para tecnologias como a captação de água, carro eléctrico, construção sustentável, etc. Contudo é comum esquecermo-nos dos benefícios sociais das tecnologias "verdes", sobretudo o seu potencial para melhorar a qualidade de vida das camadas sociais com menos recursos. Para além do imperativo ambiental e económico, sem dúvida que encontramos aqui outro forte motivo para investir nesta área, investindo assim num futuro mais justo socialmente.
Programas que ofereçam ou possibilitem a aquisição de painéis solares térmicos e fotovoltaicos a pessoas com menores recursos económicos (e que sem auxilio do governo central ou local não teriam dinheiro para o investimento inicial) levam a uma redução ou anulação da factura do gás e da electricidade. Ora, visto as despesas diminuírem existe efectivamente um maior rendimento disponível mensalmente. Seja este dinheiro extra investido em alimentação, vestuário, educação, etc. e estamos a contribuir para um futuro melhor para essas pessoas. Estamos a contribuir para a sua inclusão social, fomentando assim também a competitividade do país. Um programa deste género poderá substituir ou complementar instrumentos como o microcrédito e sem dúvida será bem mais proveitoso para todas as partes que a atribuição de um subsídio por si só.
Tecnologias de captação de água em conjunto com energias renováveis são capazes de fornecer água e electricidade a populações pobres sem acesso a estas duas necessidades básicas. Permitem também que se inicie a produção de alimentos (através da agricultura e pecuária), lançando assim as "bases" para que essa população evolua positivamente e se vá afastando degrau a degrau do mundo da pobreza e da miséria. Permitiria aos países desenvolvidos que forneceriam gratuitamente as tecnologias ou a um custo baixo (com pagamentos por exemplo quando a agricultura e pecuária já estivessem num elevado nível de maturação) desenvolver as suas indústrias ligadas ao ambiente, protegendo assim milhões de postos de trabalho e promovendo a sua expansão e investigação. As necessidades iniciais daquelas populações iriam gerar emprego para os países desenvolvidos. Com benefícios para ambas as partes, poderia nascer assim uma relação saudável que estimulava a economia dos países desenvolvidos enquanto libertava das malhas da pobreza os países em desenvolvimento.
Programas que incentivem a compra de carros eléctricos, tornando-os economicamente "apetecíveis" poderiam ter efeitos muito positivos na nossa sociedade. Imagine-se programas que apoiem a compra de veículos eléctricos para organizações sem fins lucrativos. Com a poupança verificada no combustível, essas organizações teriam mais dinheiro para desenvolver a sua missão. Ao fomentarmos a compra de carros eléctricos estaríamos a contribuir para a defesa dos direitos humanos, direitos dos animais, protecção de sem-abrigo, protecção a desempregados, protecção de menores, prática de desporto e hábitos saudáveis, apoio à terceira idade, combate à pobreza e exclusão social, protecção do ambiente e tudo aquilo que qualquer associação ou organização desenvolva.
No fundo estaríamos a contribuir para um mundo melhor. Este post pretende provar que com vontade e um pouco de imaginação é possível aliar as energias renováveis a uma perspectiva social ampla e justa. Penso que este tipo de exemplos seria o suficiente para apostar nestas tecnologias mas existe também o imperativo económico e ambiental. As tecnologias "verdes" estão provadas como sendo um motor ambiental e económico mas o seu papel social é de enorme importância e a sua influência poderá no futuro ser comprada a outros instrumentos inovadores fruto da vontade de fazer a diferença e de deixarmos o mundo um pouco melhor do que como o encontrámos.
domingo, 2 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Saúde - Investimentos
Visto dar primazia a um sistema público de saúde em detrimento de um privado, é natural considerar que a nossa saúde deve ser alvo de fortes investimentos por parte do estado, consumindo uma grande parte do orçamento. Esses investimentos comportam o pré-hospitalar, os cuidados especializados e gerais, infra-estruturas, situações de catástrofe, etc. Os investimentos necessários no âmbito de pessoas com deficiências físicas ou motoras será tratado num post com tema próprio, post esse incluído nesta "série" da Saúde.
Seguem os investimentos que considero serem necessários:
1) Levantamento do grau de qualidade dos serviços e de conservação das infra-estruturas de todos os hospitais, centros de saúde, etc. do país.
2) Levantamento das principais necessidades ao nível de recursos humanos e materiais tanto para a saúde em geral (por exemplo necessidade de mais médicos de família) como para as especialidades (por exemplo a construção de uma unidade oncológica).
3) Após o levantamento produzir alterações em todas as unidades de saúde do país num período de 10-15 anos, dividindo os investimentos consoante a prioridade, ou seja, começando com as unidades mais críticas e seguindo para aquelas cuja intervenção seria de menor dimensão e/ou importância.
4) As alterações deveriam considerar determinados aspectos como a independência energética dessas unidades, a adaptação às necessidades apontadas pelo levantamento realizado anteriormente, uma construção moderna (e não o aproveitamento de antigas infra-estruturas que não assegurem a totalidade das necessidades) bem como os seus equipamentos e uma inclusão de espaços de investigação e de estudo, adequando a sua dimensão à própria dimensão da unidade de saúde.
5) Criação de um Plano Nacional de Melhorias nos Centros de Saúde. Este plano teria como objectivo reduzir a dependência de unidades centrais, descongestionando as urgências dessas unidades. O plano contemplaria um alargamento do horário do centro de saúde e essencialmente um alargamento das suas competências e serviços (por exemplo a instalação de uma unidade de raio-X em todos os centros de saúde evitaria que muitas pessoas se dirigissem às urgências de um hospital somente por suspeitarem de uma pequena fractura). Uma vez mais, as medidas a tomar em cada centro de saúde seriam baseadas nos relatórios do levantamento realizado.
6) Criação de "Espaços de Catástrofe" a nível distrital. Estes espaços seriam terrenos com o objectivo de poderem receber um forte dispositivo hospitalar móvel em caso de catástrofe, estando em articulação com as unidades de saúde desse mesmo distrito.
7) Multiplicação de cirurgias, tratamentos e diagnósticos com especial enfoque para as doenças mais graves, reduzindo o tempo de espera. Esta multiplicação teria de ser assegurada com o investimento realizado na alteração da unidade de saúde e seria "apoiada" pelo levantamento.
