Mark Pfeifle (conselheiro de topo para a segurança nacional da antiga administração Bush) sugeriu num artigo de opinião que a rede social Twitter fosse nomeada para a atribuição do prémio Nobel da Paz. Pfeifle defende que o Twitter desempenha um papel com crescente importância na divulgação de crimes internacionais, conseguindo "romper" com a censura e criando ondas de solidariedade a nível mundial, ondas essas que se poderão reflectir numa defesa mais activa dos direitos humanos e numa promoção constante da paz mundial.
Um dos exemplos mencionados é a actual situação vivida no Irão. O Twitter permitiu aos jornalistas comunicarem as suas experiências e permitiu aos activistas denunciar todos os crimes cometidos pelo regime de Ahmadinejad, expondo a forte repressão de que estavam a ser alvo. O Twitter tornou-se num "megafone" para a causa iraniana e uniu o mundo em torno de um só objectivo. Esta divulgação e respectiva união mundial levou a que os líderes internacionais reagissem de uma forma mais vincada e se mostrassem eles próprios solidários com o povo iraniano, pondo em causa a legitimidade das eleições presidenciais disputadas em Junho deste ano.
A minha primeira reacção ao ler esta notícia foi de pensar que era absurdo atribuir o prémio Nobel da Paz a uma rede social. Mas de seguida tentei analisar a totalidade da situação e a minha opinião mudou. Conceder ao Twitter este prestigiado prémio não é premiar o Twitter em si. É premiar a tecnologia ao serviço da solidariedade. É premiar a Era da Informação. É premiar cada um de nós que faz parte desta grande "família" da internet e das redes sociais. É premiar a inovação ao serviço da paz. Através dos blogs podemos divulgar causas e apelar ao envolvimento directo ou indirecto (via web) na busca de soluções. Através do Twitter podemos acompanhar e "espalhar" informação relacionada com causas sociais. O Facebook tem até uma aplicação própria (Causes) para auxiliar organizações e associações que lutam por um mundo melhor, qualquer que seja a sua "vertente". E muitos mais exemplos. Porque não premiar toda esta comunidade, todo este esforço e todas estas ideias ao serviço do mundo como um todo? Quantos tweets foram produzidos acerca da causa iraniana? Quantos milhões de dólares já foram doados através da aplicação Causes do Facebook? Quantos eventos/acções de ONGs já foram divulgados através de blogs? Estas redes sociais contam com milhões de utilizadores, muitos deles preocupados com vários problemas globais e dispostos a encontrar uma solução, auxiliando a sua construção. Premiar o Twitter seria comprovar que efectivamente a ajuda pode estar à distância de um clique. E que qualquer pessoa com um computador e uma ligação à internet pode ajudar a mudar o mundo. Muitas vezes ouvimos falar do ciber-crime. A ciber-solidariedade existe e tem de ser promovida. A internet promove na maioria das vezes acções de ajuda indirecta no combate aos problemas. Mas pelo facto da ajuda ser indirecta não significa que não atinja resultados reais. A tecnologia mudou a forma do mundo e a solidariedade não "escapou" a esta mudança. Premiar o Twitter seria premiar a solidariedade do século XXI.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Educação - Investimentos
No seguimento da análise do tema "Educação" onde abordava a temática do ensino público, o próximo post irá reflectir sobre as áreas que deveriam ser alvo de investimento no sector da Educação.
Visto considerar a Educação um sector fundamental para o desenvolvimento de um país, estando interligado com todos os outros sectores (por exemplo o bem-estar social e o crescimento económico deriva em parte da qualidade da Educação, aplicando-se também o inverso) é natural que defenda que uma considerável parte do investimento total produzido pelo Estado seja aplicado ao ensino e à formação académica e profissional.
As "propostas" que vou apresentar não estão baseadas em nenhum estudo e representam aquilo que considero ser prioritário. Numa crise como a actual, defendo que o Estado tem de investir ainda mais para contrariar a contracção dos privados, anulando assim o ciclo de depressão económica e tentando iniciar um novo ciclo de prosperidade económica. Os investimentos na Educação, além da componente principal que são os ganhos na qualidade geral do ensino e no bem-estar dos estudantes têm também um papel importante no combate ao desemprego e em gerar receitas para as empresas. A missão "secundária" destes investimentos acaba por ter um papel bem mais importante numa altura de crise. Não dou grande ênfase à divida pública, especialmente neste tipo de investimentos e especialmente numa altura em que considero ser imperativo o Estado investir. Múltiplas obras de qualidade na área da Educação podem ser revitalizadoras para a economia local e beneficiar em vários vectores as populações dessa área. O conjunto de obras em si seria um novo "arranque" para a economia nacional e produziria fortes ganhos sociais e económicos. Quem sabe se um arrojado pacote na Educação não poderia substituir obras como o novo aeroporto ou o TGV (apesar de pessoalmente concordar com estas obras, especialmente com a 2ª sendo isso tópico para outro post). Aquilo que pretendo afirmar é que a Educação é das melhores áreas para se investir e é onde Portugal tem bastantes necessidades. É preciso investir muito e bem! Segue assim a listagem de investimentos que considero serem prioritários para a Educação.
1) Requalificar todas as escolas primárias e básicas num prazo de 10 anos, dividindo-se o investimento em 10 tranches (uma por ano). A calendarização seria feita por prioridades (a requalificação das escolas seria feita pelo estado de degradação, ou seja, as escolas mais degradadas seriam requalificadas no primeiro ano e assim sucessivamente).
2) Requalificar todas as escolas secundárias seguindo o esquema apresentado para as escolas básicas.
3) Ampliar a rede de escolas profissionais e técnicas bem como assegurar a sua elevada qualidade.
4) Dotar todas as escolas (independentemente da faixa etária) de equipamentos informáticos, laboratoriais e de outras actividades práticas consoante as suas necessidades. Estes equipamentos seriam entregues quando a escola fosse requalificada, "completando" assim a renovação da escola, tanto ao nível das infra-estruturas como ao nível dos equipamentos.
5) Após se concluir a requalificação do parque escolar, dividir o mesmo em 5. Anualmente, um quinto das escolas seria alvo de obras ou de aquisição de equipamentos de que necessitasse. Esta medida iria assegurar que a cada 5 anos qualquer escola sofreria pequenas alterações positivas. Assim não seria necessário investir de forma herculea no futuro para remodelar o parque escolar por completo nem para dotar todo o parque escolar de uma nova gama de equipamentos.
6) Dotar todas as escolas de internet wireless para utilização gratuita por parte dos estudantes, professores e outros funcionários.
7) Apoiar as associações de estudantes e outros núcleos que promovessem a ocupação extra-curricular dos estudantes e sua formação extra-curricular. Este apoio seria feito através da criação de um fundo para o qual estas associações e núcleos apresentariam candidaturas, sendo depois escolhidas aquelas que seriam financiadas.
8) Incluir na formação secundária um novo módulo de aprendizagem, comum a todos cursos (incluindo os técnico-profissionais). Este novo módulo teria a duração de uma semana e seria composto por regras de segurança em situações de catástrofe administrada pela Protecção Civil, suporte básico de vida administrado pelo INEM, uso de extintores e extinção de pequenos fogos administrado pelos Bombeiros, segurança, criminalidade e drogas administrada pela GNR ou PSP consoante a zona e preservativos e educação sexual administrada por profissionais competentes sejam eles médicos, enfermeiros, técnicos de saúde ou psicólogos.
PS: Com certeza existem outros investimentos necessários na área da Educação. Eu considero estes 8 prioritários mas não os considero únicos e todas estas "propostas" que referi terão pontos a melhorar. Só através do debate e troca de ideias é que se conseguirá chegar a um verdadeiro plano capaz de corresponder às reais e totais necessidades da Educação portuguesa. Estão todos convidados a participar.
PSS: Não abordei o ensino superior por não conhecer suficientemente essa realidade. Aquilo que poderia dizer sobre o ensino superior eram somente intenções daquilo que penso como deveria ser esse tipo de ensino e isso irei fazer no subtema "Ensino Superior". Propostas de medidas/investimentos não consigo por enquanto fazer, ou pelo menos, não com o rigor necessário.
Visto considerar a Educação um sector fundamental para o desenvolvimento de um país, estando interligado com todos os outros sectores (por exemplo o bem-estar social e o crescimento económico deriva em parte da qualidade da Educação, aplicando-se também o inverso) é natural que defenda que uma considerável parte do investimento total produzido pelo Estado seja aplicado ao ensino e à formação académica e profissional.
As "propostas" que vou apresentar não estão baseadas em nenhum estudo e representam aquilo que considero ser prioritário. Numa crise como a actual, defendo que o Estado tem de investir ainda mais para contrariar a contracção dos privados, anulando assim o ciclo de depressão económica e tentando iniciar um novo ciclo de prosperidade económica. Os investimentos na Educação, além da componente principal que são os ganhos na qualidade geral do ensino e no bem-estar dos estudantes têm também um papel importante no combate ao desemprego e em gerar receitas para as empresas. A missão "secundária" destes investimentos acaba por ter um papel bem mais importante numa altura de crise. Não dou grande ênfase à divida pública, especialmente neste tipo de investimentos e especialmente numa altura em que considero ser imperativo o Estado investir. Múltiplas obras de qualidade na área da Educação podem ser revitalizadoras para a economia local e beneficiar em vários vectores as populações dessa área. O conjunto de obras em si seria um novo "arranque" para a economia nacional e produziria fortes ganhos sociais e económicos. Quem sabe se um arrojado pacote na Educação não poderia substituir obras como o novo aeroporto ou o TGV (apesar de pessoalmente concordar com estas obras, especialmente com a 2ª sendo isso tópico para outro post). Aquilo que pretendo afirmar é que a Educação é das melhores áreas para se investir e é onde Portugal tem bastantes necessidades. É preciso investir muito e bem! Segue assim a listagem de investimentos que considero serem prioritários para a Educação.
1) Requalificar todas as escolas primárias e básicas num prazo de 10 anos, dividindo-se o investimento em 10 tranches (uma por ano). A calendarização seria feita por prioridades (a requalificação das escolas seria feita pelo estado de degradação, ou seja, as escolas mais degradadas seriam requalificadas no primeiro ano e assim sucessivamente).
2) Requalificar todas as escolas secundárias seguindo o esquema apresentado para as escolas básicas.
3) Ampliar a rede de escolas profissionais e técnicas bem como assegurar a sua elevada qualidade.
4) Dotar todas as escolas (independentemente da faixa etária) de equipamentos informáticos, laboratoriais e de outras actividades práticas consoante as suas necessidades. Estes equipamentos seriam entregues quando a escola fosse requalificada, "completando" assim a renovação da escola, tanto ao nível das infra-estruturas como ao nível dos equipamentos.
5) Após se concluir a requalificação do parque escolar, dividir o mesmo em 5. Anualmente, um quinto das escolas seria alvo de obras ou de aquisição de equipamentos de que necessitasse. Esta medida iria assegurar que a cada 5 anos qualquer escola sofreria pequenas alterações positivas. Assim não seria necessário investir de forma herculea no futuro para remodelar o parque escolar por completo nem para dotar todo o parque escolar de uma nova gama de equipamentos.
6) Dotar todas as escolas de internet wireless para utilização gratuita por parte dos estudantes, professores e outros funcionários.
7) Apoiar as associações de estudantes e outros núcleos que promovessem a ocupação extra-curricular dos estudantes e sua formação extra-curricular. Este apoio seria feito através da criação de um fundo para o qual estas associações e núcleos apresentariam candidaturas, sendo depois escolhidas aquelas que seriam financiadas.
8) Incluir na formação secundária um novo módulo de aprendizagem, comum a todos cursos (incluindo os técnico-profissionais). Este novo módulo teria a duração de uma semana e seria composto por regras de segurança em situações de catástrofe administrada pela Protecção Civil, suporte básico de vida administrado pelo INEM, uso de extintores e extinção de pequenos fogos administrado pelos Bombeiros, segurança, criminalidade e drogas administrada pela GNR ou PSP consoante a zona e preservativos e educação sexual administrada por profissionais competentes sejam eles médicos, enfermeiros, técnicos de saúde ou psicólogos.
PS: Com certeza existem outros investimentos necessários na área da Educação. Eu considero estes 8 prioritários mas não os considero únicos e todas estas "propostas" que referi terão pontos a melhorar. Só através do debate e troca de ideias é que se conseguirá chegar a um verdadeiro plano capaz de corresponder às reais e totais necessidades da Educação portuguesa. Estão todos convidados a participar.
PSS: Não abordei o ensino superior por não conhecer suficientemente essa realidade. Aquilo que poderia dizer sobre o ensino superior eram somente intenções daquilo que penso como deveria ser esse tipo de ensino e isso irei fazer no subtema "Ensino Superior". Propostas de medidas/investimentos não consigo por enquanto fazer, ou pelo menos, não com o rigor necessário.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Protecção dos Ecossistemas
A Greenpeace Portugal já existe numa forma online há algum tempo. Contudo, não existiam acções directas em Portugal por não haver um escritório físico da Greenpeace no nosso país. Já existe um em quase todos os países da Europa e actualmente, esta organização não-governamental está a concentrar os seus recursos em países em vias de desenvolvimento por serem aqueles cuja população está menos sensibilizada para as alterações climáticas, por serem aqueles que irão sofrer as consequências mais graves do problemas resultantes das alterações climáticas (como aumento de secas e cheias) e pelo papel importante que esses países têm, alertando para a necessidade de se desenvolverem de uma forma sustentável.
No Verão passado, Portugal recebeu a visita de um navio da Greenpeace. Este evento marcou uma reviravolta na presença da Greenpeace no nosso país. Apesar de ainda não existir um escritório físico, existem grupos de voluntários que realizam acções directas e contactam com a população. A participação e informação online aumentou bastante e já possível qualquer português ajudar a Greenpeace através do computador ou através de acções directas. A última acção desta organização desenrolou-se no início deste mês, incidindo sobre o tema-chave da Greenpeace Portugal, a protecção dos ecossistemas marinhos.
Dez activistas da Greenpeace (4 deles portugueses) realizaram uma campanha de sensibilização junto da sede do grupo Jerónimo Martins (detentor do Feira Nova e Pingo Doce), tentando contactar com a administração do grupo. O objectivo desta acção é sensibilizar os hiper e supermercados do grupo para adoptarem uma política sustentável na compra de peixe, evitando assim a destruição da vida nos oceanos. Pingo Doce e Feira Nova são os "alvos" da Greenpeace pois estão cotados em último lugar no 2º ranking de compra de peixe realizado pela mesma organização. Em resposta a não serem recebidos pela administração do grupo, decidiram colocar um banner gigante na fachada do edifício onde se pode ler "Jerónimo Martins destrói os oceanos". Todos os activistas acabaram detidos pela polícia.
Esta acção, como tantas outras levadas a cabo pela Greenpeace e outras ONG um pouco por todo o mundo recordam-nos da urgência de proteger os ecossistemas mundiais e do nosso papel na sua protecção. Em primeiro lugar temos que perceber a importância dos ecossistemas, pois só assim chegamos à conclusão de que é efectivamente necessário protegê-los. De uma forma simples podemos afirmar que sem equilíbrio nos ecossistemas mundiais a espécie humana extingue-se. O planeta, tal como a nossa sociedade, resulta de um conjunto de interacções e relações entre os vários elementos que compõem esse sistema. No caso do planeta, os elementos são muito variados e entre eles podemos encontrar todos os animais, plantas, etc. da Terra. Como nas relações em sociedade, aquilo que eu fizer vai afectar todo o sistema e aquilo que os outros elementos do sistema fizerem vai afectar-me a mim. O equilíbrio que a Natureza criou é um conjunto de consequências das relações e interacções dos elementos do sistema. Relações essas que podem ser classificadas de saudáveis já que contribuem para a manutenção do equilíbrio que é necessário. O problema é que estamos a alterar essas relações tão profundamente que estamos a alterar as consequências finais e essas novas consequências que produzimos não contribuem para a manutenção do equilíbrio do sistema, antes pelo contrário contribuem para a sua degradação. É urgente inverter esta tendência e para tal acontecer, todos nós temos de tomar medidas. Na nossa sociedade existem regras. Regras essas que tentam assegurar que todas as relações processadas pelos elementos são saudáveis e portanto, não vão pôr em causa o equilíbrio do sistema. Quando alguém quebra uma dessas regras, efectuando uma acção que degrada o equilíbrio, existem punições que têm como objectivo parar de imediato essa acção e anular a sua existência no futuro. A chave para a defesa e protecção dos ecossistemas reside em adoptar o mesmo sistema. Nós estamos interessados numa sociedade saudável (por exemplo acho que é consensual que é bom podermos sair à rua sem termos medo de ser assaltados) da mesma forma que estamos interessados em ecossistemas saudáveis. O interesse é o de sobreviver e o de viver com qualidade. Temos que impor regras que limitem as relações e interacções com os ecossistemas mundiais por forma a que produzam consequências saudáveis e geradoras de equilíbrio. Temos que garantir o cumprimento dessas regras e punir quem não as cumpre. Já temos a "receita" mas falta aplicá-la e é aí que todos nós jogamos um papel fundamental. Uma vez mais, o processo é simples. O sistema circulatório da sociedade global é o dinheiro. E é ele que influencia tudo, incluindo as relações que mantemos com os ecossistemas. Cada um de nós é detentor de um pouco do "sangue" que circula nesta sistema. Se não financiarmos o actual sistema circulatório e colocarmos o nosso sangue num sistema diferente, vão-se produzir alterações significativas. Obviamente que sozinhos não iremos conseguir, daí muitas ONG não se limitarem a agir individualmente mas tentarem convencer cada vez mais pessoas a adoptar os mesmos comportamentos. Mas é esta a receita e é este o processo a ser seguido. É por isto que devemos lutar, até porque o resultado desta "guerra" irá determinar o nosso futuro.