8) Criação de um Plano Nacional de Adaptação às Doenças Raras. Este plano iria incluir a criação de estudos mais completos sobre a realidade das doenças raras em Portugal (número de doenças, número de afectados, problemas do dia-a-dia, tratamentos que permitam a cura ou atenuar os efeitos dessas doenças, etc.) bem como o seu tratamento. Provavelmente este plano poderia até resultar na criação de um (ou mais) hospitais somente especializados em doenças raras, desde o seu diagnóstico até ao seu tratamento. A segunda parte do plano seria a de adaptar melhor o nosso país às dificuldades dessas mesmas pessoas (por exemplo as pessoas que necessitam de utilizar uma cadeira de rodas têm dificuldade em mover-se sem ajuda. A criação de rampas vem atenuar essa dificuldade).
Estes investimentos propostos não serão certamente os únicos necessários e além do investimento é necessário todo um processo extremamente bem elaborado para conseguir concretizar os objectivos propostos. A saúde é uma área bastante vasta e complexa, onde desde o primeiro tijolo do hospital até ao computador do médico é necessário um conhecimento extraordinário para conseguir com que as políticas resultem. Apesar dos investimentos propostos serem bastante simples e de representarem somente o primeiro passo numa longa caminhada, estão no meu entender, a promover uma melhor saúde para todos nós, sem excepções. E esse deverá ser sempre o objectivo das políticas de saúde, independentemente da nossa visão de como atingir esse objectivo. O de servir mais e melhor.
Seguem os investimentos que considero serem necessários:
1) Levantamento do grau de qualidade dos serviços e de conservação das infra-estruturas de todos os hospitais, centros de saúde, etc. do país.
2) Levantamento das principais necessidades ao nível de recursos humanos e materiais tanto para a saúde em geral (por exemplo necessidade de mais médicos de família) como para as especialidades (por exemplo a construção de uma unidade oncológica).
3) Após o levantamento produzir alterações em todas as unidades de saúde do país num período de 10-15 anos, dividindo os investimentos consoante a prioridade, ou seja, começando com as unidades mais críticas e seguindo para aquelas cuja intervenção seria de menor dimensão e/ou importância.
4) As alterações deveriam considerar determinados aspectos como a independência energética dessas unidades, a adaptação às necessidades apontadas pelo levantamento realizado anteriormente, uma construção moderna (e não o aproveitamento de antigas infra-estruturas que não assegurem a totalidade das necessidades) bem como os seus equipamentos e uma inclusão de espaços de investigação e de estudo, adequando a sua dimensão à própria dimensão da unidade de saúde.
5) Criação de um Plano Nacional de Melhorias nos Centros de Saúde. Este plano teria como objectivo reduzir a dependência de unidades centrais, descongestionando as urgências dessas unidades. O plano contemplaria um alargamento do horário do centro de saúde e essencialmente um alargamento das suas competências e serviços (por exemplo a instalação de uma unidade de raio-X em todos os centros de saúde evitaria que muitas pessoas se dirigissem às urgências de um hospital somente por suspeitarem de uma pequena fractura). Uma vez mais, as medidas a tomar em cada centro de saúde seriam baseadas nos relatórios do levantamento realizado.
6) Criação de "Espaços de Catástrofe" a nível distrital. Estes espaços seriam terrenos com o objectivo de poderem receber um forte dispositivo hospitalar móvel em caso de catástrofe, estando em articulação com as unidades de saúde desse mesmo distrito.
7) Multiplicação de cirurgias, tratamentos e diagnósticos com especial enfoque para as doenças mais graves, reduzindo o tempo de espera. Esta multiplicação teria de ser assegurada com o investimento realizado na alteração da unidade de saúde e seria "apoiada" pelo levantamento.
8) Criação de um Plano Nacional de Adaptação às Doenças Raras. Este plano iria incluir a criação de estudos mais completos sobre a realidade das doenças raras em Portugal (número de doenças, número de afectados, problemas do dia-a-dia, tratamentos que permitam a cura ou atenuar os efeitos dessas doenças, etc.) bem como o seu tratamento. Provavelmente este plano poderia até resultar na criação de um (ou mais) hospitais somente especializados em doenças raras, desde o seu diagnóstico até ao seu tratamento. A segunda parte do plano seria a de adaptar melhor o nosso país às dificuldades dessas mesmas pessoas (por exemplo as pessoas que necessitam de utilizar uma cadeira de rodas têm dificuldade em mover-se sem ajuda. A criação de rampas vem atenuar essa dificuldade).
Estes investimentos propostos não serão certamente os únicos necessários e além do investimento é necessário todo um processo extremamente bem elaborado para conseguir concretizar os objectivos propostos. A saúde é uma área bastante vasta e complexa, onde desde o primeiro tijolo do hospital até ao computador do médico é necessário um conhecimento extraordinário para conseguir com que as políticas resultem. Apesar dos investimentos propostos serem bastante simples e de representarem somente o primeiro passo numa longa caminhada, estão no meu entender, a promover uma melhor saúde para todos nós, sem excepções. E esse deverá ser sempre o objectivo das políticas de saúde, independentemente da nossa visão de como atingir esse objectivo. O de servir mais e melhor.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Saúde - Sistema Público
No post inaugural do tema Saúde pretendo analisar as vantagens e desvantagens de um sistema público em detrimento de um sistema privado e clarificar as razões que me levam a apostar no mesmo, bem como aquilo que penso que poderia ser melhorado.
Para mim a saúde deve ser acessível a todos, independentemente das condições sociais e económicas em que vivemos. Tal como a Educação, considero que é um direito ter acesso aos melhores cuidados de saúde desde o nascimento até à morte. Este é um sector fundamental na nossa sociedade que vai influenciar todos os outros (veja-se por exemplo a preocupação das empresas com a Gripe A). Sendo fundamental penso que faz todo o sentido investir nele e abrirmos a nossa mente a uma óptica mais ampla que a do custo/benefício em termos financeiros de forma directa. Na minha opinião a saúde não tem de dar lucro no mesmo sentido em que as empresas têm de dar pois potencia lucros cuja quantificação é bem mais difícil mas não por isso menos importantes.