No Verão passado, Portugal recebeu a visita de um navio da Greenpeace. Este evento marcou uma reviravolta na presença da Greenpeace no nosso país. Apesar de ainda não existir um escritório físico, existem grupos de voluntários que realizam acções directas e contactam com a população. A participação e informação online aumentou bastante e já possível qualquer português ajudar a Greenpeace através do computador ou através de acções directas. A última acção desta organização desenrolou-se no início deste mês, incidindo sobre o tema-chave da Greenpeace Portugal, a protecção dos ecossistemas marinhos.
Dez activistas da Greenpeace (4 deles portugueses) realizaram uma campanha de sensibilização junto da sede do grupo Jerónimo Martins (detentor do Feira Nova e Pingo Doce), tentando contactar com a administração do grupo. O objectivo desta acção é sensibilizar os hiper e supermercados do grupo para adoptarem uma política sustentável na compra de peixe, evitando assim a destruição da vida nos oceanos. Pingo Doce e Feira Nova são os "alvos" da Greenpeace pois estão cotados em último lugar no 2º ranking de compra de peixe realizado pela mesma organização. Em resposta a não serem recebidos pela administração do grupo, decidiram colocar um banner gigante na fachada do edifício onde se pode ler "Jerónimo Martins destrói os oceanos". Todos os activistas acabaram detidos pela polícia.
Esta acção, como tantas outras levadas a cabo pela Greenpeace e outras ONG um pouco por todo o mundo recordam-nos da urgência de proteger os ecossistemas mundiais e do nosso papel na sua protecção. Em primeiro lugar temos que perceber a importância dos ecossistemas, pois só assim chegamos à conclusão de que é efectivamente necessário protegê-los. De uma forma simples podemos afirmar que sem equilíbrio nos ecossistemas mundiais a espécie humana extingue-se. O planeta, tal como a nossa sociedade, resulta de um conjunto de interacções e relações entre os vários elementos que compõem esse sistema. No caso do planeta, os elementos são muito variados e entre eles podemos encontrar todos os animais, plantas, etc. da Terra. Como nas relações em sociedade, aquilo que eu fizer vai afectar todo o sistema e aquilo que os outros elementos do sistema fizerem vai afectar-me a mim. O equilíbrio que a Natureza criou é um conjunto de consequências das relações e interacções dos elementos do sistema. Relações essas que podem ser classificadas de saudáveis já que contribuem para a manutenção do equilíbrio que é necessário. O problema é que estamos a alterar essas relações tão profundamente que estamos a alterar as consequências finais e essas novas consequências que produzimos não contribuem para a manutenção do equilíbrio do sistema, antes pelo contrário contribuem para a sua degradação. É urgente inverter esta tendência e para tal acontecer, todos nós temos de tomar medidas. Na nossa sociedade existem regras. Regras essas que tentam assegurar que todas as relações processadas pelos elementos são saudáveis e portanto, não vão pôr em causa o equilíbrio do sistema. Quando alguém quebra uma dessas regras, efectuando uma acção que degrada o equilíbrio, existem punições que têm como objectivo parar de imediato essa acção e anular a sua existência no futuro. A chave para a defesa e protecção dos ecossistemas reside em adoptar o mesmo sistema. Nós estamos interessados numa sociedade saudável (por exemplo acho que é consensual que é bom podermos sair à rua sem termos medo de ser assaltados) da mesma forma que estamos interessados em ecossistemas saudáveis. O interesse é o de sobreviver e o de viver com qualidade. Temos que impor regras que limitem as relações e interacções com os ecossistemas mundiais por forma a que produzam consequências saudáveis e geradoras de equilíbrio. Temos que garantir o cumprimento dessas regras e punir quem não as cumpre. Já temos a "receita" mas falta aplicá-la e é aí que todos nós jogamos um papel fundamental. Uma vez mais, o processo é simples. O sistema circulatório da sociedade global é o dinheiro. E é ele que influencia tudo, incluindo as relações que mantemos com os ecossistemas. Cada um de nós é detentor de um pouco do "sangue" que circula nesta sistema. Se não financiarmos o actual sistema circulatório e colocarmos o nosso sangue num sistema diferente, vão-se produzir alterações significativas. Obviamente que sozinhos não iremos conseguir, daí muitas ONG não se limitarem a agir individualmente mas tentarem convencer cada vez mais pessoas a adoptar os mesmos comportamentos. Mas é esta a receita e é este o processo a ser seguido. É por isto que devemos lutar, até porque o resultado desta "guerra" irá determinar o nosso futuro.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Educação - Ensino Público
Neste primeiro tópico sobre Educação vou abordar o ensino público e a sua importância. Em primeiro lugar devo referir que a Educação é um dos sectores que considero mais importantes para o desenvolvimento do país e onde para mim, é extremamente compensatório realizar investimentos avultados. Uma das razões apontadas para o nosso "atraso" em relação à Europa é a falta de formação académica e profissional da maioria da população activa do nosso país, consequência ainda do regime do Estado Novo.
Na minha opinião, um país sem formação e educação é um país enfraquecido. Uma aposta forte, correcta e contínua neste sector traz benefícios sociais e económicos. A quantidade de jovens portugueses que se destacam um pouco por todo o mundo, em todas as áreas, são excelentes exemplos daquilo que é possível "colher" num bom sistema de educação.
A educação é um direito e como tal compete ao Estado garantir esse direito. Surge assim o ensino público. Considero que uma formação de qualidade deve estar acessível a todos, independentemente dos recursos financeiros disponíveis. Ingressar no ensino privado deve ser uma opção e não uma "obrigação" para se conseguir uma formação com qualidade. É imperativo manter o sistema educacional saudável. Sou um defensor do ensino público, e a explicação para tal pode concentrar-se numa palavra: lucro. Para mim, quando uma escola é gerida de forma empresarial o objectivo primário é conseguir lucro e na Educação o objectivo primário deve ser sempre garantir uma formação de qualidade aos estudantes. Eu estudei num colégio privado durante 10 anos e não tenho razão de queixa da formação administrada, antes pelo contrário. Não digo que os estabelecimentos de ensino privado não sejam capazes de garantir uma boa Educação. A razão pela qual defendo o ensino público é por assim dizer, por uma questão de princípios. Por considerar que de uma forma ou de outra, a necessidade de obter lucro pode interferir na qualidade da formação, já que não é dada a devida primazia à qualidade do ensino e ao consequente aproveitamento e bem-estar dos estudantes visados.
Na Educação não interessa o dinheiro. Obviamente que deve existir uma gestão correcta e sou totalmente contra desperdícios mas quando se pensa em Educação aquilo que nos lembramos primeiro não pode ser dos cifrões. Imagine-se que o sistema de ensino público regista um prejuízo de 100 milhões de euros por ano. Não existem desperdícios? Não. A qualidade de ensino está assegurada? Sim. Então esses 100 milhões "negativos" valem a pena. É preciso gastar mais 50 milhões anuais para assegurar um sistema saudável? Se efectivamente esses 50 milhões a mais proporcionarem melhorias que o sistema necessita então devemos gastá-los. Pagamos impostos e gastar dinheiro no sector da Educação é das melhores formas que encontro para fazer com que os impostos pagos sirvam a população que os pagou.
Em suma defendo um sistema de ensino público forte, gratuito, inovador, com melhorias ano após ano, acessível para todos e cujas únicas preocupações sejam a qualidade da formação administrada e o bem-estar dos estudantes. O Estado não deve filtrar nem instrumentalizar os conteúdos programáticos. Deve antes incentivar o pensamento, a reflexão, a análise, o debate, etc. O Estado não deve "manipular" o sistema mas deve controlá-lo na medida em que é algo demasiado importante. É um pilar essencial ao funcionamento e desenvolvimento do país e como tal não deve estar monopolizado por interesses cujo objectivo se desvie daquele enunciado, o da qualidade do ensino. Os investimentos na Educação serão provavelmente dos mais lucrativos se ponderarmos todos os factores, mas os ganhos desse investimento não são visíveis no curto prazo nem nas contas do sistema de ensino.
Adenda: Foi-me pedido para realizar uma breve análise sobre o nível de exigência do ensino e dos exames nacionais. É com muito prazer que aceito a sugestão. Conclui este ano o ensino secundário e nesta "aventura" de 3 anos realizei os 4 exames nacionais obrigatórios da minha área (MACS, Geografia, História e Português). Pessoalmente não achei difícil o ensino secundário. Para quem se interessa pelas disciplinas e está disposto a estudar consoante as suas dificuldades, provavelmente não irá reprovar. Todos nós temos disciplinas preferidas e professores preferidos. Juntando esses factores a outros como a nossa turma (e a relação com os colegas), a nossa escola em si, o apoio prestado por familiares e amigos, etc. vão influenciar seguramente os nossos resultados. No geral, considero o nível de exigência do ensino secundário adequado à faixa etária a que se destina. A carga horária parece-me adequada (talvez um pouco extensa no 10º ano mas é algo compensado com a forte diminuição no 12º) e alegra-me ver que existe uma preocupação em garantir disciplinas que fomentem diversos tipos de aprendizagem. A oferta de disciplinas existentes é também positiva já que temos um leque alargado de escolhas que podemos fazer consoante os nossos gostos e aptidões. Em relação aos exames nacionais, a minha opinião muda bastante. Dos 4 exames que fiz senti que praticamente todos os minutos de estudo (sejam eles poucos ou muitos) foram um desperdício. Não sou contra a realização de exames nacionais, antes pelo contrário. Sou a favor de exames no final do secundário ou de exames para acesso ao ensino superior realizados na própria faculdade a que nos candidatamos. Simplesmente discordo deste género de exames porque não creio que avaliem verdadeiramente os conhecimentos dos alunos. Não é uma questão de serem fáceis ou difíceis. É fácil conseguir uma positiva porque os exames não testam verdadeiramente os conhecimentos mas é algo difícil atingir uma nota elevada (+17) devido aos rigorosos critérios de avaliação. Se pudesse alterar os exames, mais do que alterar o seu grau de dificuldade, alterava a sua estrutura. Exames que exigissem conhecimentos da disciplina, fossem eles decorados ou percebidos. Exames que exigissem análises e reflexões recorrendo à matéria leccionada. Exames que exigissem pensar.
Na minha opinião, um país sem formação e educação é um país enfraquecido. Uma aposta forte, correcta e contínua neste sector traz benefícios sociais e económicos. A quantidade de jovens portugueses que se destacam um pouco por todo o mundo, em todas as áreas, são excelentes exemplos daquilo que é possível "colher" num bom sistema de educação.
A educação é um direito e como tal compete ao Estado garantir esse direito. Surge assim o ensino público. Considero que uma formação de qualidade deve estar acessível a todos, independentemente dos recursos financeiros disponíveis. Ingressar no ensino privado deve ser uma opção e não uma "obrigação" para se conseguir uma formação com qualidade. É imperativo manter o sistema educacional saudável. Sou um defensor do ensino público, e a explicação para tal pode concentrar-se numa palavra: lucro. Para mim, quando uma escola é gerida de forma empresarial o objectivo primário é conseguir lucro e na Educação o objectivo primário deve ser sempre garantir uma formação de qualidade aos estudantes. Eu estudei num colégio privado durante 10 anos e não tenho razão de queixa da formação administrada, antes pelo contrário. Não digo que os estabelecimentos de ensino privado não sejam capazes de garantir uma boa Educação. A razão pela qual defendo o ensino público é por assim dizer, por uma questão de princípios. Por considerar que de uma forma ou de outra, a necessidade de obter lucro pode interferir na qualidade da formação, já que não é dada a devida primazia à qualidade do ensino e ao consequente aproveitamento e bem-estar dos estudantes visados.
Na Educação não interessa o dinheiro. Obviamente que deve existir uma gestão correcta e sou totalmente contra desperdícios mas quando se pensa em Educação aquilo que nos lembramos primeiro não pode ser dos cifrões. Imagine-se que o sistema de ensino público regista um prejuízo de 100 milhões de euros por ano. Não existem desperdícios? Não. A qualidade de ensino está assegurada? Sim. Então esses 100 milhões "negativos" valem a pena. É preciso gastar mais 50 milhões anuais para assegurar um sistema saudável? Se efectivamente esses 50 milhões a mais proporcionarem melhorias que o sistema necessita então devemos gastá-los. Pagamos impostos e gastar dinheiro no sector da Educação é das melhores formas que encontro para fazer com que os impostos pagos sirvam a população que os pagou.
Em suma defendo um sistema de ensino público forte, gratuito, inovador, com melhorias ano após ano, acessível para todos e cujas únicas preocupações sejam a qualidade da formação administrada e o bem-estar dos estudantes. O Estado não deve filtrar nem instrumentalizar os conteúdos programáticos. Deve antes incentivar o pensamento, a reflexão, a análise, o debate, etc. O Estado não deve "manipular" o sistema mas deve controlá-lo na medida em que é algo demasiado importante. É um pilar essencial ao funcionamento e desenvolvimento do país e como tal não deve estar monopolizado por interesses cujo objectivo se desvie daquele enunciado, o da qualidade do ensino. Os investimentos na Educação serão provavelmente dos mais lucrativos se ponderarmos todos os factores, mas os ganhos desse investimento não são visíveis no curto prazo nem nas contas do sistema de ensino.
Adenda: Foi-me pedido para realizar uma breve análise sobre o nível de exigência do ensino e dos exames nacionais. É com muito prazer que aceito a sugestão. Conclui este ano o ensino secundário e nesta "aventura" de 3 anos realizei os 4 exames nacionais obrigatórios da minha área (MACS, Geografia, História e Português). Pessoalmente não achei difícil o ensino secundário. Para quem se interessa pelas disciplinas e está disposto a estudar consoante as suas dificuldades, provavelmente não irá reprovar. Todos nós temos disciplinas preferidas e professores preferidos. Juntando esses factores a outros como a nossa turma (e a relação com os colegas), a nossa escola em si, o apoio prestado por familiares e amigos, etc. vão influenciar seguramente os nossos resultados. No geral, considero o nível de exigência do ensino secundário adequado à faixa etária a que se destina. A carga horária parece-me adequada (talvez um pouco extensa no 10º ano mas é algo compensado com a forte diminuição no 12º) e alegra-me ver que existe uma preocupação em garantir disciplinas que fomentem diversos tipos de aprendizagem. A oferta de disciplinas existentes é também positiva já que temos um leque alargado de escolhas que podemos fazer consoante os nossos gostos e aptidões. Em relação aos exames nacionais, a minha opinião muda bastante. Dos 4 exames que fiz senti que praticamente todos os minutos de estudo (sejam eles poucos ou muitos) foram um desperdício. Não sou contra a realização de exames nacionais, antes pelo contrário. Sou a favor de exames no final do secundário ou de exames para acesso ao ensino superior realizados na própria faculdade a que nos candidatamos. Simplesmente discordo deste género de exames porque não creio que avaliem verdadeiramente os conhecimentos dos alunos. Não é uma questão de serem fáceis ou difíceis. É fácil conseguir uma positiva porque os exames não testam verdadeiramente os conhecimentos mas é algo difícil atingir uma nota elevada (+17) devido aos rigorosos critérios de avaliação. Se pudesse alterar os exames, mais do que alterar o seu grau de dificuldade, alterava a sua estrutura. Exames que exigissem conhecimentos da disciplina, fossem eles decorados ou percebidos. Exames que exigissem análises e reflexões recorrendo à matéria leccionada. Exames que exigissem pensar.
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domingo, 5 de julho de 2009
57º Aniversário da Força Aérea | 100 Anos de Aviação em Portugal
Hoje passei o dia inteiro na Base Aérea Nº1 em Sintra. O motivo foram as celebrações do 57º Aniversário da Força Aérea Portuguesa em conjunto com as festividades associadas aos 100 Anos de Aviação em Portugal.