Esta é razão "nuclear" pela qual apoio um sistema público de saúde. Pelo facto de não considerar necessário que a saúde dê lucro. Um hospital privado pode ser mais rigoroso nas suas contas e evitar desperdícios que um hospital público não evita mas procura sempre primeiro o lucro e não o bem-estar dos seus pacientes. Seja por negar o tratamento a alguém que não tenha dinheiro/seguro, seja por falsificar diagnósticos para receber mais subsídios estatais, seja por realizar determinados tratamentos que não sendo os mais adequados do ponto de vista médico o são do ponto de vista financeiro, os hospitais privados terão sempre todo o interesse em retirar o maior proveito económico possível da nossa situação. Não digo que o façam todos os dias nem em todos os hospitais. Eu já recorri a hospitais privados e fui bem tratado. Mas penso que quando colocamos algo à frente da saúde (neste caso o dinheiro) estamos a desviar-nos do caminho correcto. Estamos a confiar na honestidade de alguém cujo interesse não é comum ao nosso. O nosso é ficar curados. O deles é receber dinheiro.
Esta base de pensamento, esta hierarquia de prioridades terá influência em todo o processo produzindo assim resultados negativos quando apostamos num sistema privado. Com um sistema de saúde público as prioridades da administração do hospital podem convergir com as prioridades do paciente, produzindo resultados positivos.
É certo que um hospital é um investimento avultado e a factura da saúde nas contas públicas é pesada. A construção e gestão de um privado em troca de subsídios (cujo custo é muito menor) parece assim uma solução apetecível. Contudo não concordo com a mesma. Por mais que custe este investimento entendo que é essencial ser o estado a realizá-lo. A entrada nos privados poderá ocorrer na gestão (após construção do estado) mas com moldes específicos capazes de potenciar as vantagens dos privados com as prioridades de um sistema público. Uma gestão privada que anule ao máximo os desperdícios e que "rentabilize" da melhor maneira o hospital mas cujo pagamento não seja de acordo com o lucro/prejuízo daquele espaço. O montante recebido pela empresa gestora teria de estar de estar em concordância com parâmetros de sucesso em operações, tratamentos e diagnósticos e com a própria avaliação dos utilizadores. Esta seria uma forma de tentar canalizar a "sede por lucro" dos privados para algo que iria beneficiar os utilizadores e o próprio Sistema Nacional de Saúde.
Em suma, defendo um sistema público de saúde por considerar que é aquele cujas prioridades são comuns às de quem, infelizmente, necessita de recorrer a estes locais. É um investimento pesado e que produz efeitos imediatos muito nefastos para as contas públicas. Mas é um investimento a longo prazo e cujos benefícios são ainda maiores que o efeito inicial, tornando-o portanto num investimento "lucrativo" do ponto de vista social e até económico. Um bom sistema de saúde fomenta a inclusão social, gera ganhos na educação, aumenta a competitividade do país, é benéfica para as empresas, gera empregos, produz inovações tecnológicas, apoia a investigação, melhora a qualidade de vida e acima de tudo... salva pessoas.
Para mim a saúde deve ser acessível a todos, independentemente das condições sociais e económicas em que vivemos. Tal como a Educação, considero que é um direito ter acesso aos melhores cuidados de saúde desde o nascimento até à morte. Este é um sector fundamental na nossa sociedade que vai influenciar todos os outros (veja-se por exemplo a preocupação das empresas com a Gripe A). Sendo fundamental penso que faz todo o sentido investir nele e abrirmos a nossa mente a uma óptica mais ampla que a do custo/benefício em termos financeiros de forma directa. Na minha opinião a saúde não tem de dar lucro no mesmo sentido em que as empresas têm de dar pois potencia lucros cuja quantificação é bem mais difícil mas não por isso menos importantes.
Esta é razão "nuclear" pela qual apoio um sistema público de saúde. Pelo facto de não considerar necessário que a saúde dê lucro. Um hospital privado pode ser mais rigoroso nas suas contas e evitar desperdícios que um hospital público não evita mas procura sempre primeiro o lucro e não o bem-estar dos seus pacientes. Seja por negar o tratamento a alguém que não tenha dinheiro/seguro, seja por falsificar diagnósticos para receber mais subsídios estatais, seja por realizar determinados tratamentos que não sendo os mais adequados do ponto de vista médico o são do ponto de vista financeiro, os hospitais privados terão sempre todo o interesse em retirar o maior proveito económico possível da nossa situação. Não digo que o façam todos os dias nem em todos os hospitais. Eu já recorri a hospitais privados e fui bem tratado. Mas penso que quando colocamos algo à frente da saúde (neste caso o dinheiro) estamos a desviar-nos do caminho correcto. Estamos a confiar na honestidade de alguém cujo interesse não é comum ao nosso. O nosso é ficar curados. O deles é receber dinheiro.
Esta base de pensamento, esta hierarquia de prioridades terá influência em todo o processo produzindo assim resultados negativos quando apostamos num sistema privado. Com um sistema de saúde público as prioridades da administração do hospital podem convergir com as prioridades do paciente, produzindo resultados positivos.
É certo que um hospital é um investimento avultado e a factura da saúde nas contas públicas é pesada. A construção e gestão de um privado em troca de subsídios (cujo custo é muito menor) parece assim uma solução apetecível. Contudo não concordo com a mesma. Por mais que custe este investimento entendo que é essencial ser o estado a realizá-lo. A entrada nos privados poderá ocorrer na gestão (após construção do estado) mas com moldes específicos capazes de potenciar as vantagens dos privados com as prioridades de um sistema público. Uma gestão privada que anule ao máximo os desperdícios e que "rentabilize" da melhor maneira o hospital mas cujo pagamento não seja de acordo com o lucro/prejuízo daquele espaço. O montante recebido pela empresa gestora teria de estar de estar em concordância com parâmetros de sucesso em operações, tratamentos e diagnósticos e com a própria avaliação dos utilizadores. Esta seria uma forma de tentar canalizar a "sede por lucro" dos privados para algo que iria beneficiar os utilizadores e o próprio Sistema Nacional de Saúde.
Em suma, defendo um sistema público de saúde por considerar que é aquele cujas prioridades são comuns às de quem, infelizmente, necessita de recorrer a estes locais. É um investimento pesado e que produz efeitos imediatos muito nefastos para as contas públicas. Mas é um investimento a longo prazo e cujos benefícios são ainda maiores que o efeito inicial, tornando-o portanto num investimento "lucrativo" do ponto de vista social e até económico. Um bom sistema de saúde fomenta a inclusão social, gera ganhos na educação, aumenta a competitividade do país, é benéfica para as empresas, gera empregos, produz inovações tecnológicas, apoia a investigação, melhora a qualidade de vida e acima de tudo... salva pessoas.
domingo, 26 de julho de 2009
Religião
A existência de crenças religiosas ou de crenças em algo sobrenatural ou superior à existência humana confunde-se com a própria existência do homo sapiens sapiens. Se existe algo tão antigo quanto a nossa espécie são os cultos e rituais religiosos. Desde os Homens primitivos até aos dias de hoje que esse culto e crença se mantêm. A religião é algo comum a todos os povos dos cinco continentes e a sua influência nas decisões individuais e colectivas continua a ser enorme.