A organização esperava receber cerca de 100.000 pessoas e a julgar pela confusão o número real não deve andar longe. Infelizmente o tempo não ajudou, chegando mesmo a chover ao início da tarde. O evento era de entrada gratuita e contava com várias atracções.
Inicialmente visitei uma exposição fixa cuja organização era semelhante às das feiras e outros eventos (divisão por stands). Existiam stands de todas as esquadras da Força Aérea onde podíamos aprender um pouco sobre a sua missão e os meios de que dispunham para realizar as suas funções. Podíamos experimentar um simulador de voo e visitar várias aeronaves como o caça F-16, o Asas de Portugal (Alpha Jet) e o Rotores de Portugal (Alouette III). Os stands institucionais (Câmara de Sintra, etc.) marcavam também presença. Dentro desta exposição, aquilo que me marcou mais foi a esquadra responsável pela manutenção de infra-estruturas e a esquadra responsavél pela busca e salvamento. O lema da Academia da Força Aérea é "E não menos pelas armas que pelas letras".
Após terminar a exposição fixa, dirigi-me ao espaço envolvente aos hangares para ver a exposição ao ar livre e de onde podia observar as demonstrações de voo. Existiam actividades paralelas como slide, apresentação do núcleo cinotécnico (demonstrações com cães), visitas às tendas com armamento, insufláveis para crianças, visitas a carros de combate a incêndios em aeronaves, etc. Assisti à quase totalidade de demonstrações de voo e cada uma à sua maneira, todas foram impressionantes e revelaram a perícia necessária para se manobrar com tanta habilidade aquele tipo de aparelhos.
O veterano C-130 (Hércules) realizou os baptismos de voo, o C-295M (ao serviço desde Fevereiro deste ano) apresentou-se ao público como o substituto do já conhecido C-120 (Aviocar) e o helicóptero Merlin (substituto dos Puma) simulou uma situação de busca e salvamento. O P-3 Orion demonstrou que apesar de possuir 4 motores, consegue trabalhar apenas com 2 e a Marinha Portuguesa lançou um grupo de fuzileiros do seu Lynx (helicóptero) através de uma corda. Apesar de todas estas aeronaves militares possuirem características fantásticas, o ponto alto das demonstrações foram os caças. Duas esquadrilhas de F-16 da Força Aérea Portuguesa simularam o lançamento de bombas de precisão e fizeram voos espectaculares, onde apenas o som dos motores (que levavam mais de metade do público a colocar as mãos nos ouvidos) intimida qualquer um. A Força Aérea Espanhola aliou-se às celebrações enviando um caça Eurofighter que fazia voos razantes de "cabeça para baixo".
Terminando a parte militar, seguiram-se as manobras espectaculares de um avião da Red Bull Air Race em que o looping era a manobra mais "fácil". Os Rotores de Portugal fizeram uma excelente actuação, sendo de salientar que quase faziam loopings com os seus helicopteros Alouette III. Para finalizar o festival, os mundialmente famosos Asas de Portugal. Dois avisões Alpha Jet a voarem a cerca de 600 km/h a menos de 2m de distância. É preciso dizer mais alguma coisa?
Foi um dia agradável onde aprendi bastante sobre a missão global da Força Aérea bem como dos seus meios e equipamentos. Faz-nos ver que as Forças Armadas servem para bem mais que apenas entrar em cenários de guerra e que é necessário investir no ramo da Defesa para termos uma aviação ao dispor da população e que responda às necessidades do país.
A organização esperava receber cerca de 100.000 pessoas e a julgar pela confusão o número real não deve andar longe. Infelizmente o tempo não ajudou, chegando mesmo a chover ao início da tarde. O evento era de entrada gratuita e contava com várias atracções.
Inicialmente visitei uma exposição fixa cuja organização era semelhante às das feiras e outros eventos (divisão por stands). Existiam stands de todas as esquadras da Força Aérea onde podíamos aprender um pouco sobre a sua missão e os meios de que dispunham para realizar as suas funções. Podíamos experimentar um simulador de voo e visitar várias aeronaves como o caça F-16, o Asas de Portugal (Alpha Jet) e o Rotores de Portugal (Alouette III). Os stands institucionais (Câmara de Sintra, etc.) marcavam também presença. Dentro desta exposição, aquilo que me marcou mais foi a esquadra responsável pela manutenção de infra-estruturas e a esquadra responsavél pela busca e salvamento. O lema da Academia da Força Aérea é "E não menos pelas armas que pelas letras".
Após terminar a exposição fixa, dirigi-me ao espaço envolvente aos hangares para ver a exposição ao ar livre e de onde podia observar as demonstrações de voo. Existiam actividades paralelas como slide, apresentação do núcleo cinotécnico (demonstrações com cães), visitas às tendas com armamento, insufláveis para crianças, visitas a carros de combate a incêndios em aeronaves, etc. Assisti à quase totalidade de demonstrações de voo e cada uma à sua maneira, todas foram impressionantes e revelaram a perícia necessária para se manobrar com tanta habilidade aquele tipo de aparelhos.
O veterano C-130 (Hércules) realizou os baptismos de voo, o C-295M (ao serviço desde Fevereiro deste ano) apresentou-se ao público como o substituto do já conhecido C-120 (Aviocar) e o helicóptero Merlin (substituto dos Puma) simulou uma situação de busca e salvamento. O P-3 Orion demonstrou que apesar de possuir 4 motores, consegue trabalhar apenas com 2 e a Marinha Portuguesa lançou um grupo de fuzileiros do seu Lynx (helicóptero) através de uma corda. Apesar de todas estas aeronaves militares possuirem características fantásticas, o ponto alto das demonstrações foram os caças. Duas esquadrilhas de F-16 da Força Aérea Portuguesa simularam o lançamento de bombas de precisão e fizeram voos espectaculares, onde apenas o som dos motores (que levavam mais de metade do público a colocar as mãos nos ouvidos) intimida qualquer um. A Força Aérea Espanhola aliou-se às celebrações enviando um caça Eurofighter que fazia voos razantes de "cabeça para baixo".
Terminando a parte militar, seguiram-se as manobras espectaculares de um avião da Red Bull Air Race em que o looping era a manobra mais "fácil". Os Rotores de Portugal fizeram uma excelente actuação, sendo de salientar que quase faziam loopings com os seus helicopteros Alouette III. Para finalizar o festival, os mundialmente famosos Asas de Portugal. Dois avisões Alpha Jet a voarem a cerca de 600 km/h a menos de 2m de distância. É preciso dizer mais alguma coisa?
Foi um dia agradável onde aprendi bastante sobre a missão global da Força Aérea bem como dos seus meios e equipamentos. Faz-nos ver que as Forças Armadas servem para bem mais que apenas entrar em cenários de guerra e que é necessário investir no ramo da Defesa para termos uma aviação ao dispor da população e que responda às necessidades do país.
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Futuro | Análises
Nos próximos dias vou experimentar um formato novo aqui no Pensamento Alinhado. O objectivo é responder de uma forma directa e explícita a várias questões e analisar temas centrais através de pequenas análises de subtemas enquadrados. Segue o esquema com os tópicos a serem analisados a partir de amanhã.
Educação
1) ensino público
2) plano de investimentos
3) ensino profissional/técnico
4) ensino superior
5) formação constante
Saúde
1) saúde pública
2) plano de investimentos
3) pessoas portadoras de deficiências motoras/físicas
4) cuidados pré-hospitalares
5) catástrofes
Defesa e Segurança
1) forças armadas (Exército, Marinha e Força Aérea)
2) plano de investimentos
3) PSP/GNR
4) plano de investimentos (específico para as forças policiais)
5) bombeiros
Ambiente
1) energias alternativas
2) água
3) mobilidade sustentável
4) desflorestação
5) mega-projectos
Economia e Sociedade
1) investimento público
2) desemprego
3) TGV e aeroporto
4) sectores prioritários
5) rendimentos, reinserção social e apoios do estado
Relações Internacionais
1) palestina
2) guantánamo
3) CPLP
4) UE
5) ONU
Educação
1) ensino público
2) plano de investimentos
3) ensino profissional/técnico
4) ensino superior
5) formação constante
Saúde
1) saúde pública
2) plano de investimentos
3) pessoas portadoras de deficiências motoras/físicas
4) cuidados pré-hospitalares
5) catástrofes
Defesa e Segurança
1) forças armadas (Exército, Marinha e Força Aérea)
2) plano de investimentos
3) PSP/GNR
4) plano de investimentos (específico para as forças policiais)
5) bombeiros
Ambiente
1) energias alternativas
2) água
3) mobilidade sustentável
4) desflorestação
5) mega-projectos
Economia e Sociedade
1) investimento público
2) desemprego
3) TGV e aeroporto
4) sectores prioritários
5) rendimentos, reinserção social e apoios do estado
Relações Internacionais
1) palestina
2) guantánamo
3) CPLP
4) UE
5) ONU
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Green High Tech
Cada vez mais o "verde" é sinónimo de uma multiplicidade maior de coisas. No início "green" era algo que se destacava pelo seu desempenho ambiental (melhor que os produtos concorrentes), pela sua neutralidade carbónica (através da compensação de emissões) ou por ser um produto que nos auxiliava a proteger o ambiente e a natureza (poupança de energia, poupança de água, redução do volume de lixo, etc.). Verde é a cor da Natureza e o "green" lutava pela sua protecção.