Católicos, judeus, muçulmanos, budistas, etc. Todos eles partilham um ponto em comum. A crença em alguém/algo superior. Na minha opinião o maior medo da Humanidade é do desconhecido. Fruto da nossa inteligência e carácter curioso é normal nunca estarmos satisfeitos com o nosso grau de conhecimento e procurarmos obter sempre respostas a cada vez mais perguntas. É a nossa natureza e aquilo que nos possibilita evoluir. A religião oferece respostas às perguntas mais difíceis e é isso que atrai as pessoas. Hoje em dia, as pessoas que questionam a religião (não acreditam em nenhuma) é porque conseguem esse "conforto" com a ciência que oferece cada vez mais explicações. Seguindo ou não qualquer religião creio que a base é a mesma, no sentido em que necessitamos de ver respondidas as nossas perguntas. Uns seguem a Bíblia, outros a Tora, outros o Corão, etc. Outros ainda seguem a ciência. Mas todos com o mesmo objectivo, todos à procura dum "apoio". De algo/alguém que os guie.
Pessoalmente não sigo nenhuma religião. Fui baptizado segundo a Igreja Católica, frequentei a catequese e realizei a primeira comunhão. Quando atingi um nível de maturidade capaz de decidir por mim próprio decidi não seguir nenhuma religião. Contudo respeito todas elas e a ligação que tive à Igreja Católica incutiu-me determinados valores que ainda hoje me orientam. Apesar de ser ateu acho que a religião é fundamental para as sociedades e para o ser humano individualmente. De seguida vou explicar as duas grandes razões para tal afirmação.
A religião tem um papel muito importante na construção do indivíduo devido à influência que tem nele. É um "instrumento" por excelência na propagação de ideais e de valores, valores esses que estão muitas vezes associados à solidariedade, esperança, bondade, justiça, etc. Estes valores são essenciais para a construção de uma sociedade próspera e respeitadora. É comum vermos as religiões associadas a causas ligadas aos direitos humanos e é gratificante ver todos aqueles fieis a lutarem por um mundo melhor. A devoção por uma religião é capaz de gerar indivíduos que dão a sua vida pelos outros e que são capazes de trabalhar somente com a paga de contribuírem para um mundo melhor. Em suma, a religião é capaz de incutir valores que se tornem as "sementes" de um mundo melhor.
O segundo motivo pelo qual considero a religião como uma "peça" fundamental na sociedade é o tal apoio e capacidade de resposta que oferece aos seus fieis. Com o conhecimento de que dispomos actualmente e apesar das inúmeras respostas que a ciência nos oferece, penso que existe ainda demasiado por responder, demasiado por compreender. Além do "problema" do desconhecido existem também questões relacionadas com aquilo que já conhecemos. A energia nuclear e a manipulação ambiental são apenas dois exemplos. A religião não deve impedir o progresso mas pode complementá-lo e aconselhar-nos do ponto de vista moral quando descobrimos algo capaz de gerar grandes repercussões, positivas ou negativas. A busca pelo conhecimento não deve ter limites mas aquilo que fazemos com esse conhecimento tem de ser limitado por algo, sob pena de podermos vir a causar a nossa própria destruição. A religião significa muitas vezes esse algo.
Tenho 25 anos, uma alimentação saudável e pratico desporto regularmente. Não tenho nenhum problema físico ou mental diagnosticado e faço exames médicos regularmente. Vou a andar na rua, tenho um ataque cardíaco e morro. Como explicar à minha família o sucedido? Que mais os pode ajudar para além da fé? A fé em alguém ou algo é aquilo que nos faz ser capazes de pensar ou fazer o impossível. É aquilo que nos dá esperança quando tudo está perdido e quando ninguém nos oferece uma resposta que nos satisfaça por dentro. Muitas pessoas encontram essa fé na religião. Outras onde quer que a encontrem não devem deixar de ter fé, de acreditar. Seja em algo pessoal ou geral. Seja em nós próprios ou nos outros. Seja nas atitudes ou nos pensamentos. Seja no passado, presente ou futuro. Seja no que for. Porque quando deixamos de acreditar ficamos vazios por dentro.
Católicos, judeus, muçulmanos, budistas, etc. Todos eles partilham um ponto em comum. A crença em alguém/algo superior. Na minha opinião o maior medo da Humanidade é do desconhecido. Fruto da nossa inteligência e carácter curioso é normal nunca estarmos satisfeitos com o nosso grau de conhecimento e procurarmos obter sempre respostas a cada vez mais perguntas. É a nossa natureza e aquilo que nos possibilita evoluir. A religião oferece respostas às perguntas mais difíceis e é isso que atrai as pessoas. Hoje em dia, as pessoas que questionam a religião (não acreditam em nenhuma) é porque conseguem esse "conforto" com a ciência que oferece cada vez mais explicações. Seguindo ou não qualquer religião creio que a base é a mesma, no sentido em que necessitamos de ver respondidas as nossas perguntas. Uns seguem a Bíblia, outros a Tora, outros o Corão, etc. Outros ainda seguem a ciência. Mas todos com o mesmo objectivo, todos à procura dum "apoio". De algo/alguém que os guie.
Pessoalmente não sigo nenhuma religião. Fui baptizado segundo a Igreja Católica, frequentei a catequese e realizei a primeira comunhão. Quando atingi um nível de maturidade capaz de decidir por mim próprio decidi não seguir nenhuma religião. Contudo respeito todas elas e a ligação que tive à Igreja Católica incutiu-me determinados valores que ainda hoje me orientam. Apesar de ser ateu acho que a religião é fundamental para as sociedades e para o ser humano individualmente. De seguida vou explicar as duas grandes razões para tal afirmação.
A religião tem um papel muito importante na construção do indivíduo devido à influência que tem nele. É um "instrumento" por excelência na propagação de ideais e de valores, valores esses que estão muitas vezes associados à solidariedade, esperança, bondade, justiça, etc. Estes valores são essenciais para a construção de uma sociedade próspera e respeitadora. É comum vermos as religiões associadas a causas ligadas aos direitos humanos e é gratificante ver todos aqueles fieis a lutarem por um mundo melhor. A devoção por uma religião é capaz de gerar indivíduos que dão a sua vida pelos outros e que são capazes de trabalhar somente com a paga de contribuírem para um mundo melhor. Em suma, a religião é capaz de incutir valores que se tornem as "sementes" de um mundo melhor.
O segundo motivo pelo qual considero a religião como uma "peça" fundamental na sociedade é o tal apoio e capacidade de resposta que oferece aos seus fieis. Com o conhecimento de que dispomos actualmente e apesar das inúmeras respostas que a ciência nos oferece, penso que existe ainda demasiado por responder, demasiado por compreender. Além do "problema" do desconhecido existem também questões relacionadas com aquilo que já conhecemos. A energia nuclear e a manipulação ambiental são apenas dois exemplos. A religião não deve impedir o progresso mas pode complementá-lo e aconselhar-nos do ponto de vista moral quando descobrimos algo capaz de gerar grandes repercussões, positivas ou negativas. A busca pelo conhecimento não deve ter limites mas aquilo que fazemos com esse conhecimento tem de ser limitado por algo, sob pena de podermos vir a causar a nossa própria destruição. A religião significa muitas vezes esse algo.
Tenho 25 anos, uma alimentação saudável e pratico desporto regularmente. Não tenho nenhum problema físico ou mental diagnosticado e faço exames médicos regularmente. Vou a andar na rua, tenho um ataque cardíaco e morro. Como explicar à minha família o sucedido? Que mais os pode ajudar para além da fé? A fé em alguém ou algo é aquilo que nos faz ser capazes de pensar ou fazer o impossível. É aquilo que nos dá esperança quando tudo está perdido e quando ninguém nos oferece uma resposta que nos satisfaça por dentro. Muitas pessoas encontram essa fé na religião. Outras onde quer que a encontrem não devem deixar de ter fé, de acreditar. Seja em algo pessoal ou geral. Seja em nós próprios ou nos outros. Seja nas atitudes ou nos pensamentos. Seja no passado, presente ou futuro. Seja no que for. Porque quando deixamos de acreditar ficamos vazios por dentro.
sábado, 25 de julho de 2009
Eu estou farto!
"No Irão morreram mais de 20 pessoas em protesto contra os resultados eleitorais e exigindo mais democracia. As liberdades fundamentais foram suspensas. Nas Honduras, militares golpistas extraditaram o presidente democraticamente eleito. Os protestos já geraram duas vítimas mortais. As liberdades fundamentais foram suspensas. Na China, 140 pessoas morreram em protestos contra a suposta hegemonia de uma etnia. 1400 pessoas foram presas e as liberdades fundamentais foram suspensas.
Estamos fartos disto! Estamos fartos de repressões e ditadurices. Estamos fartos de desrespeitos claros aos mais básicos direitos fundamentais. Estamos fartos de ver a liberdade ser suspensa. Estamos fartos de ver a democracia ser adiada em tantos países. Estamos fartos da paz ser constantemente hipotecada. Não pode ser! Estamos fartos e, dentro das possibilidades de cada um, vamos fazer barulho por isso! Temos dito!"
Para mais informações consulte www.fartos.net
Convido directamente os seguintes blogs para se juntarem a esta causa:
O Banqueiro Anarquista
Foguetório
O país do Burro
GEOCRUSOE
Convido directamente os seguintes blogs para se juntarem a esta causa:
O Banqueiro Anarquista
Foguetório
O país do Burro
GEOCRUSOE
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Parabéns ao O Valor das Ideias
Hoje o blog O Valor das Ideias faz um ano de vida e pela minha parte só posso esperar que cumpra muitos mais! Carlos Santos (o autor do blog) é um economista com méritos inquestionáveis em várias áreas como a economia, econometria, ciência política, geopolítica, geoeconomia, entre outras. Mas essa não é a razão pela qual lhe presto hoje esta humilde homenagem. O Carlos é meu amigo e essa é a razão que me faz celebrar o aniversário do seu blog.
Tudo começou quando a corrida para a presidência americana começou a ganhar força com a luta entre Barack Obama e Hillary Clinton para a nomeação democrata. Pesquisei no Google "eleições americanas" e um post de Carlos Santos apareceu na primeira página de resultados do motor de busca. Desde esse dia que fiquei fã do blog e do autor e posso afirmar com sinceridade que quando não visito o O Valor das Ideias é porque estou num local sem computador e ligação à Internet. Acompanhei passo a passo as eleições americanas neste blog onde trocava ideias com o autor e vários outros leitores. Foi sem dúvida uma experiência enriquecedora e gratificante.
À medida que o debate ia aumentando a amizade foi surgindo fruto de uma troca de ideias saudável e de uma visão global com bastantes pontos comuns. Com a eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA, O Valor das Ideias entrou num período menos activo para grande desgosto meu. Mal eu sabia da surpresa que Carlos Santos estava a preparar. Com a entrada de 2009, entrou também um novo ciclo naquele espaço onde o autor teve a enorme proeza de conseguir escrever textos com uma qualidade ainda melhor que aqueles que escreveu sobre as eleições nos EUA, tarefa nada fácil e somente digna dos mais capazes escribas. Em Fevereiro Carlos Santos "pediu desculpas" pelo período em que esteve inactivo com o lançamento do seu livro "E agora, Obama?". Pela qualidade que demonstra desde a primeira à ultima página posso dizer que aceito o pedido de desculpas. Corri quase uma dezena de livrarias para encontrar esta pérola da escrita mas a reflexão profunda e análise baseada em argumentos fez valer a pena.
O Valor das Ideias trata agora a actualidade, com especial destaque para a economia e política. Se tivesse que descrever este blog de uma forma simples diria que é uma "Wikipédia sem erros". Para quem quiser saber o significado de biblioteca online basta passar por esta grande referência da blogosfera. Em todos os posts aprendemos sempre algo e podemos expor as nossas opiniões e contar com um debate baseado em ideias que surgem após uma reflexão e análise dos factos e não em seguidismos fáceis.