Com uma maior sensibilização e mediatização dos problemas associados às alterações climáticas, "green" passou a significar também um estilo de vida. Uma moda. Ser verde é uma opção, a opção "correcta" e "fixe". Simboliza a preocupação com um problema global e a vontade em deixar de ser parte do problema para ser parte da solução. "Green" é um modo de vida associado ao desenvolvimento sustentável e à paz, não só entre os povos, mas entre o ser humano e o planeta. É o modo de vida do futuro.
A procura incessante por produtos amigos da Natureza, verdes, carbono zero, biológicos, ou qualquer outra designação que esteja associada à salvação da Terra levou a que "green" adquirisse um terceiro significado. O do dinheiro. Cada vez mais é importante para uma marca estar associada ao movimento verde para vender e publicitar os seus produtos. A procura por produtos "green" leva as empresas a adaptarem-se a esta nova realidade e a publicidade e marketing levada a cabo pelos grandes grupos leva-nos a querer ainda mais os produtos verdes. "Green" é uma estratégia empresarial com uma componente cada vez mais essencial para alcançar o sucesso.
Se aliarmos estes três diferentes significados para "green" verificamos que existe um elevado leque de pessoas interessadas nesta área. Qualquer que seja o motivo, é difícil encontrar quem não tenha interesse pelo verde. Este interesse leva-nos a querer um verde cada vez maior e melhor. É por isso que cada vez mais marcas/produtos/empresas estão associadas a este mundo (até as petrolíferas). É preciso inovar, criar, inventar, experimentar, estudar, etc. Tudo para completar cada vez mais o "green" e aperfeiçoá-lo. Surge assim o quarto significado. "Green" é sinónimo de inovação tecnológica. Aliada à engenharia/tecnologia ambiental estão invenções de ponta numa indústria virada para o futuro. É o "Green" High Tech e representa a tecnologia que vai moldar o nosso mundo e a nossa sociedade.
Seguem-se dois exemplos da aposta em Green High Tech:
1) As potências asiáticas unem-se em torno da tecnologia verde para desafiar a supremacia americana. Em Agosto os líderes da China, Japão e Coreia estarão presentes numa cimeira cujo objectivo é unir os recursos e competências destes três países para alcançarem uma cooperação na área ambiental que seja capaz de liderar a nível mundial este tipo de tecnologia. O Japão é o líder em automóveis híbridos e eléctricos, a China tem bastante dinheiro para investir e a Coreia é bastante conhecida pela sua robótica de ponta. Se juntarmos estes ingredientes veremos que é expectável a saída de novas e inovadoras tecnologias capazes de revolucionar a área ambiental. Esta invulgar cooperação destina-se principalmente a proteger o sector industrial asiático bem como retirar dividendos económicos e não proteger o planeta em si. Esta cimeira representa a importância que o sector ambiental tem vindo a ganhar. Ao apostar nele, é possível retirar benefícios de diversas frentes. As potências asiáticas querem estar preparadas para o futuro e sabem que o futuro reside no "green".
2) O suíço Bertrand Picard apresentou ao mundo o seu avião solar. O "Solar Impulse" é um avião que funciona a 100% com a energia solar e é capaz de voar durante a noite (visto que acumula energia durante o dia nas suas baterias), atingindo uma velocidade de 70 km/hora. O objectivo é realizar em 2012 uma volta ao mundo naquele avião para demonstrar que existem soluções ambientalmente responsáveis para o sector da aviação. Pessoalmente fiquei bastante agradado com esta notícia. Quando falei sobre o futuro dos transportes, mostrei-me bastante preocupado com o sector da aviação, visto ser bastante difícil conseguir colocar aviões comerciais a voar com energia 100% renovável. Este planador de Picard apesar de ser somente um pequeno avião, demonstra que com esforço, investigação, vontade e investimento é possível ultrapassar os obstáculos e escrever um novo capítulo na história da aviação.
PS: Estive ausente durante uma semana. Quero que todos saibam que escrevo por prazer e só o estive por motivos profissionais e de saúde. Peço desculpa a todos aqueles que gostam de ler/comentar neste espaço. Espero agora voltar ao ritmo normal.
Com uma maior sensibilização e mediatização dos problemas associados às alterações climáticas, "green" passou a significar também um estilo de vida. Uma moda. Ser verde é uma opção, a opção "correcta" e "fixe". Simboliza a preocupação com um problema global e a vontade em deixar de ser parte do problema para ser parte da solução. "Green" é um modo de vida associado ao desenvolvimento sustentável e à paz, não só entre os povos, mas entre o ser humano e o planeta. É o modo de vida do futuro.
A procura incessante por produtos amigos da Natureza, verdes, carbono zero, biológicos, ou qualquer outra designação que esteja associada à salvação da Terra levou a que "green" adquirisse um terceiro significado. O do dinheiro. Cada vez mais é importante para uma marca estar associada ao movimento verde para vender e publicitar os seus produtos. A procura por produtos "green" leva as empresas a adaptarem-se a esta nova realidade e a publicidade e marketing levada a cabo pelos grandes grupos leva-nos a querer ainda mais os produtos verdes. "Green" é uma estratégia empresarial com uma componente cada vez mais essencial para alcançar o sucesso.
Se aliarmos estes três diferentes significados para "green" verificamos que existe um elevado leque de pessoas interessadas nesta área. Qualquer que seja o motivo, é difícil encontrar quem não tenha interesse pelo verde. Este interesse leva-nos a querer um verde cada vez maior e melhor. É por isso que cada vez mais marcas/produtos/empresas estão associadas a este mundo (até as petrolíferas). É preciso inovar, criar, inventar, experimentar, estudar, etc. Tudo para completar cada vez mais o "green" e aperfeiçoá-lo. Surge assim o quarto significado. "Green" é sinónimo de inovação tecnológica. Aliada à engenharia/tecnologia ambiental estão invenções de ponta numa indústria virada para o futuro. É o "Green" High Tech e representa a tecnologia que vai moldar o nosso mundo e a nossa sociedade.
Seguem-se dois exemplos da aposta em Green High Tech:
1) As potências asiáticas unem-se em torno da tecnologia verde para desafiar a supremacia americana. Em Agosto os líderes da China, Japão e Coreia estarão presentes numa cimeira cujo objectivo é unir os recursos e competências destes três países para alcançarem uma cooperação na área ambiental que seja capaz de liderar a nível mundial este tipo de tecnologia. O Japão é o líder em automóveis híbridos e eléctricos, a China tem bastante dinheiro para investir e a Coreia é bastante conhecida pela sua robótica de ponta. Se juntarmos estes ingredientes veremos que é expectável a saída de novas e inovadoras tecnologias capazes de revolucionar a área ambiental. Esta invulgar cooperação destina-se principalmente a proteger o sector industrial asiático bem como retirar dividendos económicos e não proteger o planeta em si. Esta cimeira representa a importância que o sector ambiental tem vindo a ganhar. Ao apostar nele, é possível retirar benefícios de diversas frentes. As potências asiáticas querem estar preparadas para o futuro e sabem que o futuro reside no "green".
2) O suíço Bertrand Picard apresentou ao mundo o seu avião solar. O "Solar Impulse" é um avião que funciona a 100% com a energia solar e é capaz de voar durante a noite (visto que acumula energia durante o dia nas suas baterias), atingindo uma velocidade de 70 km/hora. O objectivo é realizar em 2012 uma volta ao mundo naquele avião para demonstrar que existem soluções ambientalmente responsáveis para o sector da aviação. Pessoalmente fiquei bastante agradado com esta notícia. Quando falei sobre o futuro dos transportes, mostrei-me bastante preocupado com o sector da aviação, visto ser bastante difícil conseguir colocar aviões comerciais a voar com energia 100% renovável. Este planador de Picard apesar de ser somente um pequeno avião, demonstra que com esforço, investigação, vontade e investimento é possível ultrapassar os obstáculos e escrever um novo capítulo na história da aviação.