Pela qualidade, pelo debate, pelas ideias, pelas análises, pelos desafios, pelas reflexões e acima de tudo pela amizade resta-me desejar um feliz aniversário ao O Valor das Ideias e esperar que o autor só fique inactivo quando escrever um livro sobre o primeiro ano de mandato de Obama.
Os meus parabéns ao O Valor das Ideias e um grande abraço ao meu amigo Carlos Santos.
Tudo começou quando a corrida para a presidência americana começou a ganhar força com a luta entre Barack Obama e Hillary Clinton para a nomeação democrata. Pesquisei no Google "eleições americanas" e um post de Carlos Santos apareceu na primeira página de resultados do motor de busca. Desde esse dia que fiquei fã do blog e do autor e posso afirmar com sinceridade que quando não visito o O Valor das Ideias é porque estou num local sem computador e ligação à Internet. Acompanhei passo a passo as eleições americanas neste blog onde trocava ideias com o autor e vários outros leitores. Foi sem dúvida uma experiência enriquecedora e gratificante.
À medida que o debate ia aumentando a amizade foi surgindo fruto de uma troca de ideias saudável e de uma visão global com bastantes pontos comuns. Com a eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA, O Valor das Ideias entrou num período menos activo para grande desgosto meu. Mal eu sabia da surpresa que Carlos Santos estava a preparar. Com a entrada de 2009, entrou também um novo ciclo naquele espaço onde o autor teve a enorme proeza de conseguir escrever textos com uma qualidade ainda melhor que aqueles que escreveu sobre as eleições nos EUA, tarefa nada fácil e somente digna dos mais capazes escribas. Em Fevereiro Carlos Santos "pediu desculpas" pelo período em que esteve inactivo com o lançamento do seu livro "E agora, Obama?". Pela qualidade que demonstra desde a primeira à ultima página posso dizer que aceito o pedido de desculpas. Corri quase uma dezena de livrarias para encontrar esta pérola da escrita mas a reflexão profunda e análise baseada em argumentos fez valer a pena.
O Valor das Ideias trata agora a actualidade, com especial destaque para a economia e política. Se tivesse que descrever este blog de uma forma simples diria que é uma "Wikipédia sem erros". Para quem quiser saber o significado de biblioteca online basta passar por esta grande referência da blogosfera. Em todos os posts aprendemos sempre algo e podemos expor as nossas opiniões e contar com um debate baseado em ideias que surgem após uma reflexão e análise dos factos e não em seguidismos fáceis.
Pela qualidade, pelo debate, pelas ideias, pelas análises, pelos desafios, pelas reflexões e acima de tudo pela amizade resta-me desejar um feliz aniversário ao O Valor das Ideias e esperar que o autor só fique inactivo quando escrever um livro sobre o primeiro ano de mandato de Obama.
Os meus parabéns ao O Valor das Ideias e um grande abraço ao meu amigo Carlos Santos.
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Um mar mais azul
Tive o prazer de escrever o seguinte texto para celebrar o primeiro aniversário do blog O Valor das Ideias de Carlos Santos.
"Portugal é o país da UE com a ZEE (Zona Económica Exclusiva) mais extensa e é bem conhecida a relação que o nosso país tem com a imensidão azul que cobre mais de 70% da superfície terrestre. Esta riqueza que chega até de nós desde as profundezas aumentou bastante o seu valor tornando-se num potencial à escala global, a mesma escala do problema que pode resolver. Estou a falar da nova geração de energias renováveis que incluem o mar como parte da solução e onde Portugal se pode posicionar na dianteira mundial, conquistando e descobrindo uma vez mais todos os oceanos existentes.
Seja na energia eólica offshore, na energia das ondas ou na energia das correntes marítimas, a nossa historia, o nosso conhecimento, o nosso empenho e os nossos recursos naturais permitem que Portugal alcance uma posição de topo nesta área. Agradam-me os investimentos que estão a ser feitos neste sector e espero que se multipliquem à medida que os resultados vão surgindo e que a tecnologia vai amadurecendo. Pelo imperativo ambiental, económico e até social é vital que o nosso país não perca esta oportunidade de contribuir para um mundo mais sustentável, para a criação de milhares de empregos qualificados, para a criação de riqueza e para o desenvolvimento de Portugal e do mundo.
É caso para dizer que o mar ficou mais azul."
"Portugal é o país da UE com a ZEE (Zona Económica Exclusiva) mais extensa e é bem conhecida a relação que o nosso país tem com a imensidão azul que cobre mais de 70% da superfície terrestre. Esta riqueza que chega até de nós desde as profundezas aumentou bastante o seu valor tornando-se num potencial à escala global, a mesma escala do problema que pode resolver. Estou a falar da nova geração de energias renováveis que incluem o mar como parte da solução e onde Portugal se pode posicionar na dianteira mundial, conquistando e descobrindo uma vez mais todos os oceanos existentes.
Seja na energia eólica offshore, na energia das ondas ou na energia das correntes marítimas, a nossa historia, o nosso conhecimento, o nosso empenho e os nossos recursos naturais permitem que Portugal alcance uma posição de topo nesta área. Agradam-me os investimentos que estão a ser feitos neste sector e espero que se multipliquem à medida que os resultados vão surgindo e que a tecnologia vai amadurecendo. Pelo imperativo ambiental, económico e até social é vital que o nosso país não perca esta oportunidade de contribuir para um mundo mais sustentável, para a criação de milhares de empregos qualificados, para a criação de riqueza e para o desenvolvimento de Portugal e do mundo.
É caso para dizer que o mar ficou mais azul."
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Educação - Análise Completa
Seguem aqui as várias análises feitas sobre o tema Educação.
1) Ensino Público
2) Plano de Investimentos
3) Ensino Profissional/Técnico
4) Ensino Superior
5) Constante formação
1) Ensino Público
2) Plano de Investimentos
3) Ensino Profissional/Técnico
4) Ensino Superior
5) Constante formação
terça-feira, 21 de julho de 2009
Educação - Formação Constante
O último post dedicado à Educação centra-se em torno da importância da formação constante ao longo da vida de cada um de nós. Formação que pode durar horas, dias, semanas ou mesmo meses. Formação sem um grau pré-estabelecido. Formação que não é básica, secundária nem superior mas que é tão ou mais importante que estas.