PS: Estive ausente durante uma semana. Quero que todos saibam que escrevo por prazer e só o estive por motivos profissionais e de saúde. Peço desculpa a todos aqueles que gostam de ler/comentar neste espaço. Espero agora voltar ao ritmo normal.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Videojogos
O sector dos videojogos nasceu da revolução tecnológica iniciada no século XX e que está a atingir um ritmo cada vez mais acelerado. Com o seu desenvolvimento aumenta também a sua importância para o bem e para o mal. É inegável o papel que hoje em dia esta indústria desempenha na nossa sociedade.
Os jogos influenciam as nossas escolhas, as nossas opiniões, as nossas análises. Eles fazem parte da nossa formação e educação. Apesar da sua influência se ter iniciado nos sectores mais jovens, é cada vez mais alargado o sector etário a que os jogos se destinam visto os seus consumidores estarem a ficar cada vez mais "variados" tanto em idades como em gostos. Recordo-me da seguinte frase na apresentação da PlayStation 3: "Isto (PS3) não é uma consola mas sim um centro de entretenimento". O mesmo se aplica às suas rivais (Xbox 360 e Nintendo Wii).
As consolas de futuro irão responder a um número cada vez maior de necessidades de entretenimento e lazer. Existe um enorme potencial e é preciso saber aproveitá-lo.
Plataformas online permitem a interacção entre pessoas, a realização de negócios e eventos online, a difusão de informação, "encurtar" distâncias e entreter os seus utilizadores ou ajudá-los profissionalmente. Novas aplicações (como o dispositivo EyeToy da Sony ou a consola Wii da Nintendo) permitem realizar exercício físico de uma forma agradável e sem sairmos do conforto das nossas casas. A existência de um leque cada vez mais alargado de gadgets (os veteranos volantes e pistolas passaram a ter como companhia espadas, pompons, tacos de snooker, canas de pesca, instrumentos musicais, plataformas de dança, bolas de futebol, etc.) permite novas experiências aos utilizadores e uma maneira cada vez mais diversificada e personalizada de entretenimento. Já é possível termos o nosso personal trainer digital e muitas mais profissões se seguirão. Os videojogos permitem também um treino bastante real de diversas situações e a acumulação de experiência nessas áreas. Existem simuladores de gestão, tácticas militares, saúde, condução, etc. bastante próximos da realidade e a aprendizagem obtida nesses mesmos simuladores poderá ser bastante importante para o nosso desempenho na "vida real". Além da aprendizagem em sectores específicos que podem ser um "complemento" à nossa formação podemos simplesmente desenvolver a nossa mente com a ajuda dos videojogos (por exemplo a Big Brain Academy da Wii ou o Buzz da Sony) o que não substituindo outros métodos (como a leitura) terá também um papel importante dadas as suas especificidades e a componente de diversão associada. A acumulação de informação nova através do acto de jogar é também em si uma forma de aprendizagem (aprendi bastante sobre os povos e civilizações antigas a jogar Age of Empires). Uma vez mais, é a componente de diversão associada ao jogo que torna a absorção de informação tão "natural" e a aprendizagem tão fácil. A tecnologia portátil tem também conhecido um grande desenvolvimento. A cultura "Anyone, Anytime, Anywhere" das consolas portáteis pode ter um excelente papel por exemplo, no aproximar de culturas e consequentemente, todos os benefícios que daí advêm.
Em suma, creio que os videojogos estão a desempenhar um forte papel na nossa sociedade e a sua tendência será para aumentar. Alegra-me ver todos os desenvolvimentos que estão a ser feitos, o que me leva a aumentar a "fasquia" do potencial que este sector encerra. Uma forte e correcta aposta nesta área poderá levar a uma melhor educação (pilar essencial de uma sociedade), a um maior convivío entre as pessoas (maior aproximação cultural, racial, etc.), a uma sociedade mais feliz e a outros benefícios (económicos, saúde, entre outros).
Pessoalmente sou um viciado em videojogos :) Gosto praticamente de todos os géneros, especialmente quando jogo com os meus amigos mas sou um "especialista" em FPS (first person shooter, são aqueles que só vemos a arma e não o boneco todo). Sou um fã incondicional da Sony (cá em casa habitam a PS2, PS3 e PSP) porque ligo bastante aos gráficos e aos jogos de "ponta" mas os meus pais preferem a Wii porque gostam é de se mexer enquanto jogam e não terem um comando com 500 teclas. A minha irmã adora os Buzz e o EyeToy porque gosta de interacção (e também gosta quando o Buzz diz que ela é mais inteligente que eu). Seja qual for o gosto, recomendo os videjogos a todas as pessoas. Possibilita um excelente tempo que combina aprendizagem, convívio e diversão.
Os jogos influenciam as nossas escolhas, as nossas opiniões, as nossas análises. Eles fazem parte da nossa formação e educação. Apesar da sua influência se ter iniciado nos sectores mais jovens, é cada vez mais alargado o sector etário a que os jogos se destinam visto os seus consumidores estarem a ficar cada vez mais "variados" tanto em idades como em gostos. Recordo-me da seguinte frase na apresentação da PlayStation 3: "Isto (PS3) não é uma consola mas sim um centro de entretenimento". O mesmo se aplica às suas rivais (Xbox 360 e Nintendo Wii).
As consolas de futuro irão responder a um número cada vez maior de necessidades de entretenimento e lazer. Existe um enorme potencial e é preciso saber aproveitá-lo.
Plataformas online permitem a interacção entre pessoas, a realização de negócios e eventos online, a difusão de informação, "encurtar" distâncias e entreter os seus utilizadores ou ajudá-los profissionalmente. Novas aplicações (como o dispositivo EyeToy da Sony ou a consola Wii da Nintendo) permitem realizar exercício físico de uma forma agradável e sem sairmos do conforto das nossas casas. A existência de um leque cada vez mais alargado de gadgets (os veteranos volantes e pistolas passaram a ter como companhia espadas, pompons, tacos de snooker, canas de pesca, instrumentos musicais, plataformas de dança, bolas de futebol, etc.) permite novas experiências aos utilizadores e uma maneira cada vez mais diversificada e personalizada de entretenimento. Já é possível termos o nosso personal trainer digital e muitas mais profissões se seguirão. Os videojogos permitem também um treino bastante real de diversas situações e a acumulação de experiência nessas áreas. Existem simuladores de gestão, tácticas militares, saúde, condução, etc. bastante próximos da realidade e a aprendizagem obtida nesses mesmos simuladores poderá ser bastante importante para o nosso desempenho na "vida real". Além da aprendizagem em sectores específicos que podem ser um "complemento" à nossa formação podemos simplesmente desenvolver a nossa mente com a ajuda dos videojogos (por exemplo a Big Brain Academy da Wii ou o Buzz da Sony) o que não substituindo outros métodos (como a leitura) terá também um papel importante dadas as suas especificidades e a componente de diversão associada. A acumulação de informação nova através do acto de jogar é também em si uma forma de aprendizagem (aprendi bastante sobre os povos e civilizações antigas a jogar Age of Empires). Uma vez mais, é a componente de diversão associada ao jogo que torna a absorção de informação tão "natural" e a aprendizagem tão fácil. A tecnologia portátil tem também conhecido um grande desenvolvimento. A cultura "Anyone, Anytime, Anywhere" das consolas portáteis pode ter um excelente papel por exemplo, no aproximar de culturas e consequentemente, todos os benefícios que daí advêm.
Em suma, creio que os videojogos estão a desempenhar um forte papel na nossa sociedade e a sua tendência será para aumentar. Alegra-me ver todos os desenvolvimentos que estão a ser feitos, o que me leva a aumentar a "fasquia" do potencial que este sector encerra. Uma forte e correcta aposta nesta área poderá levar a uma melhor educação (pilar essencial de uma sociedade), a um maior convivío entre as pessoas (maior aproximação cultural, racial, etc.), a uma sociedade mais feliz e a outros benefícios (económicos, saúde, entre outros).