É fácil esquecermos a importância que este tipo de formação tem na vida do indivíduo e o seu contributo para um país mais justo, competitivo e desenvolvido. A aprendizagem resultante da experiência de vida é muito importante e este tipo de formação que estou a falar, é uma forma de a "oficializar" e de a conjugar com conceitos teóricos que são necessários. Uma formação constante ao longo da vida do indivíduo é aquilo que permite a esse indivíduo actualizar-se e não parar no tempo em termos de pensamento e adaptação ao mercado de trabalho e à vida em sociedade em si.
Estes benefícios (geralmente) tornam-se mais evidentes em pessoas com um menor grau de escolaridade por terem tido menos estímulos intelectuais e por não terem conceitos teóricos que são essenciais à adaptação e aprendizagem prática. Imagine-se por exemplo uma fábrica que investe em maquinaria nova. Estas máquinas novas e modernas vão permitir que a fábrica aumente a sua produção e consequentemente a sua facturação. De nada serve este investimento se os empregados dessa fábrica não souberem trabalhar com as máquinas novas. Um indivíduo ao receber formação está a aumentar os seus conhecimentos e a tornar-se mais produtivo, não só no trabalho em si mas também a nível social. Ao recebermos formação ficamos aptos para realizar mais tarefas ou para realizar melhor tarefas que já realizávamos anteriormente. Isto leva a ganhos de competitividade nas empresas que podem ser suficientes para separar o fracasso do sucesso. Isto leva a que a pessoa possa aceitar um maior leque de empregos ou seja menos facilmente despedida por ser adaptar melhor a novas tarefas, contribuindo assim para reduzir o desemprego. Isto leva a que pessoa possa receber um salário mais elevado. Isto leva a que pessoa tenha uma maior propensão para querer aumentar as suas qualificações e estimula interesses culturais. Resumindo, este tipo de formação possibilita uma melhor vida social e profissional e acima de tudo, contribui para a actualização das pessoas (o melhor exemplo será o das tecnologias). Basta-nos imaginar os benefícios que a nossa agricultura poderia colher de simples acções de formação sobre rega, plantação, controlo de pragas, etc. para percebermos o quão importante em todos os sectores este vector da Educação é.
A formação constante ao longo da vida é a "tradução" prática do ditado "o saber não ocupa lugar" e a sua aposta é fundamental tanto do ponto de vista económico como social. Os seus resultados podem ser mais visíveis nas pessoas com menores qualificações mas todos nós sem excepção necessitamos de uma aprendizagem constante leccionada de várias formas (o debate e a troca de ideias são uma delas) que nos permite ir enriquecendo individualmente e enriquecer um pouco mais a nossa sociedade.
É fácil esquecermos a importância que este tipo de formação tem na vida do indivíduo e o seu contributo para um país mais justo, competitivo e desenvolvido. A aprendizagem resultante da experiência de vida é muito importante e este tipo de formação que estou a falar, é uma forma de a "oficializar" e de a conjugar com conceitos teóricos que são necessários. Uma formação constante ao longo da vida do indivíduo é aquilo que permite a esse indivíduo actualizar-se e não parar no tempo em termos de pensamento e adaptação ao mercado de trabalho e à vida em sociedade em si.
Estes benefícios (geralmente) tornam-se mais evidentes em pessoas com um menor grau de escolaridade por terem tido menos estímulos intelectuais e por não terem conceitos teóricos que são essenciais à adaptação e aprendizagem prática. Imagine-se por exemplo uma fábrica que investe em maquinaria nova. Estas máquinas novas e modernas vão permitir que a fábrica aumente a sua produção e consequentemente a sua facturação. De nada serve este investimento se os empregados dessa fábrica não souberem trabalhar com as máquinas novas. Um indivíduo ao receber formação está a aumentar os seus conhecimentos e a tornar-se mais produtivo, não só no trabalho em si mas também a nível social. Ao recebermos formação ficamos aptos para realizar mais tarefas ou para realizar melhor tarefas que já realizávamos anteriormente. Isto leva a ganhos de competitividade nas empresas que podem ser suficientes para separar o fracasso do sucesso. Isto leva a que a pessoa possa aceitar um maior leque de empregos ou seja menos facilmente despedida por ser adaptar melhor a novas tarefas, contribuindo assim para reduzir o desemprego. Isto leva a que pessoa possa receber um salário mais elevado. Isto leva a que pessoa tenha uma maior propensão para querer aumentar as suas qualificações e estimula interesses culturais. Resumindo, este tipo de formação possibilita uma melhor vida social e profissional e acima de tudo, contribui para a actualização das pessoas (o melhor exemplo será o das tecnologias). Basta-nos imaginar os benefícios que a nossa agricultura poderia colher de simples acções de formação sobre rega, plantação, controlo de pragas, etc. para percebermos o quão importante em todos os sectores este vector da Educação é.
A formação constante ao longo da vida é a "tradução" prática do ditado "o saber não ocupa lugar" e a sua aposta é fundamental tanto do ponto de vista económico como social. Os seus resultados podem ser mais visíveis nas pessoas com menores qualificações mas todos nós sem excepção necessitamos de uma aprendizagem constante leccionada de várias formas (o debate e a troca de ideias são uma delas) que nos permite ir enriquecendo individualmente e enriquecer um pouco mais a nossa sociedade.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Educação - Ensino Superior
Neste penúltimo post sobre Educação vou analisar a importância do ensino superior. Cada vez mais portugueses optam por ingressar neste tipo de ensino e aumentar as suas qualificações. Portugal, na minha opinião, conta com bastantes universidades muito competentes e exigentes. Em qualquer parte do mundo, em qualquer área, existe sempre um português que se destaca e isso é sem dúvida um motivo de orgulho para o nosso país.
O país necessita de se desenvolver e para o país como um todo se desenvolver é preciso existir um desenvolvimento individual em cada um de nós. A educação é uma "ferramenta" para alcançar esse desenvolvimento já que nos possibilita uma aquisição de conhecimentos e experiências que nos aumentam as capacidades para realizar tarefas que já podíamos realizar e que nos conferem a aptidão para realizar tarefas novas. Quanto maior for a especificidade desses conhecimentos, melhor a qualidade das tarefas realizadas no âmbito dos mesmos. O ensino superior é o "apogeu" dessa especificidade e prepara-nos para realizar tarefas com um grau de qualidade bastante elevado. Portugal como país desenvolvido que é tem de apostar no conhecimento específico e desenvolver tarefas que países com salários mais baixos ainda não são capazes de realizar, ou pelo menos, não com a mesma qualidade. É necessário fomentar e facilitar o acesso ao ensino superior (entenda-se facilitar como por exemplo proporcionar o seu acesso aos escalões mais pobres da sociedade) e também preparar o país para empregar esse género de pessoas, tirando o máximo de proveito da formação adquirida.