Pessoalmente sou um viciado em videojogos :) Gosto praticamente de todos os géneros, especialmente quando jogo com os meus amigos mas sou um "especialista" em FPS (first person shooter, são aqueles que só vemos a arma e não o boneco todo). Sou um fã incondicional da Sony (cá em casa habitam a PS2, PS3 e PSP) porque ligo bastante aos gráficos e aos jogos de "ponta" mas os meus pais preferem a Wii porque gostam é de se mexer enquanto jogam e não terem um comando com 500 teclas. A minha irmã adora os Buzz e o EyeToy porque gosta de interacção (e também gosta quando o Buzz diz que ela é mais inteligente que eu). Seja qual for o gosto, recomendo os videjogos a todas as pessoas. Possibilita um excelente tempo que combina aprendizagem, convívio e diversão.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Competitividade Empresarial - A importância do comércio justo
Ao ler um artigo sobre uma eventual deslocalização da Michelin para a Índia, lembrei-me uma vez mais da temática do comércio justo. E a sua relação com a competitividade empresarial.
Na altura de crise em que vivemos, muito se discute sobre o futuro das trocas comerciais a nível mundial. Qual será a solução? Apostar num forte proteccionismo para defender a produção nacional ou promover uma circulação de capitais e bens cada vez mais livre por todo o mundo?
Para mim, e como costuma dizer o meu amigo Carlos Santos, a cor da verdade é o cinzento. Se me perguntassem directamente qual das duas soluções acima apresentadas seria a correcta, eu diria que nenhuma. A solução, no meu entender, será antes uma outra alternativa. Em primeiro lugar devo referir que sou a favor do comércio livre, desde que justo. Não partilho da visão de que devemos perseguir a nossa auto-suficiência. Para mim, além de actualmente isso ser impossível, acho que seria bastante prejudicial para o nosso país. Não nos devemos encerrar em nós próprios. Devemos exportar o nosso melhor e importar o melhor dos outros. Pondo isto, não sou a favor de proteccionismos. Mas também não sou a favor de um comércio totalmente livre. Livre sim mas também regulado. Porque para mim, combater o dumping social (mesmo que isso signifique proteger produtos nacionais) não é proteccionismo mas uma questão de "moral" e "ética".
Para mim, o dumping (social, ambiental, etc.) só serve para distorcer a noção de competitividade. Porque a competitividade e a concorrência deviam gerar melhorias a todos os níveis e assim obtermos produtos com uma qualidade cada vez mais elevada que consequentemente proporcionariam uma qualidade de vida cada vez maior a um leque mais alargado de pessoas. As empresas deviam "combater" para nos aumentarem as regalias e os ordenados em troca dos nossos serviços. Não devíamos ser nós a implorar para que usem as nossas qualificações e aptidões. Pode ser uma ideia até bastante utópica mas já está presente em certas empresas de topo e deveríamos trabalhar no sentido de alargar essa noção a todos os tipos de emprego. Numa situação desesperada como aquela que enfrentamos actualmente, muitas pessoas pensam que as empresas lhes estão a fazer um "favor" ao não as despedirem. Em alguns casos será assim, mas na maioria dos casos o patronato aproveita-se desta situação para explorar os trabalhadores. Quantas empresas com boa saúde financeira é que já se aproveitaram da crise para proceder a despedimentos, redução de salários, regalias, etc?
Neste aspecto o comércio justo pode e deve ter um papel fundamental na competitividade empresarial. Porque se retirarmos o dumping as empresas terão de encontrar outras formas de se "sobrepor" umas às outras. Formas essas que poderiam ser benéficas para nós e para o planeta, ao contrário do dumping que é altamente destrutivo para o ambiente e para o capital social. Pagarmos o preço justo pelos produtos não deveria ser uma opção mas uma "obrigação". As associações/organizações de comércio desempenham um papel bastante importante mas sem o auxílio governamental torna-se bastante difícil produzir mudanças a nível mundial.
O potencial do comércio justo é enorme. Serviria para reduzir a pobreza (com consequências bem conhecidas na educação e saúde), para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas, para financiar projectos de desenvolvimento local, para adaptar melhor os países subdesenvolvidos às alterações climáticas, etc. Essencialmente o comércio justo poderia financiar a resolução de vários problemas à escala global. E ao mesmo tempo, trazer o benefício de moldarmos a competitividade empresarial para um outro patamar que não o do desrespeito pelos Direitos Humanos. Assim sim, mereceria a pena defender o comércio livre e aproveitarmos os seus benefícios não só económicos como sociais (como o aproximar de culturas e povos).
Na altura de crise em que vivemos, muito se discute sobre o futuro das trocas comerciais a nível mundial. Qual será a solução? Apostar num forte proteccionismo para defender a produção nacional ou promover uma circulação de capitais e bens cada vez mais livre por todo o mundo?
Para mim, e como costuma dizer o meu amigo Carlos Santos, a cor da verdade é o cinzento. Se me perguntassem directamente qual das duas soluções acima apresentadas seria a correcta, eu diria que nenhuma. A solução, no meu entender, será antes uma outra alternativa. Em primeiro lugar devo referir que sou a favor do comércio livre, desde que justo. Não partilho da visão de que devemos perseguir a nossa auto-suficiência. Para mim, além de actualmente isso ser impossível, acho que seria bastante prejudicial para o nosso país. Não nos devemos encerrar em nós próprios. Devemos exportar o nosso melhor e importar o melhor dos outros. Pondo isto, não sou a favor de proteccionismos. Mas também não sou a favor de um comércio totalmente livre. Livre sim mas também regulado. Porque para mim, combater o dumping social (mesmo que isso signifique proteger produtos nacionais) não é proteccionismo mas uma questão de "moral" e "ética".
Para mim, o dumping (social, ambiental, etc.) só serve para distorcer a noção de competitividade. Porque a competitividade e a concorrência deviam gerar melhorias a todos os níveis e assim obtermos produtos com uma qualidade cada vez mais elevada que consequentemente proporcionariam uma qualidade de vida cada vez maior a um leque mais alargado de pessoas. As empresas deviam "combater" para nos aumentarem as regalias e os ordenados em troca dos nossos serviços. Não devíamos ser nós a implorar para que usem as nossas qualificações e aptidões. Pode ser uma ideia até bastante utópica mas já está presente em certas empresas de topo e deveríamos trabalhar no sentido de alargar essa noção a todos os tipos de emprego. Numa situação desesperada como aquela que enfrentamos actualmente, muitas pessoas pensam que as empresas lhes estão a fazer um "favor" ao não as despedirem. Em alguns casos será assim, mas na maioria dos casos o patronato aproveita-se desta situação para explorar os trabalhadores. Quantas empresas com boa saúde financeira é que já se aproveitaram da crise para proceder a despedimentos, redução de salários, regalias, etc?
Neste aspecto o comércio justo pode e deve ter um papel fundamental na competitividade empresarial. Porque se retirarmos o dumping as empresas terão de encontrar outras formas de se "sobrepor" umas às outras. Formas essas que poderiam ser benéficas para nós e para o planeta, ao contrário do dumping que é altamente destrutivo para o ambiente e para o capital social. Pagarmos o preço justo pelos produtos não deveria ser uma opção mas uma "obrigação". As associações/organizações de comércio desempenham um papel bastante importante mas sem o auxílio governamental torna-se bastante difícil produzir mudanças a nível mundial.
O potencial do comércio justo é enorme. Serviria para reduzir a pobreza (com consequências bem conhecidas na educação e saúde), para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas, para financiar projectos de desenvolvimento local, para adaptar melhor os países subdesenvolvidos às alterações climáticas, etc. Essencialmente o comércio justo poderia financiar a resolução de vários problemas à escala global. E ao mesmo tempo, trazer o benefício de moldarmos a competitividade empresarial para um outro patamar que não o do desrespeito pelos Direitos Humanos. Assim sim, mereceria a pena defender o comércio livre e aproveitarmos os seus benefícios não só económicos como sociais (como o aproximar de culturas e povos).
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Aniversário
Quero pedir desculpa a todos os meus leitores pela pequena interrupção aqui no Pensamento Alinhado. Tento sempre fazer um post por dia e ser regular nas publicações para garantir que todos encontram novidades fresquinhas aqui no blog :)
Ontem realizei o Exame Nacional de História e hoje faço anos pelo que não consigo ter tempo para fazer um post à altura daqueles que me lêem. Amanhã quinta-feira, a vida "volta ao normal" e continuarei a publicar como habitualmente. Sempre contando com a colaboração e opinião de todos.
Cumprimentos a todos!
Ontem realizei o Exame Nacional de História e hoje faço anos pelo que não consigo ter tempo para fazer um post à altura daqueles que me lêem. Amanhã quinta-feira, a vida "volta ao normal" e continuarei a publicar como habitualmente. Sempre contando com a colaboração e opinião de todos.
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