Os cursos devem-se ir adaptando à realidade em constante mudança, não só em número de vagas mas como nos próprios conteúdos. Temos de garantir que as universidades dispõem das melhores infra-estruturas, equipamentos e docentes. Só assim teremos a certeza de estar a potenciar e aproveitar todo o talento existente. Deve-se estimular a interligação entre a aprendizagem prática e a aprendizagem teórica e apoiar actividades e programas extra-curriculares. Apoiar projectos de investigação/empresariais dos estudantes/recém-formados contribui bastante para o desenvolvimento de novas ideias que podem contribuir bastante para o desenvolvimento do país. A aposta num ensino superior de qualidade e acessível à totalidade da população deve contemplar a aposta em centros de investigação, parques tecnológicos, etc. É necessário formar grandes pessoas e é necessário dar-lhes oportunidades para que não tenham de ir para outros países à procura das "ferramentas" necessárias para a concretização dos seus projectos. O recente exemplo da forte aposta em nanotecnologia deve ser considerado como a "ponta do icebergue". Outros sectores como a saúde, agricultura, energias renováveis, ordenamento do território, construção, transportes, etc. encerram grandes potencialidades. Investir no ensino superior e no mundo em seu redor é investir no futuro a longo-prazo, é antecipar o futuro e tomar a dianteira nesse futuro que nós próprios estamos a criar.
A especialização leva à criatividade, inovação e competitividade necessárias para o sucesso. Portugal tem um grande potencial ao nível de recursos humanos e em sectores por explorar. Numa Europa e num mundo do século XXI onde cada vez mais conhecimento é poder, Portugal tem de recuperar o "tempo perdido" (devido à nossa História ainda algo recente) e duplicar esforços no sentido de antecipar o futuro. Já demos provas de que conseguimos alcançar grandes feitos e de que somos capazes de nos destacar em todas as áreas. Para mim, o investimento no ensino superior (englobando as estruturas de ensino, investigação e empregabilidade) é uma chave para multiplicar esses exemplos e para apoiar a tão necessária reconstrução do país. Grandes projectos de engenharia, reformas agrárias e industriais, aproveitamento de novas fontes de energia, nova mobilidade, melhor saúde e educação terão de ser apoiadas por recursos humanos com formação e capazes de tornar realidade estes objectivos e projectos. Sem uma estrutura humana que suporte estes projectos nenhum deles conseguirá sair do papel. A crescente aposta no ensino superior é o "espelho" de um novo Portugal. Um Portugal reconstruído e moderno com uma população capaz de o erguer e manter.
O país necessita de se desenvolver e para o país como um todo se desenvolver é preciso existir um desenvolvimento individual em cada um de nós. A educação é uma "ferramenta" para alcançar esse desenvolvimento já que nos possibilita uma aquisição de conhecimentos e experiências que nos aumentam as capacidades para realizar tarefas que já podíamos realizar e que nos conferem a aptidão para realizar tarefas novas. Quanto maior for a especificidade desses conhecimentos, melhor a qualidade das tarefas realizadas no âmbito dos mesmos. O ensino superior é o "apogeu" dessa especificidade e prepara-nos para realizar tarefas com um grau de qualidade bastante elevado. Portugal como país desenvolvido que é tem de apostar no conhecimento específico e desenvolver tarefas que países com salários mais baixos ainda não são capazes de realizar, ou pelo menos, não com a mesma qualidade. É necessário fomentar e facilitar o acesso ao ensino superior (entenda-se facilitar como por exemplo proporcionar o seu acesso aos escalões mais pobres da sociedade) e também preparar o país para empregar esse género de pessoas, tirando o máximo de proveito da formação adquirida.
Os cursos devem-se ir adaptando à realidade em constante mudança, não só em número de vagas mas como nos próprios conteúdos. Temos de garantir que as universidades dispõem das melhores infra-estruturas, equipamentos e docentes. Só assim teremos a certeza de estar a potenciar e aproveitar todo o talento existente. Deve-se estimular a interligação entre a aprendizagem prática e a aprendizagem teórica e apoiar actividades e programas extra-curriculares. Apoiar projectos de investigação/empresariais dos estudantes/recém-formados contribui bastante para o desenvolvimento de novas ideias que podem contribuir bastante para o desenvolvimento do país. A aposta num ensino superior de qualidade e acessível à totalidade da população deve contemplar a aposta em centros de investigação, parques tecnológicos, etc. É necessário formar grandes pessoas e é necessário dar-lhes oportunidades para que não tenham de ir para outros países à procura das "ferramentas" necessárias para a concretização dos seus projectos. O recente exemplo da forte aposta em nanotecnologia deve ser considerado como a "ponta do icebergue". Outros sectores como a saúde, agricultura, energias renováveis, ordenamento do território, construção, transportes, etc. encerram grandes potencialidades. Investir no ensino superior e no mundo em seu redor é investir no futuro a longo-prazo, é antecipar o futuro e tomar a dianteira nesse futuro que nós próprios estamos a criar.
A especialização leva à criatividade, inovação e competitividade necessárias para o sucesso. Portugal tem um grande potencial ao nível de recursos humanos e em sectores por explorar. Numa Europa e num mundo do século XXI onde cada vez mais conhecimento é poder, Portugal tem de recuperar o "tempo perdido" (devido à nossa História ainda algo recente) e duplicar esforços no sentido de antecipar o futuro. Já demos provas de que conseguimos alcançar grandes feitos e de que somos capazes de nos destacar em todas as áreas. Para mim, o investimento no ensino superior (englobando as estruturas de ensino, investigação e empregabilidade) é uma chave para multiplicar esses exemplos e para apoiar a tão necessária reconstrução do país. Grandes projectos de engenharia, reformas agrárias e industriais, aproveitamento de novas fontes de energia, nova mobilidade, melhor saúde e educação terão de ser apoiadas por recursos humanos com formação e capazes de tornar realidade estes objectivos e projectos. Sem uma estrutura humana que suporte estes projectos nenhum deles conseguirá sair do papel. A crescente aposta no ensino superior é o "espelho" de um novo Portugal. Um Portugal reconstruído e moderno com uma população capaz de o erguer e manter.
